<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476</id><updated>2011-04-21T16:26:12.556-03:00</updated><title type='text'>Espiritos de Furia</title><subtitle type='html'>Um conto sobre duvidas, caminhos e descobertas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://espiritofuria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-106497231361016677</id><published>2003-09-30T22:38:00.000-03:00</published><updated>2003-10-01T21:39:29.900-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Senhora do Fogo&lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Yá olhava fixamente para uma águia no céu. A Caçadora não perdia tempo tentando sussurrar para se comunicar com a  águia pois já havia ultrapassado essas pequenas limitações. Comunicava-se com seus pensamentos que eram perfeitamente entendidos pelo animal, e obedecidos por respeito e temor.&lt;br /&gt;Yá se preocupou em enviar a águia como mensageira para algo bem maior. Sua autoridade como Filha de Oxóssi permitia que Yá pedisse alguns favores de suas presas.&lt;br /&gt;Após algumas horas em que a águia já havia sumido a muito do céu, Yá pôde observar um enorme Condor voando em sua direção. Fez a saudações a seu orixá agradecendo pela benção.&lt;br /&gt;O Condor pousou e fechou as asas junto ao corpo cinzento. Uma conversa sem palavras foi estabelecida entre ambos e Yá sorriu de sua própria piada interna. Curioso como o destino havia colocado Kumai novamente em seu caminho, mas desta vez como uma doce presa assustada e esquiva. Seria extremamente divertido caçá-lo e ver o poderoso e sedutor filho de Xangô fugir com o rabo entre as pernas.&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Franco navegava suavemente próximo ao chão enquanto Voz da Terra, pendurado à borda da nave, procurava os corpos escondidos na noite.&lt;br /&gt;O brilho das estrelas iluminava mal o matagal que cobria todo o redor da nave, porém, os olhos do elfo atravessavam o manto da noitecom certa facilidade.&lt;br /&gt;Voz saltou do navio e aterrissou como um gato no chão, rodeando uma enorme massa de carne mal cheirosa. &lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; O morto vivo está aqui... o Wyvern deve estar mais adiante&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi desceu da nave seguida por Franco. &lt;br /&gt;Voz da Terra e Brisa se afastaram entre meias palavras, dizendo ter algum trabalho a fazer, e sumiram na escuridão da noite sem lua.&lt;br /&gt;A feiticeira observava o corpo inerte do cadáver com as pernas desmanchadas pelo impacto com o solo, porém, os dedos do monstro ainda se moviam ocasionalmente e seu maxilar tremia como se pertencesse a um mendigo numa noite de inverno.&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; A Conjuração que animava esta coisa ainda está ativa. Acredito que ele vá se restituir em breve. &lt;/font&gt; &lt;br /&gt;Harumi franziu a sobrancelha procurando lembrar-se de algo que pudesse ajudá-la nas aulas que viu. Nunca se interessou por necromancia. A própria idéia de tocar num cadáver já lhe era bastante repugnante.&lt;br /&gt;A Elfa Hijin uniu os dedos em direção a criatura enquanto reforçava em sua mente os símbolos sagrados que lhe permitiam abrir o terceiro olho para coisas místicas. Os veios de energia negra emanavam dos músculos apodrecidos e confirmavam a natureza clara da Conjuração: Necromancia. Harumi fixou sua atenção o máximo que sua mente confusa permitia naquele momento e procurou seguir o fluxo de energia como um ranger segue um rastro de grama pisada.&lt;br /&gt;Sacou sua arma e levantou com a ponta da lâmina do Sai o turbante do monstro, revelando uma pedra negra, talvez mais que negra, era como se a pedra sugasse a parca luz que estava a sua volta.&lt;br /&gt;Num movimento rápido, a ponta da lâmina foi cravada na fronte do Morto e a Gema foi arremessada pro alto, caindo nas mãos de Franco.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Esse artefato infernal encontra seu fim aqui e agora… bom trabalho Elfa.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; De forma alguma…&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi arrancou a pedra das mãos de Franco pegando o Paladino de surpresa e fechou os dedos em torno da mesma.&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Não há motivo nenhum pra não usá-la a nosso favor. Eu vou estudá-la e decido o que faço ou deixo de fazer.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Algo que traz a vida um demônio como este não pode continuar existindo, seja razoável Harumi. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;A Elfa sorriu, sacando ambos os Sai&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Se quiser a pedra, vai ter que arrancar de mim à força.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco abaixou a Cabeça contrariado e resmungou&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Você sabe que não poderia levantar a mão contra uma inocente por causa dessa pedra. Se são estes seus termos, guarde-a, mas eu estarei vigiando se a energia dela vai ser usada novamente para esse tipo de magia&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Disse, apontando o dedo pra criatura disforme espalhada pelo chão.&lt;br /&gt;Harumi sorriu em um tom de escárnio e se virou em direção a nave&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt;Vá procurar sua espada Paladino....&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Voz da Terra movia-se em volta da fogueira, meio que numa dança, meio que correndo. Brisa se esforçava para manter-se calmo, porém os vultos que rodeavam a fogueira e crepitavam como pequenos serzinhos nas labaredas, faziam-no ter a plena certeza de que não estava só, e de quê alguém estava discutindo sobre seu futuro.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Eu te apresentei a eles. Um espírito maior do fogo se voluntariou a tratar do assunto diretamente com você. Seja humilde e tenha fé que tudo dará certo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Das labaredas, braços de fogo armados com lâminas incandescentes se dirigiam de forma sarcástica a Brisa. Uma figura humanóide, que aparentava se esforçar pra manter essa forma, serpenteou pra fora das labaredas e levantou-se, mostrando um porte superior a qualquer coisa que Brisa havia visto até então. &lt;br /&gt;&lt;font color = magenta&gt; Pequena criança. Cedo pra você querer se perder.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa ajoelhou-se diante da figura imponente e engoliu seu orgulho, garganta seca abaixo&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Eu pretendo voltar atrás, reconstruir da forma como for preciso... não sabia exatamente o que fazia, mas pretendo consertar se assim me for permitido.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = magenta&gt; Tudo pode ser negociado quando tratamos de um coração arrependido. Dizer que não sabia o que fazia é quase uma afronta, pois fez o serviço muito bem para alguém que alega ignorância. Ainda assim, o trabalho que fará a mim e a si mesmo será do tamanho de suas afrontas.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;E qual será a punição?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = magenta&gt;Um Homem de sabedoria há muito perdida está causando problemas iguais aos seus. Sua alma se tornou negra e sem brilho, e ele já ultrapassou a linha onde não existe mais interesse em arrependimentos.&lt;br /&gt;Será uma grande lição pra ele descobrir que o poder sempre tem limites. Será também uma lição pra você perceber até que ponto você pode descer.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Obrigado pela chance. onde encontrarei ele? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = magenta&gt;Faz parte da sua missão, mas não será difícil. E assim que fizer sua parte no grande plano, seus ensinamentos nos mistérios poderão continuar&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa levantou-se e limpou a grama molhada dos joelhos... sorriu internamente imaginando que, afinal de contas, o pior já havia passado.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/kary2.jpg width=500, height=400&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;br /&gt;&lt;i&gt; Senhora do Fogo &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-106497231361016677?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/106497231361016677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/106497231361016677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_09_28_archive.html#106497231361016677' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-105975662738792262</id><published>2003-08-01T13:50:00.000-03:00</published><updated>2003-08-01T14:53:49.790-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Lembranças &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os braços de Franco tremiam enquanto ele tentava fixar a mira num ponto vazio do céu. Contava que o Wyvern tentaria uma nova investida, saindo de baixo do casco da nave para evitar que Harumi o percebesse. Se por acaso viesse por cima, a elfa dourada talvez conseguisse perceber o ataque a tempo de evitar as garras do monstro.&lt;br /&gt;A cada solavanco, Franco se arrependia da cerveja que havia bebido com o dançarino e forçava seu estômago a controlar a ânsia que sentia. Ouvia os gritos dos companheiros no convés, mas sentia que apenas ele poderia dar cabo da fera voadora.&lt;br /&gt;A besta permanecia armada quando o Wyvern surgiu debaixo do casco, apesar de seus reflexos entorpecidos pela bebida, o paladino mirava em direção a cabeça do dragão.&lt;br /&gt;Franco treinava tiro quatro horas por semana nos tempos que vivia no mosteiro dos homens puros da inquisição, e acreditava que poderia acertar mesmo nessas condições.&lt;br /&gt;A seta deslizou por entre as fortes rajadas noturnas de vento e errou seu alvo, acertando a asa direita do dragão e abrindo um furo ao passar através dela.&lt;br /&gt;A criatura guinchou e recolheu a asa. Seus guinchos mudaram de agonia a desespero quando começou a despencar e abriu-a novamente, porém o ferimento a impedia de mantê-la aberta. Seus guinchos ecoavam nos ouvidos de todos enquanto o monstro lentamente, brigando com sua própria asa para mantê-la aberta,  ia sumindo na escuridão&lt;br /&gt;Brisa se esgueirou por trás do morto vivo contando com Kumai para atrair sua atenção. O Bardo lançava chamas e Voz da Terra atirava flechas no rosto do Assírio. Sua pele e sua carne derretiam com o calor, porém suas pernas continuavam a se mover indiferente ao fato que seu corpo estava sendo destruído.&lt;br /&gt;Kumai se aproximou tentando atraí-lo, porém, a súbita velocidade do monstro o pegou desprevenido. A criatura agarrou seu braço e puxou o corpo do bardo com sua força descomunal e rangeu os dentes permeando o ar.&lt;br /&gt; Brisa correu até a corda que prendia a âncora e lançou sobre o pescoço do morto vivo, dando uma volta em torno deste, correu até a alavanca para soltar a âncora e arremessar o vilão, porém iria matar o bardo também.&lt;br /&gt;O Bardo tentou afastar o corpo dos dentes da fera, mas não tinha força pra tanto, gritou, socou o peito do morto vivo em vão e levantou as chamas que já queimavam sua carne o mais forte e intenso que pode, mas a criatura se recusava a cair.&lt;br /&gt;Porém o braço da mesma explodiu, e permitiu que o bardo se afastasse e olhasse pra trás. Vendo Voz da Terra com a mão estendida e fumegante em direção ao assírio.&lt;br /&gt;&lt;font color = 006633#&gt; Brisa, a âncora! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Meio elfo puxou a alavanca que soltou a âncora, arrastando consigo a corda, que arrastou consigo o corpo do assírio que foi arrastado pelo convés até a borda e despencou para juntar-se ao Wyvern.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Como você fez isso Voz? Quê espírito que te concedeu este favor?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa perguntava assustado e empolgado com as habilidades que Voz demonstrava cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Não sei. Mas sei que espírito algum estava comigo neste momento.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Você já fez isto antes?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Que eu me lembre não.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi surgiu correndo entre eles e ajudou Kumai a se levantar. &lt;font color = pink&gt; todos estão bem? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Eu sinceramente poderia estar numa situação mais agradável, mas não posso dizer que estou gravemente ferido, apenas atordoado. Mas agradeceria se uma boa alma pudesse auxiliar-me a sair daqui.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco procurava manter-se calmo enquanto os companheiros subiam pelas cordas para soltá-lo.&lt;br /&gt;-----------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Franco sentou-se apoiando as costas num barril d´água e suspirou enquanto procurava traçar o plano de ação do grupo&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Mortos vivos como aquele não tem mente própria, são utilizados como ferramenta de ataque. O que significa que alguém, provavelmente algum Assírio, está atrás de nós.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Não apenas atras de nós, como também atrás do mapa, mais um motivo para seguirmos o mais rápido possível, porem com o dobro da cautela.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra permanecia dependurado como um gato, olhando a corda da âncora, tentando distinguir na escuridão da noite se o Assírio ainda estava preso ao Fallacia.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Eu falo com espírito do morto e encontro quem quer mapa. Preciso também fazer algo pro Brisa, e tem que ser lá embaixo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi franziu a sobrancelha deixando claro que desaprovava qualquer atraso a viagem.&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Podemos perder tempo precioso se descermos agora e ficarmos procurando os corpos, está escuro e talvez só encontremos algo pela manhã.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; ainda assim, é interessante saber quem está atrás de nós. Ainda que seja apenas para tomarmos cuidado onde estamos nos metendo. Alem do mais, quero minha espada de volta.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Espero que sua espada valha perdermos quase um dia de viagem. Se chegarmos aos portos, e o mapa já tiver sido passado adiante… &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi respirou fundo, controlou-se, virou as costas e trancou-se dentro da cabine.&lt;br /&gt;Brisa limpava a ferida no braço de Kumai e sentiu-se incomodado ao citarem seu nome.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; O que eu deverei fazer lá embaixo Voz?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Pagar sua dívida.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Harumi trancou a porta atrás de si para garantir o mínimo de privacidade, retirou duas pequenas estatuetas da mochila, uma tigela de barro, um pergaminho enrolado em seda vermelha e dois bastões de incenso de canela.&lt;br /&gt;As estátuas se assemelhavam a guerreiros élficos com armaduras de tiras e preparados para batalha, A Elfa  abriu o pergaminho e recitou uma pequena prece entre os lábios enquanto acendia o incenso no lampião preso a parede.&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Que os espíritos de meus ancestrais me auxiliem a encontrar os caminhos que me foram designados. E me lembrem dos motivos que me trouxeram ao local onde estou agora.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi fechou os olhos e deixou que as imagens invadissem sua mente. As visões percorriam pelo passado conturbado da elfa. Procurando treinamento em magia, escondida de seus pais. &lt;br /&gt;Sua família era descendente direta do fundador de seu clã, o clã do escorpião. E isto trazia enormes responsabilidades aos seus filhos.&lt;br /&gt;Entre os Hijin, a forma como os Elfos dourados chamam a si mesmos, O Seu clã era conhecido pela arte da intriga e pela incumbência de fazer aquilo que era necessário, mas não poderia ser feito pelos de sangue real.&lt;br /&gt;Entre a família dos Bayushi, a primeira filha nascida era, invariavelmente, enviada para a escola de Cortesãs. Porém, a idéia de viver a vida da nobreza, utilizando o corpo e a beleza como arma, nunca atraiu harumi. Desde pequena ela corria como o vento, passava horas observando os monges treinando katas e sonhava em tornar-se senhora do ar e voar como faziam os estudantes da escola Soshi de Shugenjas. Harumi era bela e sedutora, mas não carregava consigo a inclinação a traição e a mentira, que eram naturais e incentivadas na vida de uma cortesã.&lt;br /&gt;A elfa procurou de todas as maneiras ao seu alcance livrar-se deste legado. Procurou convencer seus pais que tornando-se uma Shugenja na escola Soshi, poderia compensar com conhecimento e misticismo as habilidades que aprenderia como cortesã. &lt;br /&gt;Seus pais diziam que este não seria seu futuro, que as tradições da família Bayushi eram claras. A primeira filha aprenderia etiqueta e sedução. Aprenderia a mentir da forma mais sincera possível e a fazer com quê seus inimigos falassem aquilo que não pretendiam dizer. Aprenderia a evitar assuntos polêmicos, nem concordando nem discordando para manter sua imagem pra ambas as partes, e sobretudo, aprenderia a conhecer as fraquezas de seus inimigos e a utilizá-las contra eles.&lt;br /&gt;Este seria seu legado como Bayushi, mas Harumi conhecia a si mesma e não acreditava em sua capacidade de dissimulação. Harumi via para si um futuro diferente, tornar-se um mero objeto decorativo da corte, ser escolhida como esposa por um Samurai de pouca ambição, mais interessado numa mulher ornamental do quê uma companheira. E Em breve, Harumi deixaria de ser um indivíduo para tornar-se uma posse, uma propriedade de alguém.&lt;br /&gt;A elfa Hijin não esperou que seu treinamento como cortesã terminasse e sua mão fosse prometida a algum Samurai qualquer. Também não esperou que um Belo Elfo surgisse sobre um cavalo branco e a levasse pra longe desta vida de mentiras e decepções.&lt;br /&gt;A Elfa utilizou de suas aulas como cortesã, engoliu seus escrúpulos e convenceu um estudante Soshi a dividir com ela seus conhecimentos, utilizando de todas as promessas de recompensas físicas que ela pôde, ainda que se esquivasse de todas as oportunidades de cumprir essas promessas.&lt;br /&gt;Quando isto já não era mais o suficiente, Harumi utilizou de seus parcos conhecimentos em ilusões para permitir sua entrada na Escola Soshi como uma visitante. Não podia assistir a todas as aulas, mas pôde dedicar seus estudos as artes que mais lhe atraiam. Ar, Mente, Água, Teorias Místicas, Tempo...&lt;br /&gt;Seus conhecimentos acerca do mundo aumentavam na mesma proporção que seu péssimo desempenho na escola de cortesãs atraía a atenção de sua família.&lt;br /&gt;Seu pai, Bayushi Maru, um senhor rigoroso porém complacente, chamou sua filha para conversar e decidiu que sairia desta conversa com uma justificativa e uma solução para o problema.&lt;br /&gt;O restante da família, receosos da severidade do pai e da personalidade difícil de Harumi, temia que nada de bom sairia desta discussão.&lt;br /&gt;Após quatro horas, Bayushi Maru saiu da sala e anunciou a família que harumi iria viajar para o ocidente em missão secreta para o clã do Escorpião, e que só voltaria a terra dos Hijin quando a viagem tivesse alterado sua perspectiva do mundo e lapidado sua mente juvenil e fantasiosa em dedicação e vontade para com os afazeres dos Bayushi.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/samurai2.jpg&gt;  &lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/samurai3.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt; &lt;i&gt; Ancestrais &lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-105975662738792262?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/105975662738792262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/105975662738792262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_07_27_archive.html#105975662738792262' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-95695765</id><published>2003-06-15T19:43:00.000-03:00</published><updated>2003-06-15T20:00:38.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;I&gt; Um por todos &lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brisa dormia profundamente, encolhido num canto perto da caldeira, estava desacostumado a dormir sem Furioso e sentia mais frio que os outros. Rolava de um lado para outro murmurando resmungos incompreensíveis para Harumi que estava ao seu lado, mas acordada. A elfa sentiu um pressentimento ruim durante a noite e tentava se acalmar banhando os pés em água quente quando Kumai entrou assustado na cabine. O Dançarino se encantou com a forma com quê os cabelos de Harumi, pela primeira vez soltos, escorriam por seu ombro da mesma forma que a água quente escorria por seus pés. A pele clara da elfa parecia brilhar diante da luz tênue da fornalha que iluminava toda a cabine. E seus olhos não escondiam o desconforto que a presença do bardo lhe causou.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; É falta de educação entrar sem bater. E ficar me observando com esses olhos arregalados também não é nada delicado. Por quê a pressa afinal de contas?&lt;/font&gt; Harumi falava num tom de escárnio tentando convencer a si mesma que o pressentimento que sentiu durante seus sonhos não passava de um pressentimento.&lt;br /&gt;&lt;font color= #cc6633&gt; Algo está voando em nossa direção, provavelmente um Assírio. Franco pediu pra você dirigir a nave. E acho que ele vai precisar da nossa ajuda…&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi praguejou contra sua intuição, e pediu aos seus ancestrais Bayushi, talvez inconscientemente, talvez mais por desabafo do quê como um verdadeiro pedido, que não tivesse mais premonições assim. Amarrou o cabelo rapidamente e correu ao convés do Fallacia com seus &lt;i&gt;sai&lt;/i&gt; pendurados entre as dobras de um kimono de seda esvoaçante.&lt;br /&gt;Brisa acordou logo em seguida assustado, tentando entender o quê ocorria a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;font color= #cc6633&gt; Acorde rapaz, teremos problemas… eu vou assim que terminar com esta fornalha&lt;/font&gt; Kumai riscava, às pressas, símbolos sagrados no chão enquanto murmurava a saudação a Xangô. Brisa levantou o escudo remendado, a lança e correu para o convés prometendo a si mesmo que desta vez ele não seria um completo inútil, seja quem fosse o inimigo.&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Franco subiu ao topo e calculou que o Wyvern estaria se lançando contra o balão em alguns segundos. Enrolou a perna em volta de uma das cordas que sustentavam o peso da nave e pediu que a deusa emprestasse sua força às amarras para que este não caísse e sua pureza à espada, para que pudesse ferir o morto vivo. Empunhou a arma e esperou o choque inicial. A espera de um ataque de carga é sempre angustiante, pois o defensor sabe que vai doer, e muito, mas sua única chance de êxito é aguardar e se mover apenas na hora exata. Mesmo que isso signifique ficar impassível diante de um Wyvern voando em sua direção.&lt;br /&gt;Voz da Terra atirava contra o monstro na esperança de parar seu ataque, porém o volume de ar que suas asas moviam, impedia que as flechas do elfo o atingissem, mesmo a elemental do ar não podia ultrapassar a barreira. Voz da Terra, mais uma vez, engoliu a frustração e procurou estar preparado pra quando o monstro estivesse vulnerável.&lt;br /&gt;Franco já podia ouvir as asas do réptil e seus olhos fitavam os olhos do cavaleiro, seus pés vacilantes procuravam manter alguma firmeza no piso flácido do balão e as canecas de cerveja que havia tomado faziam com que seus músculos respondessem aos seus comandos de forma atrasada e fraca. Deu um passo à frente e sentiu seu peso deformando o balão. O Wyvern parou de bater as asas e mergulhou com as garras em direção ao alvo. Franco deu mais um passo hesitante e se pôs, resignado entre a fera e a nave.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Deusa…&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Guincho da fera ardeu nos ouvidos do Paladino enquanto este caía em direção à escuridão. A corda o segurava de ponta cabeça ao lado do balão e as setas da besta caiam de sua aljava. Franco juntou coragem e numa fração de segundos, olhou pra própria mão e viu que esta estava inteira, apesar de sua espada estar cravada na pata esquerda do dragão. O golpe fez com que a besta perdesse o controle do vôo e mudasse de direção, salvando o Fallacia. Mas em questão de segundos ela faria meia volta e retornaria para uma nova investida. Harumi segurou o timão da embarcação e tentou se concentrar nos movimentos da fera, sabia que as hélices podiam mudar rapidamente a nave de direção e contava com isso para salvar a vida de todos.&lt;br /&gt;A criatura deu a volta e seguiu por baixo do Fallacia, Voz da Terra preparava a flecha mas não tinha ângulo para acertá-la, pois a mesma estava protegida pelo casco do Fallacia. O Cavaleiro ficou de pé sobre as costas do Wyvern e agarrou uma das bordas da nave, precipitando-se pra dentro do convés.&lt;br /&gt;Franco, ainda pendurado de ponta cabeça, sacou a besta e mirou na cabeça do assírio, mas o Wyvern parecia um perigo maior. Só lhe sobrara uma única seta que estava armada a besta e Franco tinha de escolher bem seu alvo, esticou o máximo que pode seu braço e tentou mirar na direção de onde imaginou que o Wyvern surgiria quando subisse novamente.&lt;br /&gt;Voz da Terra atirou duas, três flechas contra o morto vivo, que penetravam sua carne, mas pouco efeito tinham sobre o mesmo. O Gigante sacou uma cimitarra de mais de um metro e meio de comprimento, coberta de ferrugem e sangue seco e armou um golpe contra o tecido do balão, mas um jato de chamas irrompeu de trás do Xamã e acertou o peito do inimigo, que vacilou e deu alguns passos pra trás.&lt;br /&gt;&lt;font color= #cc6633&gt; Tira essa espada dele, se eles furarem…&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai foi interrompido por um solavanco que o arremessou contra o apoio da nave, praticamente o jogando pra fora. Harumi havia manobrado violentamente para tirar o balão do alcance do segundo ataque do Wyvern, que grunhiu furiosamente e preparou meia volta para uma terceira investida.&lt;br /&gt;O Árabe tentou se recompor quando Kumai acertou um chute no seu pulso, fazendo com que a cimitarra voasse a alguns metros no convés. O Gigante levantou os braços na direção do Filho de Xangô para esmagá-lo, mas quatro flechas em sequência se cravaram em seu rosto fazendo com que este recuasse novamente, dando chance de Kumai saltar pra longe de seu alcance.&lt;br /&gt;Brisa observou a situação e o desespero tomou sua mente. Mesmo lutando em conjunto, cedo ou tarde seriam vencidos. Forçou sua mente a pensar como soldado e tentar achar uma forma de sair daquela situação, observou atrás do morto vivo, no chão do convés, um rolo de corda que segurava a âncora do Fallacia quando este tinha que ficar preso ao chão. Era uma idéia arriscada mas poderia dar certo.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Me consigam uma distração!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai titubeou mas decidiu confiar no meio avariel, encher as mãos com duas bolas de fogo e arremessou no rosto do morto vivo... aproximando-se o suficiente para que o mesmo pudesse agarrá-lo. O gigante estendeu as mãos em direção a Kumai e caminhou em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/undead_arabian.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt; &lt;i&gt; Assírio Morto-vivo &lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-95695765?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/95695765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/95695765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_06_15_archive.html#95695765' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-95277018</id><published>2003-06-04T06:46:00.000-03:00</published><updated>2003-06-04T06:51:06.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;I&gt; Dançando nas Nuvens &lt;/I&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era tarde da noite do segundo dia de vôo no Fallacia. Franco e Harumi revezavam o comando, alternando turnos de sono com turnos na direção. O Paladino dirigia despreocupadamente a nave enquanto bebia uma caneca de cerveja que Kumai havia lhe oferecido. Voz da Terra havia desistido da idéia de beber ao aproximar a caneca de seu nariz e sentir o cheiro forte da bebida,  acabando por permanecer no convés apenas observando a noite estrelada e sem lua&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Voz da Terra eu queria te fazer uma pergunta, aliás duas, se me permite. Qual seu verdadeiro nome? Não sei muito sobre elfos, mas sei que vocês dão nomes as suas famílias como nós humanos. &lt;/font&gt; &lt;br /&gt;A cerveja fazia com que as palavras fluíssem mais fácil e despreocupadamente. Kumai tocava em seu berimbau algo leve, e seu canto passava um tom de solidão e saudades, apesar de estar em sua língua natal.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Yamitingarê. família de Voz tinha este nome por causa de noites que lua brilha cheia no céu. Quando a luz vem presentear os meus com conhecimento e força&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz sentia-se por algum motivo, próximo àquelas pessoas. Imaginava que há alguns dias antes, teria respondido de forma seca e breve, para evitar o contato. Talvez os espíritos soubessem o que faziam quando lhe mandaram ensinar alguém. Havia aprendizados para o Aíbayuri. E a proximidade fazia com que este sentisse mais vontade de tentar entender o que os companheiros esperavam quando perguntavam algo, em vez de simplesmente dar a resposta que daria a um espírito.&lt;br /&gt;Mortais e Espíritos esperavam coisas muito diferentes de sua existência.&lt;br /&gt;Mortais e espíritos esperavam respostas diferentes quando faziam uma pergunta a alguém.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Meus familiares elfos me chamavam de Teremguá, mas este nome não cabe mais. Sou mensageiro dos espíritos da natureza, por isso sou Voz da Terra. E este nome é o nome mais verdadeiro que posso ser chamado&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Que seja Voz da Terra. Mas me diga, por quê não lutou contra o escorpião no dia em que Gravsten morreu?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Aquela luta era sua, não minha.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Como minha? O Escorpião já havia destruído diversos Assírios, e teria destruído todos nós se Kumai não tivesse dado cabo dele com sua bruxaria.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = #cc6633&gt; Bruxaria não... são os favores dos Orixás.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai parou de tocar e rosnou pra Franco e sua ignorância.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Chame como quiser. Não conheço os deuses de sua gente.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; O escorpião é  totem seu, totem caprichoso. Se não volta veneno contra outros, volta contra si mesmo. E você era o alvo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Não entendo o que diz quando fala em totem. Mas afinal o que queria ele comigo?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Provar se você merece a benção. Se você sobrevive ao ataque, merece.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; E qual seria a benção que recebi deste escorpião?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco tentava tomar cuidado com as palavras, pois achava tudo aquilo um absurdo, mas não queria ofender a crença do elfo.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; A forma como pensa, como critica coisas em volta. Culpa e agressividade. São presentes do escorpião.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Mas eu sou assim desde que me lembro, desde a mais tenra idade.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; O Escorpião te acompanha desde que nasceu.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Então ele sempre me acompanhou e só quis me testar agora?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Sim.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz sorria das perguntas de Franco, como se fosse uma criança que não entende o mais básico da vida. Perguntava coisas que Voz sabia desde sempre. Será que nenhum humano era perceptivo a questões espirituais? Será que só elfos eram? Será que os únicos xamãs eram ele e Brisa?&lt;br /&gt;Um ruído distante alcançou os ouvidos de Voz que fez sinal com a mão, pedindo silêncio.&lt;br /&gt;Kumai sentiu algo estranho no ar e deu um leve assopro em direção a um lampião que fez com quê todos os lampiões da nave apagassem, na esperança de quê na escuridão, a embarcação passasse desapercebida. Franco sacou a Besta pesada e armou um virote procurando algum alvo na escuridão, mas seus olhos de humano não podiam ver apenas com a tênue luz das estrelas como faziam os do elfo.&lt;br /&gt;O Xamã subiu no apoio do Fallacia  forçou ao máximo seus olhos tentando observar algo na escuridão. Ouvia barulho de asas fortes e pesadas. Definitivamente não era um pássaro. Mesmo um pássaro grande como uma harpia ou um condor não fariam um barulho tão forte.&lt;br /&gt;Sentiu-se tentado a pedir ajuda de um espírito, mas não sabia como os espíritos reagiriam, afinal, ele havia sido escolhido para ensinar Brisa, portanto era, em parte, culpado pelo crime de seu aprendiz.&lt;br /&gt;Arriscou pedir auxílio a um espírito familiar, a pequena sílfide que guiava suas flechas. Assobiou um chamado e deixou sua mente livre para que a elemental do ar se comunicasse com ele. A resposta da sílfide foi breve e contundente. Voz sentiu que seria ajudado, pois os espíritos deviam algo a ele. Mas a Pequena elemental deixou-lhe claro que o pedido de perdão de Brisa não poderia se demorar mais nem um dia.&lt;br /&gt;Voz consentiu que faria o garoto fazer este ritual o mais breve possível. E a elemental do ar voou para conseguir a informação que o elfo desejava.&lt;br /&gt;Voz da Terra recebeu em sua mente palavras aleatórias e uma breve imagem. Um lagarto alado com um gigante nas costas. O gigante era sem dúvida um Assírio, mas tinha as feições sombrias, pele seca e enrugada, e não tinha uma parte do rosto.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Alguém acorde Harumi e Brisa. Nós teremos problemas…&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai correu pra dentro da cabine enquanto murmurava a saudação a Xangô, pedindo auxílio na batalha e força. Franco esbravejou contra o Aíbayuri.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Afinal, o quê você viu elfo?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Um morto sobre uma fera. Não vão atacar diretamente, só querem furar o balão. Aqui em cima, somos presa fácil.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Então eu vou lá em cima proteger o balão. Peça pra Harumi dirigir a nave.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco desprendeu rapidamente sua armadura, ficando apenas com a proteção de algodão cru e couro que forrava a cota de placas. Prendeu firme a besta nas costas, a espada no cinto e começou a subir em direção a escuridão da noite sem lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/wyvern.jpg&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Wyvern &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-95277018?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/95277018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/95277018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#95277018' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-94586794</id><published>2003-05-19T13:23:00.000-03:00</published><updated>2003-08-09T17:27:40.910-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Fallacia&lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Gnomos são seres de outro mundo.&lt;br /&gt;O Implemento que havíamos conseguido com o truque de Brisa era um grande barco pendurado num balão. De acordo com os Gnomos, aquilo poderia voar a uma certa velocidade, mas com certeza iria alcançar o cavalo do Assírio, pois poderia continuar voando mesmo enquanto nós dormíamos, e teríamos de parar apenas ocasionalmente para conseguir comida e lenha.&lt;br /&gt;Tivemos de passar dois dias nos preparando pra viagem, Franco Gastou suas últimas peças de ouro com acomodações para todos nós e mantimentos, além de gastos com os curandeiros locais. Tanto o Paladino quanto a bela Elfa Dourada se dispuseram a aprender a manejar a nave, que foi batizada de Fallacia. Acredito que queira dizer alguma coisa na língua dos Avariel pais de Brisa. Ainda assim, o garoto não parecia nada contente com sua vitória. &lt;br /&gt;Já eu? Bem, com dois dias livres e sem ninguém no grupo desocupado pra poder me fazer companhia, senti-me obrigado a dar algumas voltas pela cidade pra conhecer melhor os Gnomos. A princípio procurei por mulheres, dança e bebida, mas, infelizmente, tive de me contentar apenas com os dois últimos. Não que eu tivesse algum problema com mulheres pequenas, pelo contrário, já tive mulheres de todas as cores, raças e tamanhos. Me atraí muito mais cheiros do quê aparência, mas as Gnomas aparentemente não se vendem a estrangeiros, ou talvez o problema seja apenas com humanos. Realmente não fiquei pra descobrir. Voltei pra estalagem no primeiro dia com bem mais ouro do quê todas as economias de Franco juntas. Afinal, se as dele estavam acabando alguém teria de bancar a viagem não? Mani me ajudou a coletar e contar as moedas enquanto eu me recuperava da bebedeira e me preparava para o segundo dia de trabalho. Porém a vagabunda me encontrou primeiro. Desde que fugi de Obaia, minha cidade natal no continente negro, eu senti que eles não iam me deixar em paz. Claro que Pai Ereauê abusou dos pobres coitados, mas eu realmente, sinceramente não havia feito NADA ainda. Droga! Não havia cometido os crimes que os outros filhos de santo são acusados, não tinha nem tido tempo pra me acostumar e abusar do poder.&lt;br /&gt;Quando cheguei na taverna, ela estava lá, brincando com um cacho de uvas enquanto sorria pra mim com aquela maldita expressão de “peguei você rapaz”. Eu sentei assustado, não podia sair naquele momento pois ela me seguiria e me mataria, mas também não podia simplesmente ficar sentado esperando até a noite acabar, os bêbados estarem dormindo e ela vir atrás de mim e me matar de uma forma ainda pior.&lt;br /&gt;Yá Kamorodé era uma filha de Oxossi que havia se especializado em caçar cabeças, e tinha um faro sobrenatural para perseguir fugitivos. Eu imaginei que haveriam de enviar alguém atrás de mim, mas não que eu era tão importante ou perigoso pra enviarem justo ela.&lt;br /&gt;Que motivo idiota pra me sentir importante.&lt;br /&gt;Cochichei alguma coisa no ouvido de Mani e tentei a idéia mais batida que eu lembrei na hora, começar uma briga. Yá Kamorodé era extremamente inteligente e não cairia fácil neste truque. Levantei o berimbau e bati nas costas de um sujeito bêbado, de modo que o golpe viesse de outra direção, calculei que o bêbado iria virar e acertar um soco em seu companheiro sem se preocupar em verificar de onde veio o golpe ou por quê. Nesse ponto eu tinha uma vantagem pis com certeza havia freqüentado mais bares e conhecia mais o comportamento dos bêbados que a caçadora.&lt;br /&gt;Ela percebeu meu truque e caminhou em direção a porta. obviamente ela não perderia o seu tempo passando no meio da confusão, entre os brigões, pra me alcançar, sabendo exatamente pó onde eu tentaria fugir. &lt;br /&gt;Mani fez sua parte e derrubou um barril de vinho no chão pra aumentar a confusão, eu murmurei algumas palavras a  Xangô que apagou a chama das tochas. No escuro, corri como nunca e fiz a  última coisa  que a filha de Oxossi esperava de mim, mergulhei no buraco que levava a fossa da taverna, saindo mais adiante, coberto de dejetos dos pés a cabeça, na fossa da casa vizinha.&lt;br /&gt;Mani me alcançou no caminho e corremos pela noite, enquanto eu tinha certeza que dentro em breve ele perceberia que eu não estava mais dentro da taverna escura. Vamos embora amanhã e eu realmente peço que Oxalá, Xangô e todos os santos impeçam que ela me alcance antes.&lt;br /&gt;As moedas que coletei nesta cidade ao menos vão nos manter na viagem por mais algum tempo, e quem sabe, impedir que ela arranque meu coração quando e se finalmente, um dia me pegar.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Franco terminou de arrumar os mantimentos no Fallacia e suspirou cansado enquanto limpava as gotas de suor que insistiam em rolar de sua testa. Voz da Terra alimentava a fornalha e assobiava. Franco estranhava como os assobios do elfo lhe pareciam sempre mais do quê canções, quase como se ele conversasse através deles. Talvez isto explicasse por quê o Elfo não falava língua de humanos direito, talvez só sentisse a vontade quando se expressava através de assobios.&lt;br /&gt;Brisa havia se tornado extremamente solícito, quase como se o Meio Avariel estivesse agindo como um serviçal dos companheiros, ajudou Kumai a carregar dois barris de cerveja de boa qualidade sem reclamar e ainda cortava  lenha para que Voz da Terra não cansasse os braços. &lt;br /&gt;Kumai havia retornado de sua segunda noite bastante assustado e quieto, passou horas tomando banho antes de dormir e não saiu de casa antes que tivessem dito que a nave estava prestes a partir. Ainda assim, cobriu-se com um longo manto feito ás pressas com as cobertas do local onde dormiram, e Mani seguiu a frente vigiando o caminho.&lt;br /&gt;Após  Fallacia estar completamente carregado, Harumi comparou  mapas de navegação com as suas próprias anotações de como funcionava a nave, e tentou traçar um planejamento, gritava ordens aos companheiros enquanto ela mesma manejava o leme que daria direção a nave.&lt;br /&gt;&lt;font color = pink&gt; Franco, faça as hélices girarem, Kumai, desamarre os laços, essa rajada de vento vai ser o suficiente pra dar o impulso necessário pra seguir viagem&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Assim que Kumai soltou as amarras, o Fallacia começou a subir lentamente, passando pelas torres fumacentas dos Gnomos e ganhando os céus, as hélices movidas a vapor faziam com quê a nave voasse adiante enquanto o balão de ar quente fazia com que a nave subisse cada vez mais alto. Enquanto olhavam a cidade se distanciando, alguns imaginavam que esta era a sensação que os cavaleiros de Grifo ou os pássaros tinham. Brisa sentia que estava bem mais próximo de seus parentes Avariel, e Kumai via a cidade com o alívio momentâneo de uma presa que acaba de escapar de seu predador natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/ya_kamorode.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt; &lt;i&gt; Yá Kamorodé &lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/airship.jpg width=500, height=400&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Fallacia &lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-94586794?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/94586794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/94586794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_05_18_archive.html#94586794' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-93713681</id><published>2003-05-03T15:36:00.000-03:00</published><updated>2003-05-03T16:34:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Crime &lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Brisa sentiu-se satisfeito quando o capitão Gnomo aceitou o acordo, porém, em poucos segundos, sentiu-se como uma criança que havia feito algo muito errado. Os olhos de Voz da Terra lançavam faíscas de desprezo. Era tarde pra voltar atrás. Brisa procurou com os olhos uma fonte de fogo que pudesse se concentrar. Os soldados Gnomos curiosos o guiaram pela mão até uma forja próxima onde labaredas crepitavam e iluminavam todo o ambiente, e permitiam que todos observassem o show.&lt;br /&gt;Brisa fechou os olhos e estendeu as mãos, sentindo o calor intenso do fogo. Era como se já tivesse feito isto antes, talvez quando muito pequeno ou em outra vida. Mas estava extremamente à vontade e familiar com a situação. Tentou murmurar palavras suaves para chamar o espírito do fogo, contudo,  estas não foram respondidas. Caminhou em círculos durante alguns segundos, tentando raciocinar como deveria fazê-lo. O Fogo não é uma criatura viva como a cobra ou o morcego, natural que não respondesse a palavras. Teria de entrar em sintonia com o espírito de alguma forma.&lt;br /&gt;Uma oferta, como a tatuagem para Sisisnay, parecia pouco apropriada neste momento, Talvez uma grande fogueira, mas se a própria forja não o fazia manifestar-se, o que poderia Brisa queimar? Não, não era esse o caminho.&lt;br /&gt;Brisa sentiu-se incomodado com os olhares ansiosos dos companheiros de viagem e dos Gnomos, o fitavam como se esperassem um grande milagre ou uma chuva de luzes piscantes banhando o céu. Não podia culpá-los, afinal, em um de seus momentos de insanidade havia realmente prometido isto a eles. Brisa decidiu que se fosse alcançar, o que quer que fosse, teria de alcançar sozinho. Começou a entoar um cântico baixinho, oração dos seguidores de Aerdrie Faenya, e concentrou-se nele até que seus sentidos relaxassem a ponto de brisa esquecer que estava rodeado de outras pessoas, e que sua mente pudesse viajar livre para onde realmente ficavam guardadas as respostas.&lt;br /&gt;Fogo, aquece minha comida e afasta meus inimigos. Transforma madeira em carvão, barro em cerâmica. Difícil de ser controlado. Paixão arde como fogo.&lt;br /&gt;As idéias iam invadindo a mente de Brisa que as cavalgava sem pudor. Talvez as palavras não pudessem chamá-lo, mas alguns sentimentos sim.&lt;br /&gt;As surras que levava dos Avariel quando era pequeno. Seu coração ardia como a fúria do fogo. A doçura de algumas Avariel que dançavam ao sabor do vento fazia Brisa sentir seu estômago em fogo, mas um fogo diferente, ardente e instigante.&lt;br /&gt;Brisa não soube quanto tempo passou dessa forma, mas a cada lembrança, sentia-se mais próximo do fogo, podia entender o fogo. Sem perceber quando ou porquê, caminhava numa caverna iluminada por grandes fogueiras. Caminhou até encontrar um pequeno lagarto de fogo que pulava e dançava ao som das labaredas queimando sob um forno semelhante a uma pira de cremação. Brisa havia alcançado o entendimento que buscava.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Eu saúdo o espírito do fogo &lt;/font&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lagarto continuava ignorando Brisa e rodopiando em torno de si mesmo, como se mal houvesse notado sua presença.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Venho pedir que fortaleça com seu calor uma forja dos gnomos. Esse favor pode impedir um grande conflito. Pode impedir que Assírios controlem grandes centros de magia &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=#FF6347&gt; Seus assuntos não nos dizem respeito. Vocês controlam os meus com suas fornalhas. Não precisam ir além.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Os Gnomos precisam dessa força para acelerar a construção de suas armas e se defender dos… &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chamas tornaram-se mais fortes e poderosas e praticamente engoliram Brisa que recuou alguns passos. O pequeno lagarto rastejou pra fora do forno e começou a rodopiar em torno de Brisa.&lt;br /&gt;&lt;font color=#FF6347&gt; Saia de meus domínios, bastardo. Não me importo com seus problemas e não desejo ajudá-los de forma alguma.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras do lagarto subiram a cabeça de Brisa e o atingiram como um golpe bem dado no queixo. Já tinha aberto mão de muito de sua razão e estava lado a lado com suas paixões mais explosivas, de modo que pudesse se comunicar com o espírito em seus próprios termos. Em outra situação, Brisa teria se controlado, mas naquele momento havia apenas uma opção.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Verme egoísta, não desci até aqui para ouvir suas ofensas, me aproximei da forma mais cordial possível. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=#FF6347&gt;Sua cordialidade é tão bem vinda quanto o sangue misturado e sujo que corre em suas veias. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chamas que Brisa acendeu em seu coração explodiram e tornaram-se tão quentes e incontroláveis quanto o fogo que queimava a sua volta, numa fração de segundos, seu desejo se tornou verdade absoluta, e aquele que ia contra sua vontade se tornara um obstáculo a ser ultrapassado e destruído.&lt;br /&gt;Brisa deu um passo a frente e sua vontade superou a força do lagarto, que deu um ganido baixo e se moveu lentamente de volta ao forno, deitou a cabeça sobre os próprios braços e adormeceu rapidamente.&lt;br /&gt;Brisa sorriu ao perceber que de certa forma, havia vencido uma batalha espiritual, havia conseguido fazer o lagarto recuar e este agora estava indefeso. Haveria alguma forma de prender o lagarto de fogo ao forno e completar o fetiche que desejava.&lt;br /&gt;Brisa mais uma vez fechou os olhos e procurou as respostas dentro de si mesmo, e as encontrou. A tradição xamânica, por bem ou por mal, estava bem enraizada na memória de seu espírito e Brisa sentia que sabia como fazê-lo. Ajoelhou-se próximo ao lagarto adormecido e sussurrou.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Faz da tua morada esta forja e empresta teu calor e vida ao fogo que aqui for aceso. Permita que os Gnomos manipulem este instrumento e se beneficiem de seus serviços.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a ordem, Brisa sentiu que nada mais havia a ser feito. As paixões confusas em seu coração foram se acalmando e Brisa se viu mais uma vez entre os companheiros de viagem, ainda na mesma posição, com as mãos estendidas em direção a forja e com gnomos observando. Não conseguiu calcular quanto tempo havia ficado em transe. Quanto tempo sua viagem xamânica durou.&lt;br /&gt;O fogo da forja ardia intensamente, indicando que o fetiche estava funcionando, os gnomos riam e pulavam se cumprimentando como se tivessem visto um grande espetáculo.&lt;br /&gt;Brisa voltou os olhos para Voz da Terra buscando algum tipo de aprovação, esperando que o sucesso que obteve pudesse anular qualquer erro que provavelmente tivesse cometido, mas não houve aprovação do Aíbayuri. &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Tire esse sorriso idiota do rosto. A satisfação que você esta sentindo é tão válida quanto à de um Orc que estuprou um garotinho de 7 anos de idade. Está intoxicado pelo poder? e agora o quê vai ser? Aprisionar pequenos espíritos e vender na feira? A pequena salamandra de fogo que você violou não tinha a mínima chance de se pôr contra você. Se o quê quer é tornar-se um feiticeiro obcecado por poder, faça, mas não conte comigo. Se ainda houver um mínimo de bom senso e humildade nessa sua cabeça de vento estúpida... você ainda tem alguma chance. Os espíritos são vingativos, mas perdoam  os criminosos que se arrependem.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Eu não imaginei que estivesse fazendo algo tão errado... eu não pude me controlar... eu não sei... &lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;Brisa mentia pro Aíbayuri e pra si mesmo, sabia que as coisas não funcionavam assim, mas naquele momento, acreditava que os fins justificariam os meios e que tudo daria certo.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Nada se consegue de graça, se você pede um favor, você tem que oferecer algo em troca... dar ordens à força é digno de ogros. Não de um xamã... se quer tentar aliviar as coisas de alguma forma, terá que pagar aos espíritos pelo crime que cometeu.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; E como eu posso pagar? &lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Eu não posso saber, terá de perguntar diretamente a eles...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai e Franco, que não entendiam uma palavra de élfico, não conseguiam compreender o porquê da rispidez de Voz da Terra, afinal o truque de brisa havia dado certo e eles conseguiram o que queriam. Porquê afinal de contas o Elfo estava ralhando com brisa?&lt;br /&gt;Brisa, abaixou a mão procurando a figura sempre acolhedora de Furioso, mas o cão não estava mais lá.. procurou com os olhos o Morcego Tzotl que sempre sobrevoava por perto, mas este também não estava. Murmurou o chamado a Sisisnay tentando pedir auxílio de sua aliada no mundo espiritual, mas esta também não veio.&lt;br /&gt;Brisa era um degredado na aldeia de onde veio, e só possuía a companhia dos espíritos, mas agora, sentia-se só de uma forma que nunca havia sentido até então.&lt;br /&gt;&lt;font color= cccccc#&gt; Pois bem Rapaz, você fez seu feito. Sou um homem de palavra e lhe darei o implemento que pediu, mas mantenham-no longe de mãos erradas, por favor! &lt;/font&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Dois soldados Gnomos fizeram um aceno para que os companheiros os seguissem, seguindo por um corredor que os levava aquilo que vieram buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://greywolf.critter.net/images/ironclaw/standups/elemental-01.gif&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Espírito de fogo &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-93713681?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/93713681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/93713681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_04_27_archive.html#93713681' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-92376460</id><published>2003-04-10T15:56:00.000-03:00</published><updated>2003-04-11T15:47:46.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Hameauprutser &lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;O céu estava vermelho e sedutor quando chegaram na vila dos Gnomos. Diferente das tocas na terra e dos pequenos seres sorridentes e acolhedores que esperavam. Os viajantes encontraram muros de pedra e ferro que insinuavam uma fortaleza que começava na superfície e, possivelmente, cobriria boa parte dos subterrâneos abaixo de seus pés.&lt;br /&gt;Voz da Terra inalou o ar quando já podiam avistar, ao longe, os olhos dos soldados que protegiam o portão. O cheiro do lugar lhe trazia recordações ruins da masmorra, ferro fundido, carvão e fumaça. Este lugar soava como um campo de batalha onde a natureza perdia espaço pra uma construção feita por mãos de gnomo. Podia sentir nos pêlos do braço os gemidos das forças da natureza, mas também podia ouvir o suspirar de espíritos abstratos demais pra ele. Voz da Terra fechou os olhos e pediu pra não sentir mais nada até que pudesse se afastar daquele lugar esmagador.&lt;br /&gt;Franco Castela estendeu os dedos para sentir se haviam emanações do mal naquela cidade, e gostou do que sentiu. Os Gnomos eram conhecidos por suas criações curiosas, dignas das mais entorpecidas mentes dos gênios humanos. Eram um povo religioso, que seguia o ensinamentos de Zarkan, ainda que o chamassem por seu próprio nome gnômico. Zarkan era um deus caprichoso que incentivava que nada permanecesse da forma como a natureza o criou, incentivava que nenhum ser deveria se contentar com aquilo que recebia, que a inteligência aplicada ao talento tornavam-se o diferencial entre aqueles que sobreviveriam no mundo, e aqueles que se tornariam presas.&lt;br /&gt;Não, os Gnomos não eram predadores, mas, usavam de seus talentos para transformar ferro em rodas, alavancas, pesquisavam conhecimentos que beiravam a magia, e faziam carros andarem alimentando-os com água quente, fogo e vapor. Suas armas mal podiam ser reconhecidas como tal, pois nem sempre apresentavam lâminas.&lt;br /&gt;Para Brisa, tudo era novo. O contraste entre a reclusa vila gnômica e os portões abertos e convidativos de Mirastey o faziam cogitar o quanto conhecia pouco do mundo. Afagou a cabeça de Furioso que também não apreciou o cheiro, e segurou seu pescoço para que este não voltasse por onde veio.&lt;br /&gt;Kumai se adiantou a todos e sorriu, durante os dois dias de viagem, Xangô havia se afastado bastante, e, se pudesse ficar mais algum tempo sem chamar sua atenção, talvez até pudesse voltar ao normal por mais alguns meses.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Eu acho que posso falar com eles com mais facilidade que vocês, eles parecem entretidos demais em seu trabalho pra não se encantar e maravilhar com uma boa história. E afinal de contas o que devemos roubar lá dentro?&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Não sei o que é, e realmente não gostaria de entrar na cidade deles planejando rouba-los dessa forma.&lt;/font&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;Franco levantou a pesada Manopla de ferro que protegia seus dedos e franziu as sobrancelhas &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Não vamos roubar nada, nem pense nisso. Estamos numa missão de boa vontade e não gostaria que ninguém aqui se esquecesse, Kumai? Por favor.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Diga que é aliado do clã Grundason… &lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Eu também quero falar... Não confio em seu bom senso.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Durante os dois dias de viagem, Harumi e Kumai começaram a estabelecer uma amizade curiosa. Uma eterna disputa entre as formas com que Kumai deixava a Elfa sem graça, e a forma como ela tentava ser rude com ele. Mas a cada investida mal sucedida, Kumai sentia-se mais incentivado a brincar com a elfa, tentar se aproximar dela, enquanto a Elfa sentia mais dificuldade em controlar o sorriso diante das palavras do Bardo.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Vem comigo? Sabia que você não pode ficar longe de mim.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Quero ver você sorrir com este berimbau enfiado na orelha… &lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O casal seguiu por algum tempo, seguidos por Voz da Terra e os irmãos Castela que vinham logo atrás,  até que chegaram a poucos passos de distância dos portões da vila, dois soldados Gnomos faziam a guarda, vestidos com curiosas armaduras de aço com diversos outros adornos pendurados. Assemelhavam-se a um grande armário de cozinha onde se pendura talheres e panelas indiscriminadamente, e carregavam pequenos bastões com lâminas e correntes, que Kumai não pode entender como poderiam ser ameaçadores.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Boa tarde rapazes, sou Kumai de Xangô, estamos numa missão diplomática, vindos de Mirastey e gostaríamos de dividir gestos de cooperação e boa vontade com esta bela vila&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Harumi olhou para Kumai com profunda desaprovação, como o Bardo podia por tudo a perder com tão poucas palavras?&lt;br /&gt;Kumai, percebendo que devia ter feito algo errado, mas sem saber exatamente o quê, tentou se lembrar se haviam combinado algo, e lembrou do conselho de Brisa.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Ah, e acabamos de vir da cidade dos Anões, o Clã dos Grundason enviou felicitações e votos de boa sorte.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Os soldados se olharam confusos, tentando entender como um enviado da cidade da inquisição estaria vestido de forma tão inadequada, e acompanhado de uma elfa dourada.&lt;br /&gt;Harumi sentiu vontade de arrancar o sorriso do bardo, acostumado a mentir sob qualquer circunstância. Sorriu para os soldados tentando dar uma falsa credibilidade a conversa, e amaldiçoou a si mesma por não ter tentado enfeitiçá-los quando teve chance, agora seria arriscado demais.&lt;br /&gt;Os Soldados prosseguiram com o procedimento de praxe. Apontaram suas armas aos prisioneiros enquanto um deles assoviou em sinal de alerta.&lt;br /&gt;Em poucos momentos, dezenas de escotilhas se abriram nas paredes de ferro e surgiram setas de besta apontando para os visitantes.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= orange&gt; Cometemos algum crime, senhores Soldados?&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Kumai arregalou os olhos, confuso pela recepção extremamente menos amistosa do quê esperava, e estava acostumado. Ergueu os braços enquanto os portões se abriam e mais Soldados gnômicos armados iam saindo.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= brown&gt; Não há crime, mas, em tempos de guerra, todo cuidado é pouco… vocês podem manter suas armas, mas permaneçam com as mesmas guardadas.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O grupo passou pelos portões da cidade enquanto os Gnomos os cercavam. Após as muralhas de ferro cobertas por escadarias e elevadores de corda. Os viajantes puderam ver pequenos traços da genialidade dos Gnomos. Moinhos levando água para todas as casas enquanto a força dessa água é usada para movimentar roldanas. Algumas das casas, provavelmente as mais humildes, foram construídas dentro da terra como tocas, enquanto as maiores se erguiam no céu como grandes torres de aço fumegantes.&lt;br /&gt;As construções estranhas se amontoavam por todos os lados, como se os Gnomos tivessem métodos próprios para desenvolver suas tarefas, desde criar galinhas até construir catapultas.&lt;br /&gt;Os soldados os levaram até um Gnomo, também vestido com armadura completa, que carregava diversos símbolos no peito, provavelmente demonstrando a todos sua bravura em combate ou coisa semelhante.&lt;br /&gt;&lt;font color= brown&gt; Estas pessoas dizem ser enviados de Mirastey senhor.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Os Soldados apresentaram os viajantes como se fossem prisioneiros, Voz da Terra cogitou durante alguns segundos puxar o arco e tentar sair dali, mas o Comandante dos Gnomos foi mais rápido.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cccccc#&gt; Desculpem as maneiras, mas estas são necessárias. Sou Sebastien Zuberbuhler, Comandante da brigada de defesa dos portões. Esta é a vila de Hameauprutser. Aceitem meus cumprimentos em nome de Vossa Majestade Zwissyg &lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Kumai se adiantou para falar, porém Franco acreditou que o momento das mentiras já havia passado. Segurou o ombro do companheiro e se adiantou.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Agradeço sua hospitalidade. Sou Franco Castela de Mirastey. Venho em missão de Paz e peço um auxílio. Precisamos chegar aos longínquos portos do Norte antes que um cavaleiro Assírio o alcance… ele partiu de Zakyno a alguns dias e não teríamos como reconhecê-lo no trajeto. Ouvimos dizer que vocês podem nos ajudar a chegar lá de uma forma mais rápida que um homem viajando a cavalo.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cccccc#&gt; Você é bem direto pra alguém que pede favores… &lt;/font&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Gravsten Grundason nos enviou, disse que vocês lhe deviam algo e que consideraria a dívida quitada se nos ajudasse.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Franco fitou Brisa e iria contradizê-lo, mas novamente o Comandante foi mais rápido.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cccccc#&gt; Pra lhe ser sincero, nós temos meios de levá-lo até lá. Mas infelizmente a dívida que temos com os Grundason não vale tanto. Vocês devem imaginar que instrumentos como estes fazem uma enorme diferença pra qualquer exército, seja para movimentar tropas, seja para espionagem.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Nós estamos dispostos a recompensar seu auxílio de qualquer forma possível que esteja a nosso alcance... em nome da Deusa. Muito está em risco. &lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Franco fechou os olhos e abaixou a cabeça depositando todas suas esperanças.&lt;br /&gt;Zuberbuhler abriu os braços e sorriu como se dissesse, o quê mais nós podemos querer? &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cccccc#&gt; Somos um povo muito isolado como bem sabe... Não acredito que haja muito do mundo de fora que possa nos ofertar, a não ser quê possa fazer com quê o fogo queime mais quente ou que os Assírios esqueçam que um dia existiram Gnomos sobre esta terra&lt;/font&gt;.&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Brisa refletiu em alguns momentos, lembrando do morcego lhe concedendo seu radar... e Voz da terra assobiando para que suas flechas fossem guiadas pelo vento. Por quê não? Não teria nada a perder...&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Sim, eu posso fazer o fogo queimar mais quente!&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Não é assim que as coisas funcionam Brisa! Você não vai conseguir o quê pretende... e vai se afundar num poço negro maior do quê você mesmo... &lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cccccc#&gt; Vou encarar como uma aposta... Aceito o desafio...&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Voz da terra cobriu o rosto e suspirou de raiva ao sentir em quê tipo de caminho sem volta Brisa estava se metendo, era seu pupilo e estava querendo torcer as regras antes de conhece-las... Voz da terra não podia cometer os erros em nome de brisa... mas teria e chorar cada lágrima por ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.com.br/construction.jpg width=500, height=400&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Hameauprutser &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-92376460?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/92376460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/92376460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_04_06_archive.html#92376460' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-90756946</id><published>2003-03-15T07:10:00.000-03:00</published><updated>2003-03-15T07:18:26.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Funeral&lt;/i&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do templo, Kumai sentou-se numa pedra e apontou para algumas folhas secas no chão. De seus olhos, algumas labaredas surgiram e acenderam uma bela fogueira que iria iluminar o sono de seus companheiros aquela noite.&lt;br /&gt;A luz do fogo se misturava a luz verde que naturalmente emanava das ruínas e formava um contraste agradável aos olhos. Kumai sentou e pôs-se a observar seus pés de onde saiam fagulhas que queimavam as plantinhas à sua volta.&lt;br /&gt;A última vez em que invocou Xangô, o Orixá permaneceu com ele por semanas. Não havia como saber quanto tempo levaria desta vez para recuperar a autonomia de seu corpo. Enquanto isto não ocorresse, deveria negociar com o Orixá o domínio completo de seus movimentos, e suportar as constantes cobranças deste.&lt;br /&gt;O Orixá exigia muito de Kumai, exigia que este cumprisse suas obrigações, que punisse os culpados, que assumisse seu papel de guerreiro filho de Xangô, porem Kumai nunca quis ser guerreiro. Cumpria as obrigações de filho de santo e nada mais, sentia-se incomodado pela forma com quê Ereauê, seu antigo mentor, abusava de seu poder. Aterrorizava o povo fazendo com que prestassem favores a ele que ultrapassavam, e muito, seus direitos como Pai de santo.&lt;br /&gt;Entre muitos outros motivos, Kumai fugia da responsabilidade, pois conheceu outros que tinham sido engolidos por ela. Haviam transformado a si mesmos, abriam mão de seus valores e eram corrompidos pelo poder. Não era esse destino que Kumai queria pra si mesmo, e este medo fazia com que temesse o papel de filho de santo, pai de santo ou qualquer outra obrigação mística ou religiosa. Se dependesse apenas de sua vontade, Kumai permaneceria sendo apenas um ladrãozinho barato, dançarino e vagabundo. Oxalá os Orixás permitam.&lt;br /&gt;Voz da Terra foi o segundo a sair, carregando o corpo de Gravsten enquanto assobiava uma canção insistente entre os lábios e caminhava em um ritmo constante, sem demonstrar cansaço ou fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Precisa grande fogueira, o corpo do anão pede ser queimado &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa vinha logo atrás de Voz da Terra ainda remoendo as atitudes do jovem mentor Aíbayuri. Já havia visto mortes antes, incluindo seus pais, mas desta vez sentia algo bem diferente. Não sentia a dor do espírito que se despede saudoso, ou o ódio do espírito que esta se corroendo de vingança. Havia um sentimento singelo de agradecimento, acolhedor e caloroso. Brisa ponderou por alguns instantes, tentando entender se poderia ser alguma mensagem do bom anão ou se era apenas fantasias de sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Por que diz isso Voz?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra soltou cuidadosamente o corpo próximo a Kumai e levantou as mãos como se sentisse o ar com a ponta dos dedos, abriu a boca e aspirou o ar como se estivesse mais interessado no seu gosto do quê em realmente respirar.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Sente peso no ar?. Nenhum pássaro comedor de mortos por perto. O espírito dele quer ficar. Precisa pegar fogo pra convencer a seguir pra frente&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; O Anão era teimoso. Se ele quiser ficar ele vai ficar com ou sem corpo. Não acho cremação um ritual muito digno de um guerreiro, mas não me oponho.&lt;/font&gt; Franco veio logo em seguida, ainda carregando pedaços de armadura que foram sendo empilhados num canto.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Ele morreu em combate, não há glória maior para um anão. Não se preocupem com ele. deve estar ocupado nesse momento em ser recebido por belas anãs loiras de olhos claros e beber hidromel por toda eternidade&lt;/font&gt; &lt;Br&gt;Harumi  sorriu em seu próprio desprezo do que considerava “pequenas e simplórias paixões anãs” e tirou alguns pacotes da mochila, retirando cuidadosamente algumas ervas e mascando lentamente, aquilo seria sua janta esta noite.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Queimem o Anão, Só não pretendo participar.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai sabia que o Orixá não o permitiria a participar daquilo, Xangô e seus filhos cuidam da vida e do que fica vivo no morto. Kumai cantaria a coragem e honra do Anão em sua próxima canção, mas não tocaria no seu corpo frio. Estendeu os dedos em direção a uma frondosa árvore e um jato de chamas a transformou numa imensa pira funerária.&lt;br /&gt;Kumai virou-se pra Voz da terra e piscou com um sorriso de “missão cumprida”, afastando-se do grupo novamente.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Não antes que eu encomende sua alma a deusa...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos os companheiros se juntaram ao redor do corpo e, cada um ao seu modo, se despediu de Gravsten. Nenhum deles tinha passado mais do que uma semana com este, mas, mesmo nesse curto período de tempo haviam aprendido, de certa forma, a respeitá-lo.&lt;br /&gt;Franco murmurava as preces da Inquisição utilizadas quando um combatente da justiça caia em batalha, pedindo que este fosse recompensando pelo seu sacrifício, Que a Deusa o recebesse no reino dos justos e o acolhesse como um dos seus, mesmo sem que este carregasse as palavras da Deusa, pois carregava seus valores em cada gesto, pensamento e ato.&lt;br /&gt;Voz da Terra assobiava as canções que trariam paz ao espírito do Anão, para que este se desgarrasse de seus afazeres terrenos e se voltasse as suas novas funções, agora no mundo espiritual. Pedia que o Totem Touro viesse auxilia-lo que o guiasse e atenuasse a tenacidade que era peculiar aos seus filhos.&lt;br /&gt;Kumai, à distância, pedia que Iansã guiasse a alma, protegesse-o das encruzilhadas que poderiam afasta-lo de seu destino, e que Nanã o acolhesse.&lt;br /&gt;Brisa Observava o corpo do Anão e criava imagens na sua cabeça, imaginava o Anão martelando numa forja, consertando seu escudo e a armadura de Franco, e sorrindo com a satisfação de um trabalho artesanal bem feito. Brisa dizia o nome da Deusa era Aerdrie Faenya em suas preces e não acreditava que ela se importasse com anões. Alem do mais, acreditava que este anão sabia se cuidar sozinho.&lt;br /&gt;Harumi Observava seus novos companheiros receando se realmente poderia confiar neles, em sua vila, sempre a acusaram por ser uma simpatizante de humanos, talvez estivessem certos, mas a notícia de que o mapa estava em poder de Assírios destruí muito de suas esperanças de recupera-lo sozinha. Ela poderia seduzi-los a ajuda-la a recuperar o mapa, e quem sabe convencê-los a entregar aos Elfos Dourados. Ela teria bons argumentos, os melhores.&lt;br /&gt;Após o término das preces, Voz da Terra e Franco levantaram o corpo do Anão e o colocaram entre os galhos das árvores para que as chamas consumissem lentamente sua carne com a dureza de pedra.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Brisa levantou em meio ao turno de Franco Castela, estralou o ombros e pôde perceber os olhos vermelhos do Paladino lutando contra o sono, levantando ocasionalmente e dando uma volta pelo acampamento, atacando com sua espada uma árvore próxima enquanto murmurava ofensas contra inimigos invisíveis. Não imaginava que o meio irmão tivesse tanta dificuldade pra controlar o sono.&lt;br /&gt;Tentou falar com este, mas as palavras não saiam de sua boca, pelo menos não haviam sons... Os únicos sons que Brisa ouvia eram marteladas incessantes. Brisa seguiu por entre as árvores sem notar que seu corpo permanecia abraçado a Furioso no chão de terra.&lt;br /&gt;Encontrou Gravsten sorridente que lhe acenou com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Que bom que veio garoto. Vocês me tiraram daquela prisão fétida e não posso simplesmente abandoná-los sem eira nem beira. Vocês não dariam dois passos sem mim.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Já devia ter notado que não desisto facilmente das coisas. Vou levá-los até o mapa ou não me chamo Gravsten Grundason.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Fico feliz de vê-lo com tanta disposição, e tanto bom humor...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Diga ao Elfo que eu não vou embora tão cedo, é melhor ele desistir de me mandar pra lá... Não agora.  Quanto á viagem. A algumas léguas a oeste existe uma vila de gnomos que pode ajudar vocês. Digam que são aliados do Clã Grundason. Eles nos devem alguns favores e talvez este nome possa fazer com que os tratem de forma amistosa a princípio.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Obrigado Gravsten. Como podemos te agradecer?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Pare de agir como uma mocinha assustada que já é um ótimo começo&lt;/font&gt; &lt;Br&gt; o Anão gargalhou sozinho descansando as mãos na barriga e sua risada ecoou pela cabeça de Brisa que acordou assustado.&lt;br /&gt;O Sol brilhava em seu rosto e os companheiros, mais uma vez arrumavam as coisas pra ir embora... brisa pode ver Franco vestindo a armadura e agradecendo a deusa pelos estragos não terem sido tão profundos como este tinha imaginado a princípio.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Brisa! Que bom que acordou. Consegui dar um jeito na armadura e nos escudos. Apesar de estarem bem danificados. Os remendos que improvisei parecem duros como aço. Acho que agüentam mais algumas batalhas até encontrarmos um bom ferreiro.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Fico feliz em ouvir isso...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa sorriu desinteressado enquanto Furioso lambia seu rosto. Será que havia sido apenas um sonho ou o Anão realmente conversou com ele?&lt;br /&gt;Brisa ameaçou perguntar a Voz da Terra, mas este se adiantou e deu um largo e raro sorriso.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Eu falei com ele também. Acho que o filho do Touro só vai seguir seu caminho quando todos estivermos velhos, cuidando de nossos netos. Maldita teimosia dos anões&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;voz gargalhou sozinho e Brisa consentiu silenciosamente com o Aíbayuri. &lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Pois bem brisa, hora de decidirmos nosso caminho, encontrou alguma maneira de voarmos?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Vou seguir um conselho de alguém confiável... vamos pra oeste e talvez encontremos lá algo que possa nos ajudar.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-90756946?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/90756946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/90756946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_03_09_archive.html#90756946' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-89512844</id><published>2003-02-21T16:35:00.000-03:00</published><updated>2003-02-21T16:49:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Faxina &lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Eu quero saber muito pouco de você sacerdote... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Assírio surpreendeu-se da Elfa reconhecê-lo como sacerdote. Poderia ela conhecer os símbolos sagrados Assírios? Ou ela teria espiões aqui a mais tempo do que ele poderia imaginar? Talvez ela mesma tenha enviado o Escorpião gigante de alguma forma... Diziam as lendas que os Elfos eram crias do deus das florestas, um Senhor temperamental que os modelou com a mesma personalidade arrogante e alheia ao mundo. Que tipo de bruxos poderia se tornar um desses elfos?&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Primeiro... Onde o mapa está? Se foi levado... Me diga aonde...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Assírio queria rir. Nunca trairia Seu povo, sua pátria e a confiança que o Deus Sol At’ar lhe concedera. Em sua mente formaram-se várias respostas agressivas. Não tinha nada a perder. Mesmo que o deixassem vivo, morreria sozinho nas ruínas. Ou de sangramento ou de fome, pois não poderia andar com os ferimentos que carregava. Pensou em mandar a elfa engolir sua arrogância antes de se dirigir a um sacerdote, mas teve de engolir as próprias palavras.&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; Nos portos do norte... O quê esta fazendo comigo bruxa? Está sendo levado a cavalo por Janni... Chegando ao porto, uma tropa irá leva-lo até o reino Assírio do outro lado da cordilheira... Dando a volta pelo mar...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Não podia acreditar no que estava acontecendo... As palavras abandonavam seus lábios sem sua permissão. A maldita elfa encantou sua boca pra que espirrasse a verdade. Queria gritar, queria morder a própria língua para arrancá-la e impedir a si mesmo de trair tudo que acreditava. Mas sua boca não mais o obedecia...&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Bom garoto... Me diga, o que vocês Assírios querem  acordando esses dragões afinal de contas?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; Ninguém quer acordar os dragões. Poder… a energia de uma deusa, se canalizada da forma apropriada, pode trazer recursos infinitos a um reino… recursos o suficiente para controlar tudo a sua volta. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Claro, e porque, em nome de Labelas Enoreth, esse poder não foi utilizado até então?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; As prisões onde estão os dragões ficam guardadas, os deuses não foram tão tolos quando os aprisionaram. Apenas um homem santo poderia abrir esses selos e permitir que a energia dos deuses dragões fosse utilizada novamente.&lt;br /&gt;E só agora o outro mapa foi encontrado, e só agora, um homem santo pode ser enganado para fazer o serviço.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Se já tinham o mapa, porque vieram atrás de outro?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; Não tínhamos nenhum mapa. existem outros atrás dos selos. Os Homens do Baronato do Sul convenceram o Paladino a fazer o serviço, e detem o poder sobre dois dragões... Há também os Hereges dos templos destruídos do Oeste... Consumidos pelo próprio ódio... Que detem o poder sobre outros dois dragões aprisionados &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; E vocês Assírios?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; Controlamos um único dragão, mas temos tropas seguindo em direção a dois selos, agora que detemos o controle sobre o mapa com as outras localizações. Nossas tropas poderão esmagar o que quer que esteja controlando ou protegendo os selos.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Coisas demais acontecendo, mais do que Harumi podia entender e controlar... Havia algo bem maior então por trás de Assírios e esta guerra sem sentido.&lt;br /&gt;Será que os anciões dos elfos Dourados iriam ouvi-la ou ignorá-la como de costume?&lt;br /&gt;Se antes ela precisava do mapa para satisfazer sua própria fome de conhecimento. Agora precisava do mapa pra impedir que um bando de Assírios, sedentos de Sangue, controlasse o poder de deuses e formasse tropas imbatíveis. Sabe-se lá o que mortais podem fazer com esse tipo de energia.&lt;br /&gt;Brisa Rasante ouviu parte do interrogatório e se afastou. Sabia pouco sobre mapas, selos, dragões e mesmo sobre Assírios. Sua viagem era traçada por motivos pessoais e, infelizmente, egoístas. Não pretendia salvar o mundo ou impedir que a tumba de deuses dragões fosse violada. Queria apenas achar um local pra si num mundo gigantesco que não o aceitava.&lt;br /&gt;Afastou-se de Harumi e ajoelhou próximo a Franco. Esforçou-se para procurar movimento em seu peito, mais por desencargo de consciência, pois sabia que o Paladino estava vivo, sentia que estava, diferente do Anão que nitidamente havia seguido seu caminho.&lt;br /&gt;Puxou as pernas de Franco para que seu corpo ficasse numa posição mais confortável e deitou as mãos sobre o peito deste. Sussurrando baixinho os pedidos a Sisisnay. A Serpente aproximou-se sibilante, vinda do nada com algo próximo a um sorriso em seu rosto ofídio. A energia correu por Brisa curando os arranhões que tinha nos braços e nas mãos decorridos de empunhar a espada e a marreta, e seguiu em direção ao Paladino. Alguns ferimentos se fecharam, mas outros eram tão extensos que foram apenas parcialmente curados pela energia da Serpente.&lt;br /&gt;Um dos braços do Paladino, que parecia torcido e quebrado em quatro pedaços, se arrumou parecendo novamente um braço de verdade, e os olhos de Franco se abriram.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Huumm... Brisa? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Acabou, o Escorpião se foi, o Assírio esta sob controle...Não há com o que se preocupar.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco não precisava saber do Anão, saberia em breve, ao menos que tivesse alguns momentos de paz antes do que quer que venha adiante.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Não dá pra alcançar Assírio a cavalo. A não ser que corrêssemos muito. Nem pode encontrar no caminho. Viajar daqui até os portos dura semanas. Temos que chegar nos portos antes dele e esperar ele lá. Atacar todo assírio que chegar sozinho a cavalo até encontrar aquele que tem o mapa.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra levantou e quebrou o silêncio que se iniciou desde a batalha contra o escorpião. Finalmente sua vez de agir havia chegado de novo.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Resolveu se manifestar agora? Depois de ter nos abandonado?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; O bom guerreiro escolhe suas batalhas. Aquela batalha não minha.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco levantou o tronco e ficou sentado com as costas apoiadas a parede. Sentia cada músculo de seu corpo doer. Sabia que podia resistir e o momento não permitia fraqueza ou fracasso.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Pois bem, se não podemos correr atrás dele, como vamos chegar antes dele nos portos? Alguém tem alguma idéia? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Voando&lt;/font&gt; &lt;br&gt; a resposta saiu de forma tão natural para brisa que este até se envergonhou. Que tipo de resposta descabida era essa?&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; E como vamos voar afinal?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Não sei dizer. Mas acho que encontraremos algum meio até amanhã, estamos cansados, vamos dormir lá fora e terminaremos esses planejamento pela manhã.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Assim que sepultarmos o anão.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi moveu os dedos sobre os olhos do Assírio que subitamente recobrou os sentidos. Tentava se mover, mas não havia mais motivos pra isso, havia traído tudo em que acreditava, e nesses casos, nem a morte poderia limpar sua alma da vergonha. At’ar iria abandoná-lo e sua existência nada mais valeria.&lt;br /&gt;Franco ouviu as palavras da elfa e procurou em volta, em busca do Anão... Até que encontrou o corpo despedaçado que um dia fora Gravsten.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Sim, ele merece as honras de um Rei.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Acho que pra um Anão não faria diferença. Sua maior gloria é morrer em batalha... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Que seja então... e o que faremos com o Assírio?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; Matem-me...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Eu poderia ter arrancado as informações dele de uma forma que ele tivesse adorado o que fez. Mas preferi dessa forma. Sua própria boca o traiu. Seus valores não permitirão que ele permaneça vivo depois do que fez. E mesmo que pudesse, ele não sobrevive ferido como está neste lugar... Deixe-o para morrer.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi levantou e saiu da sala olhando pro chão... Voz da Terra pegou os restos do anão nos braços e seguiu logo em seguida... Franco olhou por alguns momentos o Assírio caído ao chão e imaginou que seria um ato de compaixão acabar com sua vida naquele momento.&lt;br /&gt;Recolheu os pedaços de seu escudo, guardou a espada e rezou para que a deusa iluminasse seus sentimentos.&lt;br /&gt;A Resposta foi clara em sua mente, Franco era um Paladino da Justiça e não da compaixão.&lt;br /&gt;Brisa apanhou a tocha e foi o último a sair da sala... Sentia a dor que o Assírio provavelmente estaria sentindo, mas realmente não se importava.&lt;br /&gt;Havia dúvidas demais em sua mente para se importar com um verme moribundo.&lt;br /&gt;Quando a luz da tocha abandonou completamente a sala. O Assírio percebeu que finalmente estava só, não podia andar ou mesmo falar. Não tinha mais fé, não tinha mais raça ou pátria. Mas talvez ainda existisse um motivo para permanecer vivo... Sim, deveria haver... Questionou a Escuridão e esta respondeu da forma mais sedutora possível...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-89512844?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/89512844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/89512844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_02_16_archive.html#89512844' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-88686870</id><published>2003-02-07T01:11:00.000-03:00</published><updated>2003-02-07T01:13:53.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Dedos de Elfa&lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Se ele é um animal, deve ter medo de fogo! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi juntou as pontas dos dedos e fechou os olhos, murmurava palavras numa língua que nenhum outro entendeu no salão. Movia os dedos como se estivesse tecendo algo no ar com linhas invisíveis, abaixou os braços e movia os pulsos como se enrolasse algo no ar, sem parar de murmurar.&lt;br /&gt;Lentamente uma figura humanóide flamejante se levantou da tocha que pendia na parede e começou a caminhar em direção ao Escorpião, que soltou os restos do anão e voltou sua fome em direção ao restante do grupo.&lt;br /&gt;A figura humanóide caminhava, porém seus passos não faziam som, nem o crepitar das chamas podia ser ouvido. Brisa que era o mais próximo do escorpião e por consequência, do ser flamejante, correu para se aproximar do grupo, e quando passou pelo ser de fogo, não pôde sentir seu calor.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Harumi! Você não vai conseguir enganar esse bicho só com imagens, ele é um inseto!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi se virou pra Kumai nervosa, não gostava de ser corrigida, não gostava que dissessem a ela o que fazer e definitivamente, não gostava que dessem sugestões incorretas pra ela.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Eu imagino que vocês humanos não pesquisem a este ponto, mas Escorpiões não são insetos… ainda mais um deste tamanho&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;Harumi fechou os olhos e voltou a tecer com linhas invisíveis. E murmurar palavras procurando dar forma à energia que permanecia no ar. Transformando-a em som, luz e odores.&lt;br /&gt;Brisa sentiu, como num passe de mágica, o calor da criatura, como se uma fogueira tivesse acabado de ser acesa. Como se o calor sempre tivesse acompanhado a criatura.&lt;br /&gt;O escorpião deu alguns passos pra trás antes de alcançar Brisa, e ficou parado em frente ao demônio de fogo, aproximava a garra numa tentativa de atacá-lo, mas voltava quando sentia o calor.&lt;br /&gt;Harumi soltou as mãos e respirou fundo, fechou os olhos novamente e murmurou e teceu e criou. E a criatura começou a emitir som. As chamas de seu corpo crepitavam e o ar se encheu com o odor da fumaça que exalava de seu corpo.&lt;br /&gt;O Escorpião sentiu-se acuado e retornou até que bateu na parede, permanecendo encurralado entre o monstro de fogo e a parede as suas costas.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Agora sim o monstro está aceitável! &lt;/font&gt; Kumai deu um sorriso nervoso, pois mesmo sob controle, o monstro ainda poderia oferecer perigo, alem do mais o Assírio que poderia ter a informação desejada ainda estava próximo demais do Escorpião.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Ilusões nunca foram meu forte! E deu certo afinal de contas, não deu?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Harumi encarava Kumai como uma criança que tinha completado uma tarefa escolar, orgulhosa de cada gota de suor que pingava de sua testa, e da obra de arte que havia feito manipulando os sensíveis elementos da realidade a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Ainda temos um escorpião gigante em nossa frente… Detesto fazer isso, mas acho que não há outra maneira&lt;/font&gt; Kumai dançou e cantou a saudação a Xangô, sentiu o peso da incorporação, como se seu corpo fosse esticado para cada lado para comportar um ser muito maior do quê ele. Seus músculos doíam e sua coluna foi quase arrebentada pelo peso. Seus olhos brilharam como rubis de fogo. Caminhou até a lança de Brisa caída no chão, deixando pegadas flamejantes por onde passava. Ao tocar a lança, as labaredas que corriam pelo corpo do dançarino tomaram toda a extensão da arma e se concentraram na ponta de metal. Kumai levantou-a como se fosse uma leve lança de arremesso, mirou o escorpião com seus olhos flamejantes e atirou contra a cabeça do animal.&lt;br /&gt;A Lança voou e penetrou pela carapaça resistente como se fosse uma pedra afundando na água, o Monstro moveu as garras como se gritasse. Um grito sem som. As garras batiam na pedra e arrancavam lascas da parede que já havia sofrido muito com o abandono.&lt;br /&gt;Suas pinças buscavam de forma vã a Lança enquanto as chamas consumiam seu corpo de dentro pra fora.&lt;br /&gt;A criatura ainda se moveu por longos minutos antes que seus braços caíssem do corpo já carbonizado.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Kumai! Se podia fazer isso desde o começo porquê você... Kumai? Kumai?&lt;/font&gt; Brisa observava o Dançarino... Seus olhos ainda flamejavam e uma leve aura de fogo cobria seus braços e seus dedos... O Dançarino virou o rosto pra brisa e o meio elfo pode perceber que definitivamente aquele olhar não era do seu companheiro. Era o mesmo sorriso, a mesma forma infantil de mostrar suas glórias, como se mostrasse aos adultos apenas com o olhar, “Olhem o desenho lindo que eu fiz!”&lt;br /&gt;Mas não era Kumai... Sua presença era simplesmente forte demais e esmagadora demais pra que fosse Kumai.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Eu aguardo lá fora...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Bardo saiu da sala olhando pro chão enquanto as chamas o seguiam como se fosse seu mestre e senhor.&lt;br /&gt;O Assírio abriu um largo sorriso de orelha a orelha e murmurou algumas palavras carregadas de forte sotaque enquanto descia da enorme estátua de Seth&lt;br /&gt;&lt;font color= 99ffff#&gt; Obrigado por me salvarem... Agora preciso ir! pequenos humanos, não pensem em me impedir, pois estou tendo um dia péssimo!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa também não estava tendo um de seus melhores dias. Gravsten e franco caíram, Kumai simplesmente tornou-se outra coisa. Voz da Terra havia abandonado a todos e quem diabos seria essa garota?&lt;br /&gt;Brisa se viu novamente sozinho... Não podia contar com ninguém. A sensação não lhe era de forma alguma, estranha. Mas também nunca lhe fora agradável.&lt;br /&gt;Ao ver a reação do Assírio, de vitória. Brisa levantou com todo o esforço de seus músculos a enorme marreta de pedras unidas pela vontade do anão falecido, correu em direção ao Assírio enquanto ainda podia ver algo entre as manchas vermelhas de fúria que preenchiam sua visão, e deixou seus braços decidirem por ele.&lt;br /&gt;O Assírio tentou levantar o bastão que carregava para se proteger, mas seus reflexos não eram de guerreiro, e sim de sacerdote.&lt;br /&gt;A Marreta acertou seu joelho esquerdo fazendo sua perna dobrar de lado. O Assírio caiu e a segunda marretada esmagou seu ombro contra o chão de pedra. &lt;br /&gt;Brisa levantou a marreta para um Assírio aterrorizado, e silencioso, que se permitia apenas uma leve lágrima escorrendo pelo rosto marcado.&lt;br /&gt;Brisa gritava impropérios contra o Assírio, ameaçava, xingava, descontava toda a frustração que havia sentido aquele dia. &lt;br /&gt;Harumi pousou a mão docemente sobre o ombro do meio elfo e o olhou da forma mais gentil que pode naquele momento, diante de um estranho que esbravejava em fúria.&lt;br /&gt;Brisa se virou contra Harumi, e por alguns momentos pensou em ataca-la também, nessa fração de segundos pode perceber que as palavras que dirigiu ao Assírio eram na verdade latidos e rosnados. Não formulou palavras simplesmente vomitou de qualquer forma o que sentia.&lt;br /&gt;A Vergonha o ajudou a recuperar o controle e abaixar a marreta. Harumi acariciou seu rosto e beijou sua testa como uma irmã carinhosa.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Deixa que com ele eu me entendo Garoto...&lt;/font&gt; &lt;br /&gt;Harumi ajoelhou diante do Assírio e moveu os dedos em sua frente como se dedilhasse notas num violão inexistente. O Assírio seguia os movimentos de seus dedos com curiosidade, um certo temor... Mas o que poderia ele temer de uma doce e bela Elfa Dourada?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-88686870?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/88686870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/88686870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_02_02_archive.html#88686870' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-88431630</id><published>2003-02-02T16:35:00.000-03:00</published><updated>2003-02-02T16:35:51.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Despedidas? &lt;/i&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bom gente. vim dar uma explicação... aconteceram algumas coisinhas que me tiraram um pouco a vontade de escrever. de qualquer forma as ferias da facul acabaram e ja nao terei mais tanto tempo de me dedicar a este conto.&lt;br /&gt;Nao pretendo acabar de vez, mas nao sei mais com que frequência poderei postar por aqui...&lt;br /&gt;o Decimo setimo capitulo esta escrito pela metade e ja tentei algumas vezes termina-lo e nao pude... eu sei exatamente oque acontecerá na história mas nÃo consigo encontrar as palavras..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a presença de todos que por aqui passaram, em especial a aqueles que deram seus comentários e me permitiram mudar os rumos da história.. e de certa forma crescer com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da hipocrisia ali em cima no comentário do blog.&lt;br /&gt;SIM, eu usei este blog e muito!!! pra expressar coisas que pensava e sentia. que so algumas pessoas que me conhecem puderam entender..&lt;br /&gt;Bem... eu ja expressei e na verdade sinto que ja falei até demais ;-þ em breve a angústia aperta e me da inspiração pra voltar a postar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltem sempre ;-) ou assim que possível!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gato Preto ( ou Jaguar, ou Igor, ou seja la como voce quiser me chamar ;-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-88431630?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/88431630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/88431630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_02_02_archive.html#88431630' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-88019337</id><published>2003-01-25T18:43:00.000-03:00</published><updated>2003-01-26T12:02:33.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Sentimentos&lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz entrou correndo pelo salão e ajoelhou ao lado da porta procurando um alvo para sua primeira flecha. O teto do salão era sustentado por quatro grandes pilares de pedra, existia um altar semidestruído com uma estátua do deus Seth no fundo do salão. A Estátua se assemelhava a uma figura encapuzada que não se pode ver o rosto. E no lugar das mãos havia cobras que esgueiravam-se pra fora do manto. Uma das cobras enrolava o cabo de uma ceifadeira como se fosse uma mão que segurasse uma arma.&lt;br /&gt;Acima da estátua, um assírio que não se vestia como guerreiro como os outros se equilibrava tentando manter-se o mais distante possível do chão. Usava um pano branco sobre a cabeça e carregava um bastão de caminhada em vez de uma espada. Havia também diversos corpos de assírios espalhados pelo chão, todos mutilados em diversos pedaços.&lt;br /&gt;Abaixo da estátua, um Escorpião Negro gigante atacava com seu ferrão o meio da estátua, o mais alto que conseguia alcançar. E tentava subir para alcançar o último petisco vivo da sala até então. &lt;br /&gt;Voz mirou no ferrão do monstro, respirou fundo e deixou a flecha decidir qual a hora que gostaria de abandonar o arco.&lt;br /&gt;A flecha voou velozmente pelo ar e acertou em cheio o ferrão, porém a carapaça do Escorpião era forte e a flecha ricocheteou como se tivesse acertado pedra. Voz armou uma segunda flecha, mas não sabia onde mirar. Não parecia haver olhos ou boca ou qualquer ponto vulnerável as suas flechas serrilhadas de madeira e ossos.&lt;br /&gt;Franco caminhou lentamente com o escudo levantado e ajeitou a tocha num suporte na parede, sacou a espada e planejou cuidadosamente sua ação. Deveria atrair a atenção do escorpião para que os outros tirassem o Assírio lá de cima. Franco avançou e acertou uma das pernas do monstro com a espada que bateu na carapaça sem causar maiores danos. O Golpe fez com que a besta se virasse em sua direção e voltasse a garra contra o Paladino. &lt;br /&gt;Franco levantou o escudo que absorveu a maior parte do impacto, porém abriu um rombo que o tornou bem menos eficaz como escudo, praticamente dividindo a proteção em dois pedaços distintos de metal. A violência do golpe fez com que o Paladino fosse arremessado a dois metros de distância e caísse sentado no chão.&lt;br /&gt;Brisa entrou na sala e ficou completamente sem saber o que fazer, o nervosismo fez com que as suas vozes interiores que sempre o guiaram simplesmente se calassem, ou talvez não tivessem força o suficiente na voz para gritar mais alto que o medo. Se a flecha de Voz não pode ferir a besta, sua funda também não faria efeito. Levantou seu próprio escudo e correu para ajudar Franco a se levantar, não sabia como ajudar nem como poderia interferir, Furioso latia de fora do salão contra o monstro e provavelmente não se aproximaria nem por toda a comida, conforto e carinho do mundo.&lt;br /&gt;Brisa levantou Franco pelas axilas que virou-se para o meio elfo com olhos de indignação.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; É perigoso aqui, fique atrás de Gravsten!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa não teve tempo de retrucar. O ferrão da criatura rasgou o ar e furou o escudo de Brisa que mal teve tempo de fechar os olhos e levantar o braço, quase que por instinto.&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; crianças...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Anão correu em direção ao Escorpião com a palma da mão estendida, no trajeto, as pedras do chão foram se unindo em sua mão formando uma marreta de pedra. Gravsten se adiantou e acertou a marreta na frente do escorpião ates que este pudesse desferir um próximo golpe nos irmãos Castela. A Marreta não feriu a criatura, mas a violência do impacto foi o suficiente para fazer com quê ela recuasse alguns passos.&lt;br /&gt;Franco levantou, se livrou dos restos de escudo que estavam presos ao seu braço e segurou a Espada longa com as duas mãos, apontando contra o Escorpião.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Quando há uma causa nobre, a deusa empresta sua vontade a aqueles que juram lutar pela sua causa. Se até o inocente é punido pelo fogo da justiça, o que não direi do ímpio e pecador?&lt;/font&gt; a Espada brilhou intensamente com uma aura de luz branca, e Franco deu um passo a frente acertando a perna do Monstro que desta vez, jorrou sangue nos braços e peito do Paladino. Brisa sentiu como se duas mãos femininas enormes descessem e por uma fração de segundo cobrissem o corpo de Franco. Brisa não podia ver nada além do que estava a sua frente, mas via a cena como se fosse uma lembrança que estivesse sendo vivida neste exato momento. Assim como as vozes que vinham em sua mente, mas não de seus ouvidos. Brisa pode ver algo que não estava a vista para seus olhos.&lt;br /&gt;A criatura envolveu o corpo do cavaleiro com as pinças, prendendo o braço da espada e esmigalhando lentamente sua armadura. o sangue que manchava o chão de fúria vermelha e o grito de dor do servo da Deusa que cortou o ar, destroçaram com o mesmo ímpeto as esperanças dos seus três companheiros.&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Harumi observou curiosa a expressão de Kumai. Não sabia se encarava aquilo como uma gentileza, uma forma de se aproximar para apunhalar suas costas, ou se simplesmente era um homem que não sabia se portar diante de uma bela elfa.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Que seja, eu devolvo o macaco&lt;/font&gt; Harumi estendeu o macaco para Kumai como se devolvesse o animal. O filho de Xangô estendeu o braço para pegar Mani de volta, porém, Harumi jogou o macaco em seus braços, segurou o pulso de Kumai assim que este se aproximou e pôs a ponta do Sai no pescoço deste.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Mas antes eu quero saber o quê faz aqui, quem é você, e quantos te acompanham.&lt;/font&gt; A Elfa fixou os olhos da forma mais ameaçadora possível em Kumai.&lt;br /&gt;O Bardo se viu numa fração de segundos, dominado por uma mulher e com uma lâmina no pescoço, a Elfa imobilizou seu braço mas não sua perna, Kumai supôs que uma mulher não iria esperar um chute. Levantou a perna em direção ao braço da elfa que segurava o Sai no intuito de desarmá-la.&lt;br /&gt;Harumi largou o Sai no chão e num movimento rápido,  segurou a perna de Kumai com as duas mãos e chutou a parte de trás do joelho de sua perna de apoio, fazendo o Capoeirista cair de bruço, com o queixo no chão.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Movimento vagaroso e pouco eficaz humano…&lt;/font&gt; a Elfa sorriu sarcasticamente com o canto dos lábios, estava se divertindo muito com aquilo tudo.  Kumai se debatia no chão tentando levantar-se. deu um impulso com os ombros e caiu de pé&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Chega, não precisamos brigar certo? Estou desarmado e agora você tambem. Estou com meus companheiros em busca de pistas sobre um mapa que descreve lugares onde dragões foram vencidos ou coisa parecida.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;os olinhos da elfa dourada brilharam ao ouvir a frase. Então ela não era a única que estava a procura do mapa? E se estes humanos procuravam aqui é sinal que suas pesquisas não estavam erradas.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; Eu sabia que minha dedução estava correta! Os registros da guerra que estão com meu povo sugeriam que o mapa se perdeu nas guerras entre Inquisidores e Setitas! Eu imaginava que a ganância por poder que o mapa suscitaria naturalmente fez com que este fosse arquivado em alguma galeria entre os Setitas e desaparecido depois da destruição da cidade!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Olha! Não foi exatamente assim que aconteceu, o mapa não está aqui e possivelmente nunca esteve. Mas alguém que talvez esteja aqui pode saber pra onde o mapa foi levado.&lt;/font&gt; Harumi fechou os olhos levemente ofendida com o fato de sua dedução estar incorreta e dobrou os joelhos para pegar o Sai no chão.&lt;br /&gt;&lt;font color= pink&gt; E quantos humanos estão com você?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;o grito de Castela alcançou os ouvidos do casal que se virou assustado.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Acho que eles estão com problemas…&lt;/font&gt; Kumai segurou Mani nos braços e correu pra fora da biblioteca em direção ao salão, seguido por Harumi.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Voz da Terra descarregava as flechas no Escorpião, sem esperança de feri-lo apenas tentando fazer com que ele perdesse o interesse em Castela, o soltasse, ou simplesmente soltando as flechas porque era a única e última coisa que podia fazer além de observar o companheiro ser esmagado.&lt;br /&gt;Esmagado... Esmagado... Morto... Voz da Terra se lembrou da sua vila sendo queimada e destruída por Grunerflieger, seu pai sorrindo enquanto vestia a Cota de malha élfica e marchava em direção a morte. Todos sabiam o que ocorreria, ninguém teve medo, marcharam para a morte como Elfos que vão a festa.&lt;br /&gt;Voz guardou o Arco nas costas, sentou no chão com os braços apoiados sobre os joelhos. Pegou um pequenino escorpião e sussurrou e assobiou, observando a reação do Escorpião que brincava com seu polegar. Esperou, quieto, observando a cena da batalha.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Voz, você não pode fazer nada? Você não vai fazer nada? &lt;/font&gt; as palavras de brisa não provocaram nenhuma reação na expressão suave e calma de Voz da Terra, o que deixou claro que Brisa estava certo. E essa certeza aumentou ainda mais seu desespero.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Luta dele, se não posso nada... Nada faço...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Seu hipócrita nojento sujo! Você vai cruzar os braços e ver seu companheiro morrer?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Sim, é desrespeito me meter, assim pede o escorpião...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Dane-se o Escorpião e dane-se você! Se é essa merda ser xamã espero que vocês todos sejam queimados no Sol e.... e.. &lt;/font&gt;A fúria controlou a mente de brisa que já não podia formular palavras. Queria arrancar a expressão de Voz, queria trucidar seu pescoço, cortar suas entranhas.&lt;br /&gt;Porque tanto ódio dele e não do Escorpião? Será que no fundo se sentia tão inútil quanto Voz da terra? Será que ser Xamã era só saber as coisas e não poder tomar nenhuma atitude a respeito? Sofrer e sofrer e sofrer e morrer sem nenhuma esperança, pois os espíritos decidem o que é certo e o que é errado?&lt;br /&gt;Brisa Decidiu que era melhor empregar seu ódio contra o monstro. Segurou a espada de Franco que estava caída ao chão e golpeou o monstro desajeitadamente, na esperança que esta pudesse feri-lo. Tolice, o poder era da Deusa, e por conseqüência do Paladino, não da espada que bateu contra a carapaça das pernas da criatura sem chamar sua atenção.&lt;br /&gt;Gravsten correu até as costas do animal e agarrou em seu ferrão, no intuito de impedir que este fosse usado contra Franco, mas percebeu seu erro tarde demais.&lt;br /&gt;O Monstro levantou o ferrão acima da sua cabeça, próximo das pinças, e arremessou Franco contra a parede, o Paladino caiu como um saco vazio imóvel e ali permaneceu.&lt;br /&gt;Com a garra livre, a criatura voltou-se ao anão, mas este não usava armadura como o Paladino. As garras penetraram fundo na carne de Gravsten, que sequer suspirou. Seu corpo e seu espírito eram fortes como a pedra que cobria suas cabeças, porém as garras do Escorpião eram ainda mais resistentes.&lt;br /&gt;Quando Harumi e Kumai chegaram ao salão só tiveram tempo de ver os braços do anão sendo separados do resto do corpo inerte que pendia entre as garras do bicho. Brisa banhado em sangue próximo ao monstro, chorava com as mãos segurando o rosto e Voz da Terra permanecia observando, com lágrimas nos olhos, mas impassível, sereno, distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://wrbu.si.edu/www/stockwell/photos/h_spinifer.jpg width=500, height=400&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-88019337?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/88019337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/88019337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_01_19_archive.html#88019337' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-87696890</id><published>2003-01-19T19:49:00.000-03:00</published><updated>2003-01-19T22:49:43.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Salvando Assírios &lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt;Sejam bem vindos ao templo maior de Seth! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra se aproximou da construção de pedra que o Anão apontava, o prédio parecia uma enorme cobra estilizada enrolada em si mesma, com a boca aberta aguardando pra dar o bote. O Elfo abaixou-se com os olhos bem próximos do chão e observou cuidadosamente os rastros, sentiu seu cheiro e procurou por marcas entre o pó e a terra como o espírito da Raposa havia ensinado certa vez.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; Passou aqui muitos rastros, não de pés humanóides, talvez algum inseto... Um inseto bem grande.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Gravsten, porquê o cara marcaria uma reunião num lugar desse? Você acha mesmo que eles ainda estão aqui meses depois de terem falado com você? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa sentia que algo muito errado acontecia neste lugar, era difícil definir se este pressentimento vinha das práticas malignas que os antigos moradores da cidade deviam praticar ou se era algo recente, o ar era pesado e denso, e os pelos de seu braço se arrepiavam como quando tinha que brigar com algum Avariel que tinha falado algo desagradável sobre seus pais.&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; Sim, alguém deveria me esperar aqui, pelo menos eu havia pedido um tempo pra pensar no assunto… queria ganhar tempo pra trazer uma tropa inteira de humanos Inquisidores e pegá-los de jeito&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt;Uma tropa? Quantos desses caras haviam aqui? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt;Não faço a mínima idéia, se pretendiam invadir o mosteiro a força, provavelmente fosse um pequeno batalhão. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt;Que maravilha… estamos caminhando numa ruína com insetos gigantes e um bando de Assírios… &lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; Não seja um franguinho Kumai, se algum Assírio chegar perto de você eu te protejo certo? BWAHHAHAHAHAHAHA!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai fechou a cara e seguiu adiante rosnando impropérios contra o Anão.&lt;br /&gt;O Grupo se aproximou da entrada do templo. Franco retirou uma tocha da mochila, uma pederneira e sentou no chão para acendê-la.&lt;br /&gt;Gravsten seguiu adiante no escuro, Brisa e Voz da Terra caminharam logo atrás. Brisa sabia que os humanos não eram capazes de enxergar no escuro e sorriu de contentamento consigo mesmo. Envolveu o símbolo de Aerdrye Faenya entre os dedos e agradeceu por ter sido agraciado com esta benção. Antes aleijado quê cego.&lt;br /&gt;Franco esfregou as pedrinhas uma na outra algumas vezes soltando pequenas faíscas que logo se apagavam, ou nem mesmo chegavam a tocar a tocha.&lt;br /&gt;Kumai sentou ao seu lado com um sorriso amarelo e estendeu a mão como quem pede algo.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Franco, deixa eu tentar uma vez?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco entregou a pederneira e Kumai esfregou-as uma única vez. Uma enorme labareda tomou a tocha e ardeu intensamente como se tivesse acabado de acordar feliz para um novo dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Pronto! A próxima você acende, certo chefe? E esta como eu acendi, você carrega...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco levantou a tocha e apertou o passo para alcançar os outros três que já estavam algumas dezenas de metros á frente enquanto tentava entender a extrema facilidade do dançarino em acender o fogo.&lt;br /&gt;Ao entrar no templo, Franco pode ver um enorme hall de entrada com escadarias que levavam aos andares superiores e portas que levavam a outros quartos, o local era tão grande quanto o templo de Mirastey, e no seu auge, deveriam viver aqui algumas centenas de sacerdotes e fiéis de Seth.&lt;br /&gt;O templo mostrava já ter sido um dia luxuoso e imponente. Candelabros de bronze e cacos de cristal estavam abandonados pelo chão. As paredes mostravam marcas onde um dia houve tapeçarias e espelhos de prata. As portas, quando ainda existiam, tinham detalhes finamente trabalhados na madeira.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Será que ainda tem algo de valor por aqui?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Não viemos pilhar Kumai, estamos apenas procurando alguns patifes.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Que seja! Aquela porta parece sair numa biblioteca, vou ver se encontro algum patife lá dentro, de preferência algum que valha uns bons trocados no mercado de Mirastey &lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;Franco fechou os olhos em desaprovação&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Kumai, se realmente houver Assírios aqui seria mais interessante permanecermos unidos, não concorda?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; O Anão não me chamou de franguinho? Pois bem, meu amor pelo ouro, pela boa comida e por mulheres de pele macia e lábios carnudos cheirando alfazema supera qualquer medo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai levantou o polegar dando um sinal que estaria tudo bem, e sumiu pela porta semidestruída.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Em nome da Deusa, vamos acompanhá-lo antes que se envolva em problemas...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa começara a caminhar em direção a porta, porém sentiu o ar, que já era pesado, quase sufocá-lo. Havia algo de muito errado vindo de outro salão, podia ouvir gritos de desespero, mas esses gritos não eram sonoros, tocavam seu coração e doíam como uma ferida no braço.&lt;br /&gt;Brisa baixou os olhos e via Escorpiões rastejando em direção ao salão. Sentia-se completamente impelido a segui-los, deu os primeiros passos, mas ficou com receio. Nunca tinha ouvido conselhos de um escorpião antes.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Voz, você ouviu também?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt;Sim! Franco, o que cê quer tá praquele lado, se não for rápido ela não vive muito, não pede pra explicar, só segue eu.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra correu em direção ao salão de onde vinham os gritos, armando uma flecha no arco. Brisa levantou a lança e arrumou o escudo enquanto corria atrás, seguido por Furioso.&lt;br /&gt;Franco correu com a tocha numa mão e o escudo na outra, pedindo a Deusa que houvesse tempo para que ele pudesse sacar a Espada antes que algum combate começasse.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Kumai entrou na sala que parecia ser a biblioteca. Curioso que seus companheiros não tenham estranhado ele SABER que ali era uma biblioteca. As inscrições dos Setitas eram discretas e desconhecidas, difícil que algum entre eles pudesse reconhecê-las.&lt;br /&gt;Kumai tirou Mani de dentro de sua camisa e soltou o Mico para que esse o ajudasse a encontrar algo roubável. Pegou uma tocha na parede, e sem pudores, acendeu-a apenas com a ponta dos dedos.&lt;br /&gt;Era um labirinto de prateleiras, muitas vazias, mas algumas ainda continham tomos, ainda que nenhum parecia ter algum valor. Livros de contabilidade, gastos com limpeza, alimentos e armas, descrições detalhadas de propriedades que talvez nem existissem mais. Kumai passava os olhos sobre as capas e perdia o interesse, até que ouviu os gritos finos de Mani, sacou as adagas de marfim e correu em direção ao barulho.&lt;br /&gt;Virou um corredor de prateleiras e viu uma figura feminina segurando Mani pelo pescoço com uma mão e apontando um Garfo enorme com a outra. O Macaco tinha diversas moedas nas mãozinhas que caiam ao chão enquanto ele tentava se desvencilhar da Elfa sem soltá-las.&lt;br /&gt;Sem dúvida uma Elfa Dourada, apesar de que sempre imaginou esse povo como um bando de sábios que viviam no alto das montanhas entre livros e discussões filosóficas, mas nunca pensou em encontrar um deles que fosse visualmente agradável.&lt;br /&gt;A Elfa olhou Kumai de cima a baixo com seus olhos exóticos de Elfo dourado e moveu lentamente o Sai que estava voltado pra Mani. Segurou o macaquinho como uma espécie de escudo e levantou o Sai de uma forma defensiva, fitando Kumai como se esperasse uma reação, se era amigo ou inimigo.&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Err... Oi, eu me chamo Kumai de Xangô, é um prazer deitar meus olhos sobre tão formosa criatura, apesar da situação tão curiosa, bem... Você poderia não matar meu macaco, por favor?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt;&lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.espiritofuria.hpg.ig.com.br/entretenimento/15/espiritofuria-1-fl_album1.jpeg&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Bayushi Harumi &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-87696890?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/87696890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/87696890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_01_19_archive.html#87696890' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-87521651</id><published>2003-01-16T03:04:00.000-03:00</published><updated>2003-01-20T00:20:01.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Ruínas &lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;Gravsten Caminhou pelos portões com a cabeça baixa e o rosto enfiado dentro do capuz, temendo que algum soldado de Mirastey o reconhecesse. Um guarda chegou a comentar que achava curioso um Elfo estar caminhando lado a lado com um Anão. Voz da Terra e Gravsten sorriram e continuaram até se afastar dos portões da cidade e serem cobertos pelas sombras do grande carvalho.&lt;br /&gt;A árvore era considerada sagrada, pois diziam as lendas que na Aurora de Mirastey, uma dríade vivia nesta árvore.&lt;br /&gt;Voz da Terra não sentiu dríade alguma, sentou com as costas apoiadas no carvalho, fechou os olhos e sentiu apenas o suspiro da natureza tocando os pelos de seu braço e movimentando levemente os fios de cabelo que não estavam presos nas suas tranças.&lt;br /&gt;Gravsten ajoelhou próximo a raiz e enfiou os dedos na terra em volta do carvalho com um sorriso satisfeito nos lábios. O Sorriso se transformou em uma risada agradável que se transformou lentamente numa sonora gargalhada.&lt;br /&gt;Em poucos momentos, os olhos do Anão que mostravam apenas desesperança e dor ganharam um brilho de força e confiança. Voz da Terra Observou a repentina mudança no Anão e sentiu uma forte presença espiritual. O Anão tinha um totem extremamente poderoso e provavelmente nem tinha idéia disso.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; O Touro é poderoso em você… &lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;O Anão olhou por alguns segundos para o Aíbayuri sem entender a frase, e deu com os ombros, voltando a prestar atenção na Terra.&lt;br /&gt;O Elfo viu o anão com outros olhos, ele agora parecia um Nobre, apesar das roupas sujas e rasgadas. Um Nobre que sábia da força de seus valores e da herança que trazia em seu sangue.e que não poderia ser derrotado ou destruído por humilhação ou confinamento, independente de quanto estes durassem.&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; Eu passei meses naquela cela suja, a terra lá era poluída, não conseguia me comunicar com a pedra, o Metal! Agora me sinto em casa novamente... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Anão levantou com uma nova atitude, abriu as mãos deixando as palmas viradas pro chão e franziu as sobrancelhas... Alguns grãos de terra levitaram do chão e foram se posicionando nas palmas de suas mãos, no espaço entre estas. Os grãos formaram lentamente um bastão, que apesar de ser formado por terra, parecia firme e resistente.&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; Estou preparado pra viagem Elfo, que mil Orcs cruzem meu caminho para que eu possa mostrar a cada um deles como um membro do clã Grundason pode ser perigoso quando está livre! &lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, Franco se aproximou montado sobre um belo cavalo, vestindo uma placa peitoral com detalhes em vermelho e branco, as cores de sua ordem, e puxando uma mula carregada de mantimentos.&lt;br /&gt;Kumai e Brisa Rasante chegaram algum tempo depois, montados em cavalos, Brisa parecia menos assustado e confuso do quê quando saiu da cidade dos Avariel. Depois de passar pelos portões da cidade, desenrolou o pedaço de pano que cobria a tatuagem e se aproximou dos companheiros com um ar orgulhoso no rosto.&lt;br /&gt;Franco Castela observou a tatuagem como se não acreditasse naquilo que via. Fitou os olhos de Brisa e voltou a olhar o braço, tentando entender o que se passava naquele momento. Pensamentos de traição e vingança atingiram sua mente, porém, Franco procurou manter sua mente calma e controlada. Haveria alguma explicação para isto, deitou a mão direita sobre o cabo da espada embainhada e aproximou seu cavalo ao de Brisa.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Por acaso esta é uma saudação a Seth? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; De forma alguma, não são apenas os Setitas que cultuam a cobra, existem símbolos de cobra mais antigos e mais poderoso que o deus da Morte dos humanos. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco levantou a mão esquerda e tocou o próprio peito na região do coração, estendeu os dedos da mão direita em direção a Brisa Rasante e fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Pois bem, não vejo maldade ou mentira em tuas palavras… perdoe minha cautela. &lt;/font&gt; Franco abaixou a cabeça levemente envergonhado e seguiu adiante.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Gravsten, eu consegui uma mula, mas não havia montaria para o Elfo... eu posso ceder minha montaria caso você deseje...Aliás qual seu nome?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; chamo Voz da Terra, um dia tive um nome de elfo, mas há muito ta esquecido... E eu não preciso cavalo, é vergonha andar sem usar as próprias pernas...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Que seja! Respeito sua decisão... Gravsten, vá na frente mostrando o caminho. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Anão subiu na mula e os quatro cavaleiros começaram a caminhar lentamente, enquanto Voz da terra seguiu andando em passos largos atrás de todos. &lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Era noite e a chuva não só tinha vindo fazer companhia ao Aíbayuri no seu turno de vigia como também estava lavando seu corpo e sua alma como poucas vezes havia feito. Já haviam se passado quatro dias desde que deixaram Mirastey e Voz da Terra ainda guardava dúvidas em seu coração.&lt;br /&gt;No sonho, seu aprendiz só tinha mostrado os olhos. O Garoto poderia muito bem ser seu aluno, mas parecia pequeno e frágil demais para a vida de Xamã. Dormia abraçado com seu cachorro como um filhote que não aprendeu a viver sem a mãe.&lt;br /&gt;O Elfo descansava sentado no alto de uma árvore enquanto observava seus quatro companheiros tentando dormir sob a chuva torrencial.&lt;br /&gt;O Anão dormia como uma pedra, aliás vivia como um espírito de pedra, seria surpreendente que se deixasse abater com algo tão simplório como água caindo.&lt;br /&gt;O Paladino havia improvisado uma cabana amarrando seu cobertor a uma árvore e alguns galhos, mas como o espaço era pequeno demais, havia cedido o lugar para Kumai e Brisa dormirem. Furioso e Mani se enrolaram em seus donos e todos acabaram por conseguir se proteger um pouco do frio e da umidade.&lt;br /&gt;O Paladino havia sentado entre os cavalos e dormiu abraçado aos joelhos. Durante esses dias Voz da Terra pode sentir a culpa que movia cada passo do Humano, e imaginou que Franco tinha muito mais vocação para o caminho que Brisa.&lt;br /&gt;Teriam os espíritos me levado ao aprendiz certo desde o princípio?&lt;br /&gt;Voz da Terra imaginava consigo mesmo se seria muito complexo mostrar ao Paladino que existiam outras verdades alem de sua fé na Deusa, quando percebeu que Brisa Rasante havia se levantado... &lt;br /&gt;Estava caminhando na chuva com as mãos abertas.Os pingos de chuva estouravam em sua testa e nas palmas de suas mãos. Brisa se afastou do acampamento e caminhava em círculos pela chuva.Girava a lança como se lutasse contra monstros invisíveis e murmurava algumas palavras incompreensíveis.&lt;br /&gt;Voz da Terra pulou do alto da árvore e pousou graciosamente no chão, se aproximou de Brisa com um sorriso como se os Espíritos estivessem dando-lhe um tapa na cara para mostrar o óbvio que apenas ele não havia percebido.&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; O que faz na chuva essa madrugada, Brisa? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Vim conversar com ela... A chuva sempre me clareou as idéias e deu bons conselhos. Não sei pra onde ir agora. Conhecer meu irmão não foi exatamente o que esperava. A vida dos humanos também não é a minha. Preciso de um caminho... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= green&gt; A chuva sempre foi uma grande amiga, me acolhia, confortava e dizia que tudo daria certo quando eu tava triste. Eu já encontrei meu caminho, e neste momento faz parte deste caminho ensinar um Aprendiz...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Aíbayuri estendeu a mão para Brisa que o cumprimentou. As palavras não eram mais necessárias, pois ambos tinham firmado um entendimento, com a Chuva como testemunha.&lt;br /&gt;Mentor e aprendiz cantaram e dançaram sob as lágrimas dos espíritos, pois de certa forma, finalmente tinham encontrado aquilo que estavam buscando.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;No sexto dia de viagem os Cavaleiros chegaram as ruínas de algo que fora um dia, uma cidade tão grande quanto Mirastey. Os muros estavam parcialmente destruídos, mas ainda guardavam a imponência de uma civilização orgulhosa que morreu por seus pecados.&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; As ruínas de Zakyno! A última grande cidade que cultuava Seth.O homem que tentou me contratar para o serviço disse que eu deveria me encontrar com ele por aqui para que pusessem seus planos em prática. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Essa cidade já foi linda um dia. Apesar dos Setitas. Fico triste de lembrar a forma como os Inquisidores destruíram as casas dos inocentes e dos Soldados sem distinção. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Este local era um antro de corrupção e tinha de ser expurgado, e as edificações não foram destruídas por Inquisidores, e sim por um Anjo enviado pela deusa... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cc6633#&gt; Anjo claro... Dizem também que este anjo cobrou muito caro pelo serviço, e não foi em Ouro. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; Apenas boatos... Não acredite em tudo que ouve Dançarino... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= yellow&gt; Vocês podem discutir sobre isso o quanto quiser outra hora... Estas ruínas são usadas como esconderijo e campo de caça pra muita coisa, tentem permanecer calados... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Os Cavaleiros amarraram os três cavalos e a mula na entrada da cidade e começaram a caminhar pelas casas semidestruídas que ainda brilhavam com uma curiosa luz verde. Luz esta que diziam ser o poder do Anjo Vingador da Deusa.&lt;br /&gt;Seus passos ecoavam por entre as construções enquanto o Anão ia fazendo considerações sobre a forma como foram construídas, as falhas cometidas e as possibilidades de caminhos que poderiam leva-los as pessoas que estavam procurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.espiritofuria.hpg.ig.com.br/entretenimento/15/espiritofuria-1-fl_album3.jpeg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Gravsten Grundason &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-87521651?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/87521651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/87521651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_01_12_archive.html#87521651' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-87208052</id><published>2003-01-10T04:26:00.000-03:00</published><updated>2003-01-10T04:27:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Apenas a Deusa como testemunha&lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;Brisa seguiu com Kumai pra longe da masmorra, abaixou perto de Furioso, abraçou o pescoço do Cão e acariciou embaixo de suas orelhas.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Parabéns cãozinho esperto. Você derrubou o solado. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O sorriso de Brisa Rasante sumiu de seu rosto e virou-se para Kumai.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt; Bem Kumai, temos uma hora apenas, devemos ser rápidos. Você conhece a cidade não? Onde posso fazer uma tatuagem por aqui?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Tatuagem? E isso é hora de pensar em tatuagem? Deixe pra outro dia, se vamos viajar com eles temos que comprar mantimentos e bebidas. Não tomo uma boa garrafa de vinho a meses &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Mas eu preciso, eu prometi pra ela uma tatuagem &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Pra ela? Olha cara não confie em mulheres, elas só querem brincar com seus sentimentos. Vai por mim, eu já conheci mulheres nos quatro cantos do mundo de todas as cores. Não vale a pena...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Olha Kumai, não estou falando de mulher nenhuma. E se você não quer me ajudar. Bem que se dane, eu me arranjo sozinho nem que tenha que perguntar pra cada mascate no mercado&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa deu um sorriso confiante, começou a caminhar em direção ao horizonte... Porem 200 metros depois Brisa começa a voltar com uma expressão levemente envergonhada.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Err... Será que você poda me emprestar umas moedas? Não tenho um tostão comigo&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Ha hahahahaha! Você é impagável garoto. Eu vou te ajudar sim... Mas antes vamos passar no empório e comprar algumas coisinhas indispensáveis.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Os dois companheiros caminharam pela cidade até uma pequena loja onde um humano no final da casa dos 40, de nariz longo e cheio de verrugas, afiava facas atrás do balcão.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Bom dia Rupert, eu vim comprar aquele fumo especial das terras dos Hobbits, duas garrafas do seu melhor vinho e aquele colar de dentes de hiena que jáficou conigo tempo demais! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = ffffcc#&gt; Não gosto de você! Da última vez que esteve aqui sumiram muitas moedas de minha loja e tenho certeza que foi você o culpado! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Que é isso Rupert! Uma acusação tão pesada a um amigo tão querido! Vamos... eu sou um homem generoso e estou disposto a fingir que não escutei, até pagarei em Platina&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai tirou a mochila dos ombros, colocou sua mão dentro de um bolso externo e mostrou ao homem 3 moedas de Platina. Raros eram aqueles que ainda comercializavam com moedas assim. Os olhos do comerciante brilharam, ele franziu a sobrancelha, tirou duas caixas debaixo do balcão e duas garrafas da prateleira.&lt;br /&gt;&lt;font color = ffffcc#&gt; Que seja! Pegue o fumo e o vinho, mas o colar tem dono! Agora suma-se daqui!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Rupert arrancou as moedas da mão de Kumai e sorriu consigo mesmo.&lt;br /&gt;O Dançarino guardou cuidadosamente as garrafas de vinho na mochila, o fumo, e saiu do estabelecimento com um sorriso no canto dos lábios.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Rupert é bem temperamental, mas só ele consegue encontrar este fumo de Hobbits.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; E o colar? Porque ele não quer vender?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Ele não faz nem idéia do que tem. Aquilo é mágico, já senti algumas vezes.  Acho que ele não vende por que deve ter sido presente de alguma garota, apesar que não consigo imaginar uma garota dando nada pra ele. Algum dia eu ainda entro naquele lugar e descubro exatamente do que se trata&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Os companheiros prosseguiram até o lado mais escuro e sujo da cidade. A guarda foi se tornando mais escassa à medida que cruzavam as ruas. Brisa pode observar coisas nunca vistas antes em sua vila Avariel. Humanos sujos deitados no chão pedindo esmolas. Alguns deles sem braços ou pernas, sem dentes. Não havia beleza na raça humana, pelo menos não aqui neste lugar. As crianças eram imundas, as casas, os sorrisos e olhares só mostravam desesperança. Definitivamente entendeu que não queria ser humano, entendeu de certa forma o asco que os Avariel tinham para com ele, afinal ele fazia parte disto.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Ali naquela casinha, o sujeito é uma fera no que faz... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Antes de entrar na casa, Kumai pegou Mani nos braços, cochichou algo em seu ouvido e soltou o Mico, que pulou numa janela, subiu pra um telhado e sumiu entre o teto das casinhas.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Bom dia, eu gostaria que você tatuasse uma cobra no meu braço direito. De preferência em menos de uma hora&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Goblin limpava suas agulhas e lâminas numa bacia cheia de água de cores estranhas misturadas. Observou a entrada de Brisa, preocupado, mas seu olhar se acalmou ao ver Kumai. Deixou as agulhas de lado e se dirigiu ao meio elfo.&lt;br /&gt;&lt;font color = 009999#&gt; Uma cobra? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Sim, é um animal comprido com escamas e... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = 009999#&gt; Eu sei o que é uma cobra, mas, por Bel, quem iria querer andar com uma cobra tatuada? Há inquisidores por todos os lados! A guerra com os Setitas foi a pouco mais de dois anos!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa estudou muito sobre a religião humana quando buscava suas raízes. Seth era o deus da morte para eles. E seu símbolo era uma cobra. Será que os humanos acham que a cobra é um símbolo único e exclusivo? Com tantos significados associados por diversas raçaas por toda parte eles só conseguem enxergar isto?&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Eu lido com os inquisidores, não se preocupe!Eu quero que ela dê duas voltas no braço e, por favor, desenhe estas runas élficas acima do corpo dela&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa passou o dedo no pó em cima da estante e escreveu da forma que pode a palavra “Sisisnay”&lt;br /&gt;&lt;font color = 009999#&gt; Pra sair um bom serviço e neste tempo tão curto eu vou ter de cobrar um preço muito justo! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Não se preocupe que tua paga será adequada Goblin! &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai puxou outra moeda de Platina da mochila e deixou sobre a mesa ao lado da bacia.&lt;br /&gt;&lt;font color = 009999#&gt; Sendo nestes termos... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;o Goblin se pôs a trabalhar com mãos velozes e certeiras... Indiferente aos gritos de dor do Meio elfo. O chão se pintou primeiro com o vermelho de seu sangue e logo em seguida com o verde das tintas enquanto os talhos do Goblin foram aos poucos formando a imagem de uma cobra que dava duas voltas em torno do braço de Brisa e olhava pro próprio rabo.&lt;br /&gt;&lt;font color = 009999#&gt; Espero que tenha apreciado, se perguntarem, eu nunca vi vocês e nego qualquer tatuagem de cobra... Não quero me envolver com inquisidores. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Franco juntou as poucas posses de seu quarto e se dirigiu ao estábulo, guardou a enorme besta de guerra na sela e arrumou o escudo do outro lado para equilibrar o peso. Havia juntado economias durante algum tempo e pode comprar ração para todos por um mês e uma mula que as carregasse. Sua placa peitoral pesava, e pelas nuvens que se acumulavam, iria atrapalhar ainda mais na chuva que viria. Vestiu o elmo com certo pesar e olhou para o mosteiro onde passou boa parte de sua vida. Logo em seguida seguiu viagem.&lt;br /&gt;Próximo aos portões de Mirastey, Franco puxou um pequeno pergaminho, enrolado em seda, do bolso e entregou a um garoto na rua.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Entregue esta mensagem ao Cardeal esta noite... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Jogou uma moeda de cobre ao garoto, que ficou contente com a possibilidade de uma boa refeição, e partiu em direção ao Velho Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;font color= cyan&gt; &lt;i&gt; Vossa Eminência Cardeal Montene, Bispos, Freis e outros irmãos da Inquisição que venham ter acesso ao conteúdo desta.&lt;br /&gt;Venho através da missiva, elucidar os mistérios acerca de meu comportamento na masmorra e de minha recente viagem, abrindo mão de minhas tarefas e da paz que me era oferecida em tão majestoso e conceituado templo.&lt;br /&gt;Antes de prosseguir, deixo registrado que não peço por perdão ou compreensão. Aceito meus pecados e estarei disposto a expiar cada um deles assim que tiver revertido a conseqüência de meus atos. A Deusa é justa e conhece as formas de ensinar humildade aos seus, e se minha vida for necessária para que meu erro seja reparado, tanto melhor, pois terei evitado que o mapa caia em mãos erradas e ainda poupado o trabalho dos irmãos de punir um ex-companheiro de cruzada.&lt;br /&gt;O Furto da biblioteca envolveu não apenas o Frei Yusopov. Que conhecidamente estava em viagem vindo das terras do Sul. Ele não teria conseguido acesso a biblioteca tarde da noite se não tivesse auxílio de alguém de dentro.&lt;br /&gt;O Frei havia me oferecido um tratado sobre Licantropos que estava em sua posse em troca de uma oportunidade de conhecer os mistérios da biblioteca do Mosteiro dos homens puros da Deusa, Em Mirastey.&lt;br /&gt;Em minha ingenuidade, não via que mal poderia haver em permitir que o conhecimento fosse compartilhado por outro irmão de vestes. Se este conhecimento pudesse auxiliar os Inquisidores do Sul, não haveria motivo para manter afastado de alguém necessitado. Alem do mais, os homens do Sul são conhecidos por suas proezas ao enfrentar os monstros conhecidos por Licantropos. Um tratado desta natureza seria uma adição de valor incalculável as nossas prateleiras.&lt;br /&gt;Desrespeitando minha função e a responsabilidade e confiança que me foram investidas quando do recebimento do cargo de bibliotecário as quartas feiras, decidi por ceder aos seus apelos e permiti sua entrada, após ter constatado diversas vezes através dos favores da deusa, que o Frei não carregava o fardo da maldade em seu coração quando fez a proposta.&lt;br /&gt;Posso garantir que Yusopov acreditava que realmente estava fazendo o bem ao furtar o mapa, o que de forma alguma justifica seu crime ou o meu. Acredito que estava sendo enganado pelos nossos inimigos e pretendo trazê-lo a luz da Deusa se encontra-lo algum dia.&lt;br /&gt;O Frei deixou o tratado antes de partir, e aqueles que consultarem na sessão adequada da biblioteca poderão constatar que é um dos mais completos que já tivemos acesso. Porém, isto não foi o suficiente para reparar a traição a todos os valores que permeiam esta casa.&lt;br /&gt;Em relação ás masmorras, em meu último interrogatório, pude constatar que o Anão Gravsten Grundason possuía informações importantíssimas sobre a guerra contra os Assírios. Informações estas que não puderam ser levadas em conta no ato de sua prisão, por motivos ignorados ou não citados nos arquivos de seu caso. Gravsten além de tudo, não tinha tido um julgamento e não tinha cometido crime algum. Gravsten também tem acesso a pessoas que poderiam me levar aos atuais detentores do mapa. Se minhas deduções estiverem corretas. Tive de arriscar seguir com meus próprios julgamentos em detrimento dos procedimentos padrão, pois não havia tempo hábil. Há muito em jogo atrás deste mapa e os servos da escuridão podem alcançá-lo antes que nós.&lt;br /&gt;Agradeço a companhia, orientação, devoção e amizade de cada um que viveu comigo nestes longos anos. Desejo a todos que a Luz da Deusa invada seus caminhos para que possam optar sabiamente e reconhecer a Justiça em cada ato, pensamento e palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Ex Companheiro, membro da Ordem dos Cavaleiros celibatários do mosteiro dos homens puros da Deusa em Mirastey&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela &lt;/font&gt; &lt;/i&gt; &lt;Br&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-87208052?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/87208052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/87208052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_01_05_archive.html#87208052' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86979024</id><published>2003-01-05T20:46:00.000-03:00</published><updated>2003-06-17T17:07:28.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Fuga &lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;Brisa Rasante seguiu Kumai desconfiado. Até o momento parecia natural que ele o acompanhasse, afinal estavam indo para o mesmo lugar, porém, não havia motivo para que continuasse o ajudando, haveria?&lt;br /&gt;Viver sozinho desde pequeno num lugar onde não haviam outros de sua raça fez com quê Brisa não confiasse muito nas pessoas, e um humano que ensina seu macaco a furtar não lhe parecia a pessoa mais confiável.&lt;br /&gt;Ambos chegaram a entrada da masmorra, Dois soldados com lanças e armaduras guardavam o local pelo lado de fora e mais dois com espadas longas do lado de dentro da sala. Era um quarto razoavelmente espaçoso, utilizado tambem como sala de jogos pelos soldados que arremessavam dados sobre uma mesa de madeira.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Bom dia rapazes, lindo sol lá fora não? Eu trouxe uma mensagem para o Senhor Franco Castela, com licença...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai tentou entrar como se nada estivesse acontecendo, porém o guarda barrou sua passagem.&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;Bela tentativa palhaço, mas você não pode entrar aqui, e o irmão Franco está ocupado. Siga seu caminho antes que eu arranque suas trancinhas e dê pro meu filho fazer um arco &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Calma lá! Você tem idéia de com quem está falando? Eu sou um diplomata do reino de Drambuê, estou negociando o envio de milhares de soldados para auxiliar na guerra! Sua atitude pode causar uma guerra sabia?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Quem procura por mim? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Do corredor que leva as celas surgiram três pessoas, um humano alto e forte vestido de seda vermelha e com um símbolo da inquisição pendurado no pescoço, Um Anão sujo e mal cheiroso com calças cinzas de soldado da inquisição. E um Elfo Selvagem, com tranças no cabelo, um arco nas costas e usando as mesmas calças de soldado.&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt; Senhor, estes homens estão procurando pelo senhor. Porém o Anão deve permanecer na cela. Temos permissão para deixar o Elfo partir caso o Senhor dê um julgamento favorável a ele. Mas o Anão deve ficar por ordens expressas do Cardeal Montene &lt;/font&gt; &lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Eu me entendo com o Cardeal mais tarde. Mas este homem esta esperando um julgamento justo já a muito tempo e não podemos mantê-lo numa prisão para prisioneiros condenados, se ele realmente é louco... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt; Perdoe-me Senhor, mas não lhe cabe tomar esta decisão. Peço que escolte por gentileza o Anão para dentro da cela novamente.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Eu insisto soldado, este Anão não cometeu crime algum. Eu falarei com o Cardeal em breve e ele vai me entender. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco dizia as palavras sem expressar nenhuma credibilidade. Sabia que o Cardeal era severo em suas punições e conhecido exatamente pelo seu senso distorcido de justiça. Diziam mesmo as más línguas que a deusa já não ofertava mais seus milagres ao Cardeal.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Ele é a cara do meu pai... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa segurou o ombro de Kumai e cochichou próximo a este. Reconheceu os olhos do homem como sendo muito parecidos com os do seu pai e com os seus também. Reconheceu alguns traços, parecia-se muito com seu pai, e de certa forma com ele mesmo. Não que alguem possivelmente concordaria com ele. Mas novamente, sentiu que havia encontrado um semelhante.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Seu nome é Franco Castela? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Sim, sou eu mas quem são…&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco se virou para Brisa e arregalou os olhos ao reconhecer a lança e o escudo, como poderia esse garoto meio elfo ter roubado isso de seu pai? Ou teria ele encontrado no corpo de algum cadáver?&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Este escudo pertence à família Castela, onde você o encontrou? &lt;/font&gt; A conversa é interrompida pelo movimento brusco inesperado do anão.&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt;  Humano nojento! Se acha que vai me devolver a prisão que faça voce mesmo seu verme!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Gravsten correu em direção ao soldado surpreendendo a todos, desferiu um poderoso gancho entre suas pernas. Apesar da cota de malha protegendo a região. O Impacto do soco do anão foi o suficiente para fazer o soldado perder o ar dos pulmões.&lt;br /&gt;O Soldado tentou alcançar a espada na bainha, mas seus dedos não tiveram força para puxa-la, nem suas pernas puderam continuar sustentando-o, fazendo-o cair ao chão.&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt; PRISIONEIROS FUGINDO! PRISIONEIROS FUGINDO!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O guarda começou a gritar e correr em direção a um sino de bronze que pendia num dos cantos da entrada da masmorra. Voz da Terra, já de posse de seus pertences incluindo seu arco. Assobiou calmamente enquanto armava a flecha e atirou. A flecha passou acima do braço de Franco Castela e ao lado da orelha de Brisa Rasante, zunindo no ar e acertando a corda que segurava o sino no teto.&lt;br /&gt;O Soldado se virou com raiva e tentou sacar a espada, mas antes que ela estivesse desembainhada a segunda flecha do Elfo trespassou seu ombro direto.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Guardem as armas em nome da DEUSA! NÃO HÁ MOTIVO PRA MORTES AQUI!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt; Franco Castela sentiu a culpa por cada gota de sangue derramada corroer sua alma. Mais um crime, mais uma traição á deusa. Um fugitivo, mesmo quem um condenado injustamente. Ainda assim um fugitivo, soldados sendo feridos no simples cumprimento do dever. Inocentes civis no meio do fogo cerrado. Franco pôs as mãos na Cabeça e olhou ao chão praticamente em estado de surto.&lt;br /&gt;Brisa Rasante sentiu numa fração de segundos que deveria tomar partido. Seu irmão, seja pelo motivo que fosse, estava tentando liberar essas pessoas e Brisa iria ajuda-lo. Antes que pudesse armar a funda uma voz interior gritou forte demais em sua mente e ele sentiu o perigo vindo do corredor que levava as celas.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Mesmo sem o sino, os soldados do corredor devem ter ouvido o grito, temos que fechar esta porta... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt; Brisa correu e fechou a porta, mas ela não tinha uma trava e sim uma fechadura... Olhou em volta e não encontrou chave alguma... Olhou pro corredor e viu quatro soldados armados correndo em direção a porta. Não poderiam enfrentar todos eles. Brisa tentou empurrar a pesada mesa para barrar a porta, mas seus braços não tinham força para mover tanto peso junto.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Como uma matilha de lobos... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra acertou a terceira flecha na perna do soldado e este caiu de joelhos com as duas mãos na perna ferida tentando vencer a dor. Guardou o arco nas costas e começou a empurrar também a mesa que lentamente foi colocada de forma que barrou a passagem pela porta. Brisa e Voz da Terra ouviam os golpes duros dos soldados do outro lado que tentavam arrombar a porta, mas a mesa daria tempo a eles, talvez tempo o suficiente pra fugir dali.&lt;br /&gt;Kumai estava próximo a saída quando a batalha começou, deu alguns passos para fora porem viu os dois guardas armados com lanças entrando, estes apontaram as lanças para Kumai que levantou as mãos num sinal de rendição.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Não me ataquem, por favor! Sou apenas um homem desarmado que estava no local errado na hora errada.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Os Soldados hesitaram por alguns momentos... O primeiro passou por Kumai para atacar o anão, o segundo olhou Kumai de cima a abaixo e decidiu não arriscar. Desferiu um golpe com a ponta da lança que acertou Kumai no peito. Kumai virou o corpo protegendo o rosto e, de costas pro soldado, deu um chute no homem. O pé de Kumai acertou a proteção de nariz do elmo do soldado, que por sua vez afundou-se no rosto do mesmo. A violência do coice acabou por arremessar o corpo do soldado na rua.&lt;br /&gt;O Anão já estava com os punhos encharcados de sangue enquanto continuava a bater no soldado desmaiado. O Soldado com a lança correu em sua direção mirando a lança no coração do anão, mas Furioso pulou em seu pescoço e derrubou o homem no chão.&lt;br /&gt;Gravsten percebeu o perigo iminente, arrancou o elmo do soldado que estava inerte no chão, pisou sobre a lança caída do ultimo soldado ainda em condições de batalha e desceu o elmo violentamente contra seu rosto.Uma, duas, três, seis vezes.&lt;br /&gt;O Soldado tentou se proteger com o escudo que quebrou no segundo golpe. Os outros acertaram, seu rosto até que o homem desmaiou com sangue e dentes espalhados pelo chão.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Elfo Selvagem, tente encontrar a chave enquanto eu ajudo Kumai&lt;/font&gt; Brisa correu até o Dançarino e estendeu a mãos sobre o ferimento, murmurando baixinho.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Sisisnay, não me falhe agora, eu juro que saio daqui e vou direto fazer tua tatuagem, mas cure o homem.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;A energia da serpente fluiu pelo seu corpo de uma forma bem mais harmoniosa que outrora e Brisa Rasante percebeu que cedo ou tarde estaria se acostumando com isso, e até gostando disto. O Ferimento da lança fechou deixando apenas uma pequena cicatriz.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Me dê chave soldado, ou eu acerta próxima flecha em pescoço seu... &lt;/font&gt;Voz da Terra apontou o arco em direção ao último soldado acordado e deixou a flecha a menos de 30 centímetros do pescoço do homem.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Chega de mortes e ameaças aqui, já fizemos estrago demais, eu tenho a chave &lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;Franco Castela se levantou em meio ao caos e ao sangue, puxou uma chave de dentro de uma vasilha próxima e trancou a porta do corredor, deixando os soldados de dentro da masmorra gritando e berrando do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Pensemos rápido, esta masmorra foi feita para segurar uma rebelião então eles não sairão daí tão cedo. Isto nos dá algum tempo. Elfo se deseja mesmo continuar comigo, agora precisarei de você. Leve o anão pra fora da cidade.Vou conseguir alimento, buscar meu equipamento e te encontro no velho carvalho em uma hora.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Franco...Eu vou também. Tenho algo importante a fazer em Mirastey, mas estarei no carvalho com Furioso e Kumai dentro de uma hora.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Comigo? É eu acho que vou sim... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt;E porquê deseja vir também? Você será procurado pelas tropas da Inquisição &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Porquê sou seu irmão... e quero saber o que aconteceu por aqui nesses anos todos.você tem muito a me dizer na viagem. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Pois bem, dentro de uma hora. &lt;/font&gt; franco Castela se aproxima do Soldado acordado, junta as duas mãos e golpeia sua nuca, fazendo-o desmaiar enquanto os outros 4 companheiros saem discretamente para fazer seus afazeres.&lt;br /&gt;&lt;Br&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.espiritofuria.hpg.com.br/franco.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Franco Castela &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt;&lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86979024?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86979024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86979024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2003_01_05_archive.html#86979024' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86913439</id><published>2003-01-04T04:30:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T21:15:33.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Encarando os fatos &lt;/i&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela abriu a cela, pediu que os guardas se afastassem e entrou.&lt;br /&gt;Sua presença era imponente o suficiente para que os dois prisioneiros sequer pensassem em atacá-lo. Falava com uma voz calma e serena, digna de confiança. Talvez isto o destacasse como um bom inquisidor para alguns tipos de interrogatórios mais suaves, que exigiam menos violência.&lt;br /&gt;Voz da terra se acalmou e recolheu as garras. Sua expressão, antes feral, tornou-se novamente amedrontada e confusa. A expressão de um animal enjaulado.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Eu Responde, viajo muito por Crisanet quando criança e agora de novo, vindo acá...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Chegou a ver tropas na mata?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Muitas! Vi humanos vestidos de metal, armados de fúria e medo. Vi humanos grandes, com lâminas curvas como garras e pelos embaixo do nariz&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Esses humanos grandes com certeza são os Assírios, ninguém esperava que eles estivessem tão próximos de Mirastey. Viu muitos deles?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Muitos! Vi bandos, tropas com mais Assírios que dentes na minha boca.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Ninguém esperava? Eu venho falando isso a anos! Os Assírios sempre planejaram chegar a Mirastey porque acreditam que na biblioteca do Mosteiro existe uma versão do mapa que mostra os pontos de poder do Sul&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Pontos de poder. Mais uma palavra desta bruxaria e eu...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela engasgou em suas próprias palavra e se lembrou exatamente do que havia sido roubado da biblioteca. Fora aberto um livro de mapas, este livro foi feito exclusivamente através de contos das lutas entre os deuses dos mortais e os deuses dragões que ocorreram em Venice a muitas eras atrás.&lt;br /&gt;O Mapa que foi furtado mostrava, através dos contos, os locais onde houveram as batalhas, onde os deuses dragões foram vencidos e aprisionados.&lt;br /&gt;Seriam estes os tais locais de poder? Os sacerdotes mais graduados diziam que o velho Gravsten Grundason era louco e não dizia coisa com coisa. Mas agora todo seu discurso fazia sentido.&lt;br /&gt; &lt;font color = cyan&gt; Pois bem Anão, se você acredita que os sacerdotes estão enganando o povo e seus próprios irmãos. Qual seria o motivo para sacerdotes da deusa da Justiça mentirem desta forma? &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Você não consegue perceber rapaz? Achei que os mais jovens estavam menos contaminados pelo pensamento de colméia dessa gente… &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Se atenha a responder meu questionamento Gravsten, não estou interessado em suas ofensas ao rebanho da Deusa &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela fitou o anão da forma mais ameaçadora possível, tentando esconder com intimidação, o receio que se escondia em seus pensamentos. Sabia que havia um fundo de verdade no que o anão dizia, e era insuportável para sua alma já perturbada, a idéia de quê nem tudo que lhe era dito no mosteiro era confiável.&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Se o povo souber o que está realmente acontecendo, eles vão se rebelar contra os deuses. Acreditar que os deuses os estão abandonando-os &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Anão tinha razão de certa forma, se havia algo maior atrás dos Assírios, a população ficaria aterrorizada. Poderia haver caos nas ruas de Mirastey.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Supondo que tuas especulações estejam corretas, porquê os Assírios não fizeram um ataque em massa a Mirastey antes?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Existem outros atrás disto. Não sei lhe dizer quem ou o quê, mas acredito que sejam rivais dos lordes inferiores que controlam os Assírios, eles estão sendo discretos, não podem simplesmente delatar a localização do mapa, senão haveria uma guerra entre eles, e, até onde eu ouvia, acho que isto não seria bom pra eles...&lt;br /&gt;Alem do mais, como você mesmo deve saber, a biblioteca tem proteções místicas que só permitem a entrada daqueles que tem permissão... Eles podiam tomar toda Mirastey, mas não poderiam invadir a biblioteca a não ser que destruíssem o mosteiro pedra por pedra&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; E como você descobriu tudo isto Senhor Grundason?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Você pensa que este prédio em forma de balança foi construído por mãos humanas? RÁ! Só anões fariam este serviço. Anões do meu clã. O plano inicial dos bandidos era se infiltrar pelo prédio e obrigar um noviço qualquer a roubar o mapa. Eles me chamaram, pois, sabiam que um Anão do mesmo clã saberia exatamente como se infiltrar no prédio. Saberia onde existem fundos falsos, onde poderiam haver falhas na construção e qual seria os pontos mais vulneráveis para uma invasão&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; E você aceitou o serviço?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Se tivesse aceitado nós não estaríamos aqui imbecil... A maior desonra para o meu clã seria que uma das fortalezas construídas por nós tivesse suas defesas expostas. Eu poderia fazer o serviço, mas, não tinha o mínimo interesse em faze-lo, nem por ouro, nem por terras nem por nada. Eu preferi sair da minha bela cidade natal subterrânea e vir pra esse mundinho imundo da superfície avisá-los que haviam Assírios tramando contra seu povo humano pérfido. E o resto da história você conhece...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco tentava não acreditar nas palavras do Anão... porém uma das dádivas dos seguidores da deusa da Justiça era a capacidade de olhar nas profundezas dos corações mortais e discernir as mentiras que obscureciam suas motivações.&lt;br /&gt;Franco concentrou-se nos olhos e na alma do anão procurando com todas as suas forças algum traço de meias verdades, de omissões ou coisa parecida que pudesse trazer alguma justificativa a narrativa de Gravsten, Narrativa esta que derramava por terra a confiança que Franco tinha no julgamento da sua ordem. Conhecida por serem “justos”&lt;br /&gt;Porém Franco não encontrou sequer uma marca no Anão.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Então estamos conversados. Eu arranjarei alguma forma de soltá-lo... você tem como me guiar a estes que tentaram te contratar?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Por certo que sim... Mas em troca eu quero ouro, cerveja, uma mula para me levar de volta ao meu Reino e roupas novas, não tolero mais essa lama toda! E que fique claro que depois que leva-lo ao homem eu sigo meu caminho, não espere novamente que eu me sensibilize com seus dramas humanos. Nunca mais...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco suspirou profundamente. Sabia que neste ponto teria de fazer uma opção e que esta opção seria entre a ordem e o bem. Sua congregação claramente estava agindo de uma forma que violava os valores de justiça que pregava, e cabia a ele, Franco Castela, um criminoso pecador. Tentar reaver esta justiça de alguma forma. Já que teria de expiar seus próprios pecados, que ao menos carregasse consigo os pecados de sua congregação, pois não seria justo que outro mais puro se sujasse com este serviço. &lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Eu arranjarei o que me pede, quanto a você elfo... lhe darei roupas e pode seguir seu caminho, Peço-lhe desculpas em nome do Rei Lushtall pelo tratamento que teve. Estamos em tempos de guerra e não peço que entenda, apenas que não guarde muito rancor de nosso povo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; não guardo rancor. Estava no meu destino isso acontecer.Vim pra Mirastey por causa dum sonho. E neste sonho havia olhos exatamente como os seus. O Dono dos olhos no sonho não era você, mas, se ficar perto de você acho que vou encontrar esta pessoa. Irei com vocês.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela estranhou a reação do Elfo e acreditou que cedo ou tarde ele iria desistir dessa tolice. Mas não estava disposto a argumentar com ele agora, não neste momento e não aqui.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Aguardem, eu pegarei roupas e voltarei em breve...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Eu amo essa cidade!&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai passou pelos portões de Mirastey e abriu os braços sorrindo, fechou os olhos e juntou as duas mãos nos lábios... Enviando um beijo ao vento.&lt;br /&gt;Não sabia como iria falar ao meio elfo que não havia para quem reportar a morte da tropa. Mas encontraria uma forma de enrolar o garoto assim que possível, tinha aprendido a viver entre mentiras desde que foi exilado de sua cidade natal. Pela inveja daqueles que não conheciam as artes místicas.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Pois bem garoto. Você disse que tem uma mensagem para entregar não? Eu gostei de você e vou ajuda-lo a encontrar seu homem. Como ele se chama mesmo?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt; Castela, Franco Castela, filho de Juan Castela, soldado da Infantaria de Mirastey&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai desceu do cavalo, cumprimentou um dos soldados próximos e deu um tapinha em seu ombro. &lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Ei meu chapa! Eu estou procurando um homem chamado Castela, você conhece?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt; O que você quer com um sacerdote da ordem dos homens puros da Deusa?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai já tinha ouvido falar nesta facção dentro da inquisição. Guerreiros sagrados, uma espécie de tropa de elite com valores morais acima de qualquer suspeita. Faziam o diabo a mando da sua Majestade o Rei Sumo Sacerdote Lushtall. Parece que o garoto tinha relações com peixes grandes. E faria muito bem a Kumai andar com este tipo de gente.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Tenho negócios com ele, trago informações importantíssimas sobre Assírios...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Os olhos do guarda brilharam e ele sorriu como se estivesse falando com a pessoa mais importante e respeitosa que já havia visto na vida. Apertou a mão de Kumai da forma mais solícita possível e apontou um dos prédios pequenos na cidade&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt; Procure por ele na masmorra, se não estiver lá, estará no Mosteiro. Ele vive na área destinada aos celibatários, aquela entrada lateral redonda no prédio principal&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai se afastou com um sorriso maroto nos lábios e piscou discretamente para Brisa Rasante.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt; Viu como se faz garoto? Não precisa me agradecer.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86913439?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86913439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86913439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_29_archive.html#86913439' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86764695</id><published>2002-12-31T19:38:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T21:12:46.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; O Quarto Cavaleiro &lt;/i&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela acordou antes do nascer do sol em seu claustro, ajoelhou-se ao lado da cama. Fez suas preces em silêncio, vestiu-se, banhou seu rosto e arrumou cuidadosamente suas ferramentas num grande saco de estopa, hoje sua tarefa matinal seria limpar as velas do salão principal.&lt;br /&gt;Desceu pelos corredores em silêncio, a escuridão não o incomodava, pois conhecia o caminho de cor e seus pés o guiavam sem problemas. Enquanto caminhava, Franco lembrava dos acontecimentos da noite passada e tentava convencer a si mesmo que o exílio seria uma punição adequada para seu comportamento pecaminoso e traiçoeiro.&lt;br /&gt;Passou a manhã retirando cuidadosamente os restos de cera das velas da noite anterior, parando apenas em alguns momentos para um pequeno desjejum de frutas e leite.&lt;br /&gt;Na hora do almoço, quando a conversa era permitida entre os moradores do mosteiro, Franco pediu uma audiência com o Bispo.&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt;Vossa Eminência, eu gostaria de abrir mão do meu cargo de bibliotecário às quartas feiras e seguir em peregrinação em busca de sabedoria e penitência.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = brown&gt;De forma alguma, você é um ótimo bibliotecário e não teve culpa pelo furto. Alem do mais, há um Elfo na prisão que eu quero que você interrogue.&lt;/font&gt; &lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt;Vossa Eminência, eu suplico pela chance de redimir meus pecados em combate. Gostaria de seguir com a tropa que está rumando contra os Assírios e...&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = brown&gt;Não há discussão sobre isso...Quero informações sobre o tal elfo selvagem esta noite antes da prece das sete. Ele veio do norte, da Floresta de Crisanet e deve saber muito sobre a movimentação dentro da floresta.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Franco Castela engoliu suas palavras, pediu a benção e se afastou do Bispo. Não receberia seu exílio enquanto não dissesse tudo que sabia do furto e qual fora sua participação nesta história. Teria de encontrar uma outra forma de pagar por seus pecados, e encontraria.&lt;br /&gt;Acabou a refeição, vestiu o traje de inquisidor e rumou em direção a masmorra, para conhecer o tal prisioneiro Elfo...&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Kumai havia passado algumas horas colhendo ervas pela mata, apesar da escuridão da madrugada. Ele dizia que eram ervas medicinais e que fariam bem ao Furioso.&lt;br /&gt;Furioso saiu da paralisia aproximadamente 5 minutos depois do término do combate. Foi gemendo aos poucos e depois ganindo alto, tentando lamber o ferimento, mas não conseguia alcança-lo.&lt;br /&gt;Brisa rasante sentia sua mão dormente onde o carniçal mordeu, outros ferimentos latejando, mas tentava ignorar a dor e ficar ao lado de Furioso, ajudar o Cão a se recuperar apesar de poder fazer muito pouco em relação a isto.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;Estas ervas ajudam a cicatrizar. Farei um emplastro e depois disso é melhor sairmos daqui... Carniçais costumam andar em grupos bem maiores que este. Ou tem mais deles por perto, ou estes foram enviados por um Necromante querendo nos liquidar... Alem do mais devemos chegar a Mirastey amanhã, quando o sol estiver se aproximando do meio do céu.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Brisa Rasante também estava ferido, mas não queria obrigar o cão a viajar nestas condições. Queria ao menos esperar o amanhecer, abraçou o cão como se quisesse conforta-lo pelo sofrimento que passava e que ainda passaria. Furioso lambeu seu rosto alegre, e Brisa se sentiu ainda pior, o Cão confiava nele e Brisa havia falhado.&lt;br /&gt;&lt;font color = 00cc00#&gt;Brissa Rassante, eu possso curar o cão e você também, lhe pessso pouco em troca.&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;A voz era sibilante e ofídia, e vinha direto na mente do Meio elfo. Brisa olhou Kumai e percebeu pela sua expressão que ele nada tinha ouvido. Decidiu tentar responder com pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;Quem é você e o que quer?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = 00cc00#&gt;Ssou uma amiga muito prósssima, mass diferente de Tzotl, eu ssou ssiumenta com meuss amigosss.&lt;br /&gt;Te acompanho dessde que nasssceu e fasso parte de sssua vida. Apessar de nunca ter me aprossimado.&lt;br /&gt;Mereço tua honra na forma de uma tatuagem no brasso, desenhe-me para que todoss ssaibam que somos um ssó. &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;Um desenho, eu o farei em sua homenagem se puder cura-lo... farei assim que tiver os instrumentos necessários.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = 00cc00#&gt;Eu não possso curá-lo, masss nósss juntosss podemosss...&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;Brisa Rasante sentiu sua espinha torcer com o peso da “amiga”, não pode ouvir mais os sons a sua volta, mas o cheiro do sangue de Furioso quase o intoxicou.&lt;br /&gt;Tocou suas mãos no ferimento e sentiu a energia da cobra correr por seu corpo vindo da base da espinha, curando suas mãos e dedos enquanto percorria e saindo da ponta dos dedos em direção ao cão.&lt;br /&gt;Músculos rasgados se uniam e pêlos arrancados nasciam novamente, não ficara como novo e provavelmente Furioso teria uma cicatriz embaixo da pelagem, mas ele estava bom o suficiente para viajar sem grandes problemas.&lt;br /&gt;Furioso pulou sobre o dono e começou a lamber seu rosto e afoga-lo com sua baba, Brisa Rasante ria de satisfação e alivio por sentir que não seria hoje que se despediria do companheiro, mas enviou um último pensamento.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;Serpente? Qual seu nome?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = 00cc00#&gt;Ssississnay... avisse ao sseu cão que ele deve agradecer a mim também...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;Pois bem... err, acho que o cão já não precisa de emplastros, vamos dar uma limpada em seu pêlo e correr daqui.Você podia ter me avisado que era um curandeiro, não teríamos perdido tanto tempo.&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;Sim, eu poderia ter avisado, mas acabo de descobrir...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai subiu no cavalo com uma Expressão de quê não gostou do que ouviu, Brisa Rasante subiu Furioso sobre seu cavalo e partiram para o último dia de jornada até Mirastey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Não me ofenda anão, não pensa que estou desarmado sem arco...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Alem de andar pelado, não sabe falar direito, que maravilha de companheiro de cela me arranjaram... &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Anão se aproximava como se procurasse algo em Voz da Terra, que definitivamente não queria estar próximo dele.&lt;br /&gt;Voz da Terra murmurou os cânticos de saudação a Yawara e rugiu, suas unhas se tornaram garras e sua expressão se tornou mais feral, quase como de um gato selvagem.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt; Graur...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; Opa, calma lá, parece que o elfinho tem garras também...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;o Anão se afastou com certo receio e levantou as palmas das mãos em sinal de paz.&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt; O que te trouxe a prisão, magrelo? Eu estou aqui porque sei demais sobre a guerra lá fora e eles não querem que eu saia por aí espalhando. Um bando de hipócritas esses inquisidores! Vão me manter na merda até tudo acabar, como se fosse acabar bem pra nós. Sabe os Assírios? Eles não estão nessa só pelo território,  estão sendo comandados por um dos Lordes dos planos inferiores! Conhece os nove infernos?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra não entendeu mais da metade das palavras que o anão lhe disse, como se não bastasse as vozes dos desencarnados, agora o maldito anão também iria contribuir para aumentar a confusão de sua mente. O Aíbayuri dobrou os joelhos como se preparasse um salto em direção a garganta do anão, mas sua atenção voltou-se a um certo Humano que se aproximou repentinamente das grades pelo lado de fora.&lt;br /&gt;Ele tinha cabelos curtos castanhos, queixo quadrado e uma expressão triste e fria. Parecia alguém que não podia esconder seus sentimentos com muita facilidade. Vestia-se com trajes finos de seda humana. Trazia consigo no pescoço, um símbolo igual ao prédio que cobria o centro da cidade e um livro delicado nas mãos. &lt;br /&gt;&lt;font color = cyan&gt; Não ouça o que este anão velho e sujo lhe diz elfo, ele enlouqueceu há muito tempo e quer levar a todos junto com ele. Meu nome é Franco Castela e estou aqui para lhe fazer algumas perguntas, se colaborar eu lhe darei roupas e deixarei partir. Estamos combinados?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt; &lt;Br&gt; &lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.wizards.com/dnd/images/pc_portraits/200102_274_11.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Voz da Terra&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;Br&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86764695?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86764695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86764695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_29_archive.html#86764695' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86683300</id><published>2002-12-30T01:26:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T21:10:44.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Dor &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz da terra acompanhou o soldado vestido de aço pelo interior da cidade, era um lugar curioso, e ao mesmo tempo muito bonito. Os Humanos vivem em tocas de pedra cortada em blocos quadrados, cobrem essas tocas com palha e barro. Existem casinhas com objetos pendurados, a mostra, e os donos desses objetos pedem que os outros humanos os levem embora. Não conhecia este lado generoso dos humanos uns com os outros.&lt;br /&gt;O Soldado o levou a uma toca de pedra mais forte, com reforços de tiras de metal e guardada por outros homens vestidos de aço como ele. Voz da Terra sorriu e os cumprimentou um a um com um aceno de cabeça, não que se afeiçoasse muito de humanos, mas, se está entre humanos, haja como um deles.&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;&lt;br /&gt;As armas, por favor, elfo.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt;&lt;br /&gt;Minhas armas? Como assim? &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Elfo segurou o arco com as duas mãos, não se lembrava quando havia construído este arco, mas fazia muito, muito tempo. &lt;br /&gt;Os guardas puxaram o arco sem que o elfo pudesse esboçar qualquer reação. Voz da Terra rangeu os dentes e percebeu o que estava ocorrendo. Por mil escorpiões! Quem mandou confiar em humanos...&lt;br /&gt;Os guardas seguraram os braços do elfo e começaram a empurra-lo em direção a um corredor de pedra. O Elfo se debatia e esperneava, mordia a armadura dos soldados com pouca eficácia, tentava dar cabeçadas, mas seu pescoço não os alcançava, tentava cravar os pés na parede, entretanto os soldados eram mais fortes e o puxaram pelos braços para dentro do corredor.&lt;br /&gt;O Elfo arranhava as armaduras, dava coices no ar e teve que ser arrastado, mas seus esforços foram em vão. Os Soldados abriram uma cela escura e úmida, tiraram sua mochila e arremessaram-no lá dentro.&lt;br /&gt;Voz da Terra apertava as barras da cela com todo o ódio de seu coração, podiam ter arrancado seu braço, mas não trancafia-lo abaixo da terra, longe do sol e da chuva.&lt;br /&gt;Bradou contra aqueles que o aprisionaram em todas as línguas que conhecia, com todas ofensas que pode se lembrar.&lt;br /&gt;Ao virar-se pra dentro... Voz da Terra pode observar o interior da prisão. Aquele lugar, alem de sufocá-lo, também trazia a tona todos os sentimentos horríveis daqueles que já estiveram ali. Raiva, frustração, medo, desespero, desesperança, conformismo, dor. &lt;br /&gt;Voz da Terra sentia o peso do ar na ponta dos dedos e podia ouvir os murmúrios de muitos onde aparentemente não havia ninguém&lt;br /&gt;Ajoelhou-se no chão e tapou as orelhas, encostou a testa na terra úmida de urina e gritou, não por raiva, gritou de dor. Ouvia súplicas de ajuda, canções utilizadas para confortar alguém. Lamentos de solidão e gemidos de impotência.&lt;br /&gt;Seus gritos ecoaram por toda a prisão, o Aíbayuri prosseguiu gritando, tentando afastar tanta sensações, tantos pedidos, até que uma voz real, de um ser de carne e ossos lhe chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;font color = yellow&gt;&lt;br /&gt;Para de gritar como uma mulher Elfo... Aqui embaixo ninguém vai vir te salvar...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;A voz vinha de um anão que se arrastou do canto mais escuro da cela, ele cheirava ainda pior que o chão onde o elfo pisava, se vestia com trapos que um dia deveriam ter sido uma armadura de couro, e tinha lama cobrindo sua barba negra e as tranças de seu cabelo. Seus olhos eram a expressão máxima dos sentimentos que permeavam o lugar e Voz da Terra percebeu que se permanecesse aqui, muito em breve seus olhos trariam as mesmas marcas dos olhos do anão.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;Kalindril sentiu a dor do animal como se ele mesmo tivesse sido ferido. Soltou a funda, apoiou a bota sobre o peito do carniçal no chão e recuperou sua lança, agia com uma certa raiva que lhe permitia agir sem pensar no que estava fazendo.&lt;br /&gt;O Meio humano arremessou o escudo a uma certa distância e segurou a lança com as duas mãos, correndo em direção ao morto vivo...  Pôde ouvir um grito de ódio permeando o ar, e em sua mente conturbada, não percebeu que o grito vinha de sua própria garganta.&lt;br /&gt;A sua frente via pouco mais do quê o cão ferido e o carniçal que o mordia.&lt;br /&gt;A lança perfurou o peito do morto vivo e Kalindril levantou o cadáver a mais de um metro do chão, o carniçal ainda se movia e tentava alcançar com suas garras as mãos e o rosto de Kalindril, que levantava a lança deixando-a o mais próximo da posição vertical.&lt;br /&gt;A ação da gravidade fez com que o corpo do carniçal fosse lentamente descendo pela lança, suas garras começaram a não apenas tocar o rosto de Kalindril, como também a cortá-lo, cortar seu braço, Kalindril continuava a gritar e levantar a lança mais e mais até que o carniçal estava apertando seu pescoço.&lt;br /&gt;Kalindril largou a lança e deixou o corpo do inimigo caído ao chão... Pisou num dos braços, abaixou-se e começou a desferir socos no rosto do monstro. O meio humano batia sem pensar no que estava fazendo e sem notar a mancha de sangue que cobria seu punho enquanto golpeava o cadáver. Golpeou por um longo tempo, talvez minutos, realmente nunca saberia quanto, nem se importava com isso.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt; Calma garoto... ele já parou de se mexer a algum tempo...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai pôs a mão sobre o ombro de Kalindril e sorriu ao ver o jovem perdendo o controle como um iniciante.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Parabéns... Você foi ferido várias vezes por eles e não foi paralisado, provavelmente uma dádiva do teu sangue meio elfo!&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;O Quê? Meio Elfo?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril Não conseguia acreditar no quê ouvira Kumai dizer. Entre os do seu povo, era sempre chamado de meio humano, como se quisessem a todo o momento lembrá-lo que não era um deles. Porém nunca ouvira este termo, meio elfo, qualquer aceitação que esperava ter foi por terra. Kalindril não seria aceito, não encontraria outros como ele, sempre seria lembrado como o representante do outro lado. Seja entre elfos ou humanos.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Claro, meio elfo... Você é um meio elfo não sabia? Vê minhas orelhas? São arredondadas! diferente das suas que são...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril não deixou Kumai terminar... Apontou para trás como se desse um soco no ar e bradou:&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer que pra vocês eu não passo dum meio elfo é isso? Então lá eu não passo dum meio humano e aqui eu sou meio elfo! Quando alguém vai aceitar que eu sou um ser completo? Será que algum dia alguém vai enxergar isso?&lt;br /&gt;Quer saber? Que vocês todos vão pros braços de Demogorgon! Eu não sou mais Castela, nem Alae Nebulosae... Nem Elfo, nem humano... E não me chamo mais Kalindril que não passa de um nome Avariel.&lt;br /&gt;De agora em diante sou Brisa Rasante, entre os espíritos pelo menos eu acredito que tenho um lugar...&lt;br /&gt;E NÃO ME FALE DE ORELHAS! JÁ TENHO PROBLEMAS DEMAIS SEM SER LEMBRADO DISSO A TODA HORA!&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai estranhou a reação do garoto, pensou alguns momentos... Coçou seus longos cabelos, olhou para os lados como se procurasse uma indicação de como deveria agir, e tentou sorrir como se tudo fosse muito normal para ele.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Eu entendo que você esteja nervoso garoto. Enfrentar carniçais não é fácil pra ninguém!&lt;br /&gt;Não se preocupe com o cão, ele estará se movendo em breve, e o ferimento foi grave, mas não é nada que não vá sarar...&lt;br /&gt;Venha, vamos ver o que podemos fazer por ele...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai caminhou até o cão, olhando pra trás a cada dois passos, para verificar se Brisa Rasante o estava acompanhando ou se teria outro ataque de nervos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86683300?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86683300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86683300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_29_archive.html#86683300' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86581959</id><published>2002-12-27T06:16:00.000-03:00</published><updated>2002-12-30T19:55:20.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Morte e vida élfica&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lua já havia passado da metade do céu, Kumai já havia feito seu turno de vigília e agora Kalindril estava fazendo o seu. Sentado numa pedra, acariciando atrás das orelhas de Furioso e observando o Macaco de Kumai.&lt;br /&gt;O Sagüi havia remexido sua mochila a noite toda a procura de algo. Se fosse ouro que procurava realmente nunca encontraria, pois Kalindril não carregava sequer uma moeda consigo.&lt;br /&gt;A dúvida transformou-se em certeza quando o Sagüi, desmotivado a procurar a mochila, subiu no alto de algumas árvores e voltou com pequenas frutinhas redondas, que logo foram descarregadas no embrulho que Kumai carregava nas costas.&lt;br /&gt;Definitivamente Kumai era um ladrão, ou um treinador de macacos com uma péssima índole, mas Kalindril acreditava que o Sagüi simplesmente seguia a sintonia que tinha com seu companheiro, da mesma forma que Furioso entendia sem palavras os pedidos do meio Humano.&lt;br /&gt;Kalindril ouviu o som de galhos quebrando na mata, como se alguém sem muita preocupação em ser discreto, estivesse caminhando.&lt;br /&gt;Não desta vez! Kalindril não seria pego dormindo novamente. Piscou para que Furioso permanecesse em silêncio e chutou o quadril de Kumai que acordou ainda sem entender que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Claro, claro... O dinheiro estará em suas mãos depois de amanhã...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Cale-se Kumai, temos companhia...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai esfregou os olhos e franziu a sobrancelha tentando ver alem do quê a luz da fogueira permitia.&lt;br /&gt;Kalindril não via seus inimigos, mas sabia exatamente onde cada um estava pelo barulho que faziam... Haviam dois vindo pela sua frente, um pela esquerda que Furioso daria conta, e um terceiro bem maior, ou mais barulhento que vinha por trás... esperava atacar este assim que Kumai estivesse acordado e consciente da situação. Encostou a Lança de ferro numa árvore próxima, armou a funda e começou a girar, esperando o inimigo aparecer entre as folhagens, ainda mantendo o Escudo em posição de defesa, caso houvessem flechas por perto.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Kumai! há dois a nossa frente, cuide deles, se precisar de ajuda, grite que Furioso virá em seu auxílio.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Músico sacou duas adagas de marfim de seu cinto, e, curiosamente amarrou uma delas na barra da calça, na perna direita, permanecendo com a outra na mão esquerda.&lt;br /&gt;Kalindril pôde observar a cabeça do inimigo e sentiu que realmente deveria atacar, que não haveria negociação.&lt;br /&gt;O oponente não tinha cabelo e seus olhos eram carregados de ódio e fome, muito mais que o orc, pois este tinha os olhos de um cadáver.&lt;br /&gt;Em seu corpo ainda restava alguns pedaços do que um dia fora uma armadura de couro de touro, e um símbolo sagrado de Galkaru, deus maior do panteão humano, pendia em seu pescoço. Porém parte de seu rosto havia sido devorada e o ser tinha mordidas nos braços e faltavam pedaços de carne em sua perna e sua barriga. Sua pele era esticada, escura e seca como Kalindril havia lido nos livros. Ele era um morto vivo.&lt;br /&gt;Um Chumbo da funda voou e acertou a testa do oponente, mas o mesmo não pareceu sentir a dor.&lt;br /&gt;Kalindril calculou rapidamente suas opções enquanto colocava o segundo chumbo na funda, ainda teria dois arremessos antes que o monstro se aproximasse demais dele, não recuaria, pois deixaria as costas de Furioso e Kumai desprotegidas, mas tinha que acabar logo com isso, pois provavelmente o Humano precisaria de ajuda.&lt;br /&gt;Acertou o segundo chumbo no olho do monstro, mas errou o terceiro. Maldito nervosismo!&lt;br /&gt;As pedras voavam e batiam na pele ressequida do monstro com um estalo e um som oco.&lt;br /&gt;Kalindril soltou a funda e armou a lança para segurar o ataque do monstro que corria em sua direção.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Garoto! Não os deixe toca-lo, são carniçais... Vão paralisá-lo...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O aviso veio em cima da hora, mas o suficiente para que Kalindril colocasse a lança mais à frente e firma-se o apoio no chão usando o pé esquerdo.&lt;br /&gt;O impacto veio como se toda a vila Avariel estivesse espancando seu corpo.&lt;br /&gt;A Fera pulou sobre Kalindril e encontrou um metro e meio de ferro de lança no caminho entre suas garras e o pescoço do meio humano.&lt;br /&gt;Kalindril não suportou o peso do monstro e largou a lança, deixando-a a cair com o carniçal empalado, que ainda se movia e tentava empurrar o resto da lança para dentro de si e tirá-la pelas costas.&lt;br /&gt;O Meio Humano empunhou a adaga, armou-se atrás do escudo e arremessou-se em cima do morto vivo, tentando manter o escudo entre seu corpo e as garras do monstro.&lt;br /&gt;A criatura se debatia e mordia o escudo, suas garras abraçavam o escudo e se moviam na esperança de cortar um pedaço da carne de Kalindril. O Meio Humano afastou uma das garras com um golpe do escudo e abriu espaço para cravar a adaga na base do pescoço do morto vivo, não sem que este mordesse a mão que lhe cravou a adaga.&lt;br /&gt;Kalindril caiu pra trás com a dor lancinante em cada furinho da mordida do monstro. Que pegava as costas de sua mão ao redor do polegar.&lt;br /&gt;O Monstro caiu pra trás tentando arrancar a lança com uma das mãos e a adaga com a outra, seus esforços com a adaga foram bem sucedidos, o que não garantiu a continuação de seu arremedo de vida. Com a queda da adaga, o monstro cuspiu um líquido amarelado e mal cheiroso e caiu ao chão imóvel.&lt;br /&gt;Kalindril virou-se para observar seus companheiros e viu Kumai dançando em meio às criaturas. Seu corpo rodopiava e a cada giro, seus pés cortavam a carne de um monstro enquanto sua mão repetia o movimento e cortava logo em seguida.&lt;br /&gt;Quando os monstros se aproximavam, Kumai dava uma cambalhota pro lado ou pra trás e se afastava deles. Quando estava a certa distância, Kumai dançava em torno de si mesmo, alternando os braços e pernas em movimentos circulares em volta de algum ponto específico do chão.&lt;br /&gt;Realmente não era fácil lutar contra duas criaturas sem ser tocado por elas, mas Kumai parecia estar fazendo um bom trabalho.&lt;br /&gt;Kalindril armou a funda e virou-se para Furioso... O cão estava com a boca aberta e uma expressão de fúria, mas estava imóvel. A criatura que estava sobre ele mordia suas costas, sua boca estava coberta de sangue e pêlos, provavelmente o cão não voltaria a se mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt;&lt;br /&gt;Porquê não pode passar?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra esforçou-se para formular algumas palavras na língua confusa e feia dos humanos. Falavam como se tivessem uma grande batata na boca, sem musicalidade ou poesia. Sua entonação era grossa e dura, além do quê, falavam todos ao mesmo tempo e curiosamente se entendiam perfeitamente bem.&lt;br /&gt;Voz da Terra aprendeu o suficiente da língua humana para que pudesse entender as palavras que lhe eram ditas, mas tinha dificuldade para se expressar, pois as palavras e seus significados lhe fugiam da mente. Havia sido ensinado por Arybé, um espírito Papagaio que havia o acompanhado desde o início de seu aprendizado, mas isto já fazia muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;&lt;br /&gt;Você está nu Elfo selvagem, isto pode ser bonito na sua aldeia, com seus amigos elfos devassos, mas não numa cidade humana!Aqui temos como valor, o respeito a outras pessoas, diferente de vocês elfos. Ao menos cubra suas vergonhas!&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra não estava nu de forma alguma, carregava uma pele de onça nas costas e trazia diversos colares e brincos feitos de dentes e penas. Como podiam dizer isto?&lt;br /&gt;Voz da Terra tirou a pele das costas e cobriu em volta da cintura, amarrando as duas pontas e fazendo uma espécie de saiote improvisado.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt;&lt;br /&gt;Assim fica melhor?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Soldado vestido de aço e, agora armado de fúria, pareceu considerar aquilo uma afronta. Se ele não queria que o elfo se vestisse, porque reclamou?&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;&lt;br /&gt;Rá! Parece que o elfo, além de tarado, é também um bufão!&lt;br /&gt;Você entrará na cidade sim, tenha a gentileza de me acompanhar elfo.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra estranhou bastante a reação do humano, afinal ele estava irritado? Mas porquê estava o ajudando então?&lt;br /&gt;Humanos são seres confusos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86581959?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86581959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86581959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_22_archive.html#86581959' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86506975</id><published>2002-12-25T03:40:00.000-03:00</published><updated>2002-12-30T19:53:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Encontros e desencontros&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz da terra caminhou por muitos dias, muitas Luas, a floresta de Crisanet se tornou uma lembrança agradável, mas distante muitos dias de viagem.&lt;br /&gt;A floresta tinha sido seu único lar desde que Grunerflieger acordou e atacou a aldeia dos Aíbayuri, os Elfos originais que ainda viviam em perfeita sintonia com a mãe natureza.&lt;br /&gt;Teremguá Yamitingarê, do clã Yamitingarê nesta época era ainda uma criança que havia aprendido a andar a pouco tempo para os padrões élficos quando o Dragão despertou debaixo da vila dos Aíbayuri, os elfos sacaram seus arcos e lutaram bravamente, conscientes de que a vitória sorriria ao dragão. &lt;br /&gt;Teremguá ouvia os sons da batalha, via seus familiares sendo corroídos pelo sopro do dragão e se desesperava, não podia conceber tamanha destruição em seu limitado mundo infantil, Tentava correr com suas perninhas frágeis e desacostumadas a isto, tentava procurar seu pai que desfazia-se em ácido com as baforadas do monstro, tentava procurar sua mãe, atacada e devorada pelos servos de Grunerflieger. Dragões tem uma capacidade incrível de organizar e comandar hordas de seres aparentemente independentes como Centauros e Sátiros, Fungos Inteligentes e bestas de grande porte.&lt;br /&gt;O pequeno Elfo selvagem corria sem rumo quando foi chamado por um pequeno gato selvagem com rosetas negras pelo corpo, um de seus muitos amigos invisíveis.&lt;br /&gt;Se a aldeia não tivesse sido atacada, provavelmente Teremguá teria deixado de ver estes amigos invisíveis quando fosse um pouco maior, mais velho e mais condicionado pelas exigências da sociedade, porem, na circunstância em que estava. Teremguá foi guiado pelo meio da mata pelo Espírito de gato Yawara. Este ensinou-o a evitar os perigos da mata, outros espíritos ensinaram o Garoto em diversas formas de sobrevivência, uma Formiga ensinou a buscar abrigo da chuva, Um cacto a colher a sua água, um Urso a pescar, um Lobo a caçar, Uma Abelha a fazer suas próprias ferramentas, etc...&lt;br /&gt;Algumas crianças que se perdem na floresta, são criadas por animais e acabam por adotar diversos comportamentos destes animais. Teremguá foi criado pelos espíritos e acabou se tornando recluso e introspectivo como eles, Ganhou o nome de Aprendiz da Terra pouco depois de seus primeiros dias sozinho na mata, e foi iniciado na tradição xamânica por um espírito de seu tataravô no primeiro mês que conseguiu sobreviver apenas com o que caçou e colheu.&lt;br /&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;O Aíbayuri conhecia mistérios da natureza o suficiente pra evitar os grupos de Assírios que cruzou, ou as tropas Humanas que os seguiam. Estranhou tanta movimentação em áreas verdes antes desocupadas e chegou a temer por sua floresta, apesar de esta não ser mais sua morada, até que suas preocupações mudaram quando finalmente chegou a Mirastey.&lt;br /&gt;A Cidade humana era ao mesmo tempo, um monumento à força e criatividade dos povos senscientes, e uma afronta a mãe Natureza que teve suas árvores cortadas e sua pedra arrancada para uma construção de tão grande porte.&lt;br /&gt;A cidade exalava imponência e força com seus enormes muros de pedra cortados por torres de vigia. No centro da cidade podia ser visto um palácio branco, ou um templo branco, difícil discernir, na forma do símbolo da Deusa da Justiça, a lâmina de aço flamejante com os pratos de uma balança pendurados a sua volta. Dois enormes portões davam acesso a cidade, os portões eram guardados por humanos vestidos de aço e armados com lâminas, estes não pareciam impedir a entrada de diversas carroças puxadas por cavalos, pessoas sujas enroladas em panos imundos, rostos marcados pelo sofrimento, cansaço, desesperança e medo.&lt;br /&gt;Nunca entendeu porque os humanóides transformam suas próprias vidas em infernos pessoais, nunca entendeu porquê os cavalos se permitem serem amarrados e usados para carregar objetos dos humanos, nunca entendeu como um humano pode se permitir à desonra de caminhar sem usar as próprias pernas.&lt;br /&gt;Voz da Terra caminhou junto das pessoas, notando claramente que todos o olhavam com muita estranheza. Quando passava por baixo dos portões, sentiu uma luva de ferro fria e pesada puxar seu ombro sem nenhuma cerimônia, e uma voz rude e desagradável, típica de um humano, cuspindo palavras mal elaboradas na primitiva língua falada por estes.&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;&lt;br /&gt;Você não pode passar...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Pois bem Kumai, meu nome é Kalindril Castela, filho de Juan Castela e de Lenícia Alae Nebulosae dos Avariel da Cordilheira de Empir. Estou seguindo para Mirastey para entregar uma mensagem ao meu irmão Franco, e você de onde vem? E o que diabos eram aqueles gigantes? E os negros vestidos com armaduras?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros pararam pra descansar e conversar quando já era noite, a primeira noite juntos, até então a única parada foi para trazer Furioso pra cima do Cavalo quando os Gigantes já estavam a uma distância segura.&lt;br /&gt;Kumai se encarregou de amarrar os cavalos enquanto Kalindril acendia a fogueira e preparava algo para que comessem utilizando os mantimentos que estavam nos alforjes dos cavalos.&lt;br /&gt;A pergunta pegou Kumai de surpresa e o fez pensar alguns segundos antes de respondê-la... Kumai era o tipo de pessoa que pensava demais antes de falar, mas estava sempre com um sorriso cativante nos lábios, o que o tornava uma companhia agradável por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Eu venho do continente negro que fica ao sudeste de Venice, vivi alguns anos na cidade de Kamal entre a população negra, temos uma comunidade naquela cidade. Tive de deixar minha cidade, pois, acho que todos lá dependiam demais de mim, eu era uma espécie de exemplo pra eles sabe? Um herói ou algo assim...&lt;br /&gt;Estava com este grupo de Guerreiros a serviço dos Reinos Livres, que tentam manter os Assírios distantes...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Assírios?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Eu estava chegando neles... aqueles gigantes que deixamos pra trás eram Assírios, Eles tem um grande reino a Oeste de Maranta e são terrivelmente expansionistas, tomaram já alguns feudos menores ao norte e construíram muitos postos avançados deste lado de Maranta. A guerra é muito difícil para nós, pois os Assírios são fisicamente maiores que nós, mais organizados e tem fileiras de tropas surpreendentemente numerosas.&lt;br /&gt;Nós, os reinos do Leste, muitas vezes brigamos entre nós por controle ou poder, e estamos sempre embriagados pelas guerras que nos assolaram no passado... Talvez esta seja uma guerra perdida, mas, nem mesmo Ifá me concedeu a resposta.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;E porquê aqueles homens vestiam armaduras e você não?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai arregalou os olhos e sorriu enquanto puxou seu instrumento musical, uma espécie de arco com um coco aberto preso a uma das pontas.&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Muito esperto garoto, eu era uma espécie de espião sabe? Estava me infiltrando entre os Assírios, mas infelizmente meus companheiros atacaram cedo demais... E pagaram com a vida pela sua tolice. Pobres coitados inexperientes...&lt;br /&gt;Bem, agora minha missão falhou miseravelmente, talvez seja elegante de minha parte informar a inteligência em Mirastey que a missão fracassou... gostei de você rapaz e lhe devo minha vida, faremos o seguinte, eu o guiarei até Mirastey pois faz parte de meu caminho., Realmente sozinho você não teria muitas chances contra tantos Assírios por aí...&lt;br /&gt;E agora vamos a assuntos mais divertidos...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai mentia muito mal, com certeza um espião humano não faria muito sucesso se os humanos estão em guerra com os Assírios. A idéia parece tão estapafúrdia quando as outras histórias, mas como o Humano havia puxado o instrumento para terminar ali a conversa, Kalindril decidiu prosseguir com seu jogo e não tocar mais neste assunto por hora.&lt;br /&gt;A Música era suave, e o canto de Kumai muito triste, um contraponto muito grande em comparação a alegria e sede de vida que o humano demonstrava. Talvez Kumai tivesse muito a esconder atrás de suas mentiras, mas o mais provável é que simplesmente usasse-as para esconder de si mesmo, sua própria dor.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente gostaria que esse seu macaco parasse de mexer na minha mochila...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.alderion.hpg.ig.com.br/personas/kumaipg.jpg &gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Kumai de Xangô &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86506975?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86506975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86506975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_22_archive.html#86506975' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86447004</id><published>2002-12-23T16:53:00.000-03:00</published><updated>2002-12-30T19:45:55.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Trazendo ao mundo a confusão que obscurece sua mente&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril observara a cena confuso, provavelmente o Negro tivesse cometido um grave crime para estar em situação tão difícil, possivelmente um ladrão ou assassino.&lt;br /&gt;Kalindril foi tomado pela curiosidade de questionar aos gigantes, se fossem seres de bem iriam muito bem expor seus motivos ao meio humano, poderiam até dividir o conteúdo de suas garrafas e trocar algumas palavras com ele.&lt;br /&gt;Kalindril tentou juntar coragem para falar com os gigantes por três vezes, mas não sentiu confiança o suficiente para se juntar a eles.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Bem Furioso, acredito que não haja mais nada para mim neste local, ainda temos um longo caminho para Mirastey...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril pensou em levantar-se, mas a expressão de medo do Humano não saia de sua mente, da distância em que estava podia perceber que o macaco havia desatado o nó, mas claramente, não haveria como o homem levantar-se e simplesmente correr, ele precisaria de uma distração pra isso, e afinal quem era Kalindril pra decidir se ele deveria viver ou morrer?&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Se realmente é minha hora de interceder, que os espíritos me dêem um sinal...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril sentou e aguardou alguns segundos, e ouviu ao longe o relinchar de um cavalo, o cavalo estava preso uma árvore do outro lado do acampamento, o Meio Humano não havia percebido o animal apesar dele não estar tão oculto entre as folhagens. Será este o sinal? Mas o que poderia querer dizer um cavalo preso entre folhagens?&lt;br /&gt;Kalindril coçou o queixo e lembrou-se que o Cavalo era o símbolo da Deusa da Justiça, venerada por seu pai, e deusa mor da cidade de Mirastey.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Se isto foi realmente um sinal, o que queria dizer? Devo eu achar que esta sendo feita a justiça e ele merece esta punição? Ou devo imaginar que a justiça esta presa, de mãos atadas e devo interceder para que ela prevaleça?&lt;br /&gt;Eu pedi que me fosse dado um sinal para mostrar se deveria interceder... Espero que eu esteja certo, do fundo do coração..&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril praguejou contra sua sorte e tentou bolar um plano. Um ataque direto e frontal seria um simples suicídio, arremessar pedras de funda simplesmente os traria pra perto,&lt;br /&gt;Talvez se arremessasse de um lado e corresse pro outro, poderia chamar a atenção deles e confundi-los, mas nunca fora o melhor em esconder-se, e esta era uma das raras situações na vida em que não se pode cometer um erro de planejamento.&lt;br /&gt;Kalindril olhava o céu e sussurrava baixo consigo mesmo que uma chuva poderia ser de grande valia...&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Será que Tzotl poderia faze-lo? Não.&lt;br /&gt;Diz as lendas que os sapos tem o poder sobre a chuva. Encontrei alguns raros sapos em outras viagens pelo mundo de baixo... Nenhum espiritual... Gostaria que eu soubesse cantar as canções para chamá-los...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril apertava o cabo de sua lança contra o peito enquanto se via desesperado e sem opções, e correndo perigo afinal os gigantes poderiam acha-lo aqui e poderiam não ser nada amistosos.&lt;br /&gt;O aperto em seu coração o entorpeceu o suficiente para que se concentrasse na situação, e sem perceber ou tramar, suspirou, e seu suspiro tornou-se um assovio, que em poucos minutos tornou-se uma canção baixa e leve, uma canção sem palavras, apenas sons vindos de lábios de um meio Humano, a canção vinha de seu coração, de seus instintos e clamava que algo mudasse, que uma forte chuva caísse e trouxesse a distração que ele esperava.&lt;br /&gt;A chuva não veio, mas algo veio de seu coração, diziam os anciões Avariel que alguns Elfos eram tão próximos da natureza, possuíam tamanha sintonia, que podiam expressar o que sentiam através do clima. Alguns faziam chover quando estavam nervosos, faziam nevar quando sentiam-se solitários e criavam arco íris quando faziam amor.&lt;br /&gt;Kalindril sabia que este definitivamente não era seu caso, mas de alguma forma, o conhecimento que seu espírito carregava, aflorou de tal forma que sua canção semi-inconsciente chamara o espírito que faria o serviço.&lt;br /&gt;Uma névoa leve começou a subir do chão, das folhagens, vindas de lugar algum, fruto da mente confusa do meio humano. Os gigantes não ligaram a  princípio em virtude da bebida, até que começaram a estranhar a névoa num dia aparentemente tão seco.&lt;br /&gt;Começaram a discutir entre si em sua língua enquanto kalindril correu, oculto pela névoa e pelas folhagens e se pôs ao lado do humano.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Vamos fugir, não tenho a menor noção de quanto tempo manterei esta névoa, mas teremos oportunidade de descobrir em breve...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado estranho, sou um Príncipe das terras de onde venho e poderei recompensa-lo com mulheres infinitamente belas, ouro o suficiente para construir um castelo e cerveja o bastante para fazer um fosso nele.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O macaco pulou nos braços do Humano e escondeu-se dentro de sua camisa. Kalindril não acreditou em uma palavra do quê o Humano disse, mas agora era tarde para mudar suas interpretações. Esperava ter feito a coisa certa...&lt;br /&gt;&lt;font color = cc6633#&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Kumai de Xangô, este é Mani, meu fiel escudeiro, vamos até os cavalos e de lá partiremos para longe, poderemos conversar melhor quando estivermos sozinhos...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kumai correu e pegou uma garrafa de barro que jazia ao chão e correu mais do que suas pernas ou seu físico poderiam sugerir que este poderia...&lt;br /&gt;Kalindril seguiu o humano, com Furioso ao seu lado e pode perceber, depois de algum tempo, os Gigantes caminhando cambaleantes atrás deles.&lt;br /&gt;Ambos subiram em cavalos que estavam amarrados próximo de onde Kalindril havia avistado o primeiro, o cavalo que o fez tomar a decisão...&lt;br /&gt;Era um belo animal, pelagem negra e olhos que passavam um certo ar de familiaridade, não que um cavalo possa parecer tão familiar a alguém que viveu no topo de uma montanha, mas de alguma forma Kalindril havia se afeiçoado ao animal e subiu em cima deste, cavalgando em direção ao horizonte com as maldiçoes dos Gigantes as suas costas e esperanças em seu caminho.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz da Terra terminou seus afazeres e começou a caminhar pra fora de Crisanet, a pele de Onça aquecia suas costas e ajudava-o a entrar em sintonia com a força deste animal, seus pés doíam com o caminhar, mas este não parecia se mostrar cansado.&lt;br /&gt;Era guiado por um espírito sem forma, a representação de um conceito e não de um aspecto da natureza como outros espíritos mais comuns. O Espírito do Sul piscava luzes coloridas a sua frente para mostrar o caminho de hora em hora, e Voz da Terra tentava caminhar mais rápido, incentivado, na esperança que pudesse chegar logo ao local.&lt;br /&gt;Tinha esperança também que os espíritos lhe indicassem seu aprendiz, mas nem sempre eles lhe mostram tudo, a maior parte das vezes cabe ao xamã decidir o que deve ou não fazer.&lt;br /&gt;Enquanto caminhava, Voz da Terra pensava em como foi estranho quando se comunicou a primeira vez com um destes espíritos, os mais complexos, distantes e inacessíveis.&lt;br /&gt;Os xamãs mais inexperientes costumam iniciar seu aprendizado com espíritos de coisas simples. Animais pequenos para os mais ativos, pedras ou plantas para os mais introspectivos, com o tempo desenvolvem seu conhecimento e compreensão do mundo espiritual e conseguem comunicar-se com os grandes totens animais, os espíritos dos ancestrais mortos e espíritos de forças elementais muito poderosas como as Tempestades e o Vento, ou de coisas bem simples como objetos pessoais, facas e colares, por exemplo.&lt;br /&gt;Depois de alguns combates contra si mesmo, o xamã descobre como entrar em sintonia com espíritos abstratos, como o espírito da canção, espírito do Leste, espírito do amor ou da Fúria. &lt;br /&gt;Diziam também as lendas que os mais antigos e sábios, aqueles que já tinham vencido a morte ou que tinham entrado em acordo com ela, podiam falar com os deuses também, mas desses xamãs, muito poucos desciam novamente pra viver na terra entre os mortais, e dos poucos que desceram, um número ainda menor ainda continuava a respirar neste plano.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86447004?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86447004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86447004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_22_archive.html#86447004' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86302443</id><published>2002-12-20T01:03:00.000-03:00</published><updated>2002-12-20T01:10:07.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Sonhos &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendiz da Terra acordou com o canto dos pássaros e alguns respingos orvalhados vindos das copas mais altas das árvores próximas, sorriu com um novo amanhecer do Sol e agradeceu pela luz que banhava seu corpo e pelas lágrimas que caiam e matariam sua sede nesta manhã.&lt;br /&gt;Desceu do galho onde dormira com um pulo calmo, e caiu no chão absorvendo o impacto da queda com as pernas e pés, como via os gatos fazendo, caminhou alguns passos até uma amoreira que lhe estava provendo frutos a alguns dias e devolveu com os líquidos de seu corpo, o sustento que ela lhe trazia.&lt;br /&gt;Serviu-se de algumas amoras, o suficiente para que ainda houvesse para mais tarde, e seguiu a entrada da caverna para ouvir qual canção as pedras lhe ofertariam aquele dia, estava entrando em sintonia com aquela caverna já a alguns dias. &lt;br /&gt;Estados alterados de consciência, era assim que Aprendiz havia desenvolvido suas viagens xamânicas, conseguia sentir coisas que só ele sentia, ouvir coisas que não eram ditas a mais ninguém.&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt;&lt;br /&gt;São seus, meus ouvidos, aprendi a sentir o calor que emana dos sentimentos daquele que mente... Corri em meus sonhos e segui, cacei e matei um macaco, apenas seguindo suas mentiras... e trago sua marca como troféu&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Aprendiz mostrou uma cicatriz no braço em forma de duas pequeninas garras, porem mais parecida com uma das muitas manchas que seu corpo de Elfo Selvagem possuía do que realmente cicatrizes feitas por algum animal.&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;&lt;br /&gt;Seu período de aprendizado está chegando ao fim, é chegado o momento de abandonar seu nome e mudar sua essência, adotando outro.&lt;br /&gt;Voz da Terra, traz consigo tuas marcas, teu arco, as flechas que tão cuidadosamente esculpiu e sua sede de conhecimento e siga ao Sul, a procura de teu aprendiz...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = green&gt;&lt;br /&gt;Aprendiz? Não é muito cedo pra isso? Ainda sinto que sei tão pouco sobre o mundo espiritual, o mundo terreno... faz poucas décadas que estou sendo ensinado... Estou pronto pra ensinar? Falei com tão poucos seres vivos em minha vida...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color = gray&gt;&lt;br /&gt;Os ensinamentos solitários já se foram, hora de encarar alguns medos de frente, que ainda cultiva em seu coração Elfo Selvagem, dominar e manter estes medos e não ser controlado por eles...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Aprendiz da Terra, agora, Voz da Terra baixou os olhos em sinal de consentimento e levantou da caverna, ainda confuso e constrangido, não esperava que este dia chegasse tão cedo, sabia que chegaria mas ainda o considerava distante e inatingível. Ainda considerava outros seres vivos como seres fúteis e destrutivos, viviam pra caçar, matar e roubar, sem nunca chorar por aquilo que havia ido, teve contato com muito poucos depois quê sua aldeia foi destruída, era ainda uma criança nessa época e foi criado pelos espíritos desde então.&lt;br /&gt;Voz da terra apanhou algumas flores coloridas e começou a amassa-las lentamente, de uma forma ritualística, entoando cânticos de agradecimento a cada folha esmagada, faria pinturas e prepararia ervas secas para a viagem, um processo que demoraria muitos dias, pois nunca havia viajado antes então não sabia exatamente tudo que haveria de levar consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril levantou sua lança vitoriosamente quando se viu fora dos limites que ainda considerava a montanha dos Avariel, finalmente havia vencido a montanha e abraçou Furioso, porem ao longe viu uma pequena mancha vermelha no céu a distância de alguns meses de caminhada, porém mais próximo, Kalindril viu uma fumaça forte, que cobria o céu, provavelmente uma fogueira muito grande... Nunca havia visto fogueiras assim, os Avariel não tinham muita afeição pelo fogo.&lt;br /&gt;&lt;font color = red&gt;&lt;br /&gt;Lá devem haver humanos, finalmente alguém que eu possa conversar de igual pra igual, que possa me explicar tudo que eu perdi... tudo que ainda não sei sobre mim...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril correu em direção do local que acreditava que estivesse a fogueira, a cada passo a excitação o tomava de forma mais avassaladora, até que a aproximadamente 100 metros da fogueira, começou a ver os corpos.&lt;br /&gt;O Primeiro era um Humano com a pele negra como a noite e os cabelos longos em cachos, vestia-se com peles de animais mortos e chapas de metal preso a elas. Se não fosse um morto que estivesse vestindo, Kalindril com certeza pegaria pra si aquela bela peça de vestimenta, bem melhor pra um viajante do que as togas dos Avariel.&lt;br /&gt;Kalindril seguiu correndo, mas desta vez com apreensão em vez de alegria, passou por mais dois humanos mortos, vestidos da mesma forma que o primeiro, passou por mais um humano, porem este ultimo tinha sua cintura cortada ao meio, separando a parte do tórax das pernas, e finalmente passou por uma criatura que nunca havia ouvido descrição, sua aparência era humana, porem aparentava ter dois metros e meio de altura se estivesse de pé, seus braços eram absurdamente musculosos, como os de um Ogro, trazia uma cimitarra proporcional ao seu tamanho surpreendente, e vestia-se com roupas de algodão leves, próprias para um local quente.&lt;br /&gt;Seguiu com o terror instalado em seu coração, De onde teria surgido um demônio como este? Pela quantidade de corpos pelo caminho, muitos devem ter caído contra ele.&lt;br /&gt;Kalindril aproximou-se da fogueira e ouviu uma cantoria incessante, cerca de 5 ou 6 vozes gritando, gemendo, rugindo coisas sem aparente sentido, talvez uma língua desconhecida mas aparentava mais algum tipo de prece.&lt;br /&gt;Abaixou-se entre a relva aproveitando-se de seu corpo pequeno e engatinhou até uma árvore que poderia ficar razoavelmente escondido, com Furioso logo atrás, e pode ver a cena completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma fogueira acesa com um corpo carbonizado, aproximadamente 5 gigantes. 3 mulheres e 2 homens, dançavam em torno da fogueira, os homens giravam suas cimitarras e traziam consigo garrafas de barro, que traziam a boca ocasionalmente, as mulheres vestiam-se de uma forma sensual, com coxas a mostra, decotes e cabelos longos soltos ao vento.&lt;br /&gt;Ao lado da fogueira, estava caído ainda um último Humano amarrado com os braços nas costas, negro como os outros, mas sem armadura ou armas. Estava obviamente vivo e tentando escapar enquanto os gigantes não prestavam atenção nele, enquanto um pequeno mico se debruçava sobre suas costas e tentava desfazer o nó que o mantinha preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://www.espiritofuria.hpg.ig.com.br/entretenimento/15/espiritofuria-207-1.jpeg&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; Furioso &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86302443?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86302443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86302443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86302443' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86253058</id><published>2002-12-19T00:58:00.000-03:00</published><updated>2002-12-19T21:40:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Manchas &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril sentou numa pedra e observou a noite estrelada com certo temor, mas uma sensação de prazer incontida. Não conseguia parar de sorrir imaginando que tinha fugido de um Orc, que tinha escapado e sobrevivido pra contar a história para seus filhos, e quem sabe netos? porem lembrou da sensação que teve quando o morcego pousou sobre seu corpo, entrou em sua mente, difícil explicar sensações e sentimentos com meras palavras. Virou-se pro Morcego estendeu a mão quase como uma súplica&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Tzotl, porquê fez aquilo? Pode fazer de novo?&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= black&gt;&lt;br /&gt;Não é algo que façamos o tempo todo, nos custa muito e muitas vezes o mortal que recebe a dádiva não costuma retribuir de acordo, ou abusa do poder... Alguns espíritos não se importam, contanto que recebam sua parte, outros ainda estão engajados em seguir suas missões e auxiliar os mortais a seguir as deles, eu prefiro acreditar que sou do segundo grupo.&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;E porque eu? Porque naquele momento?&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= black&gt;&lt;br /&gt;Já parou pra pensar porque nasceu numa vila que nunca seria aceito? Sendo de uma raça que não tem vilas ou aldeias. Aquele que conversa com espíritos deve estar acostumado a solidão para cumprir sua missão, seu caminho é solitário Brisa rasante, por isso você...&lt;br /&gt; &lt;/font &gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Brisa rasante? Que nome é este? O que você esta querendo dizer?&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= black&gt;&lt;br /&gt;Não cabe a mim explicar, o professor que encontra o aluno, não o contrário...&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;O Morcego levantou vôo e sumiu nas sombras novamente. Kalindril ponderou por alguns segundos sobre o que Tzotl disse e de certa forma aquilo fazia todo um sentido, Talvez a Deusa tivesse guiado seus passos para que fosse um Meio Humano solitário para que mais adiante não viesse a sofrer mais ainda com a solidão.&lt;br /&gt;Kalindril preferiu não pensar muito nisto e observou a profundidade da escuridão que o cercava, demoraria ainda muitas horas pra amanhecer, e como já havia dormido, preferiu prosseguir viagem, descendo a montanha, estaria a alguns dias de viagem de Mirastey, terra onde fica o maior templo da Inquisição sobre o continente de Venice. Onde Paladinos são guiados pelas mãos da Deusa sem nome para serem treinados nessa árdua tarefa.&lt;br /&gt;Kalindril procurou em seu pescoço o símbolo de Aerdrye Faenya e sentiu que ele não estava mais lá... provavelmente caiu quando o Orc apertou seu pescoço.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Um Símbolo idiota de uma deusa que nunca olhou pra mim, posso muito bem viver sem aquilo, e a mulher que me deu nem me conhecia direito, só queria mostrar pra todo mundo que, bem... merda...&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;Kalindril suspirou fundo e caminhou de volta, procurando no chão, na esperança de encontrar o símbolo caído sobre alguma pedra, enroscado em algum galho ou perdido entre suas próprias pegadas.&lt;br /&gt;O Meio humano caminhou por algum tempo. Quando se está sozinho numa montanha de madrugada é difícil discernir minutos de horas, até que encontrou o símbolo no chão entre os dedos do Orc caído que ainda o segurava. O monstro havia seguido Kalindril por boa parte do percurso, e provavelmente não o alcançou por causa do ferimento feito por Furioso em sua perna direita, mas correu até cair em exaustão. O orc estava deitado sobre a terra, ofegante. O ferimento estava sujo e escorria sangue negro que cobria já boa parte de seu corpo escorrendo também da cabeça. o Orc possivelmente não viveria muito mais, e já não podia mais andar.&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Sem piedade pra você orc&lt;br /&gt;&lt;/font &gt;&lt;br /&gt;Kalindril levantou a lança e desceu diversas vezes sobre o corpo inconsciente do orc, no primeiro ataque o orc abriu os olhos e rugiu furiosamente contra o Meio Humano, mas a lança desceu sobre seu rosto, sobre seu peito, duas sobre a barriga até que o orc parou de rugir, respirar e se contentou apenas em sangrar e morrer.&lt;br /&gt;Kalindril abaixou e tentou tirar o símbolo da mão do orc que ainda o segurava com força e teve de quebrar os dedos da criatura pra reaver o amuleto. &lt;br /&gt;Abaixou os olhos sobre o inimigo e não sentiu-se feliz pelo que havia feito, mas também não sentia-se culpado ou arrependido... Isso era um bom sinal, não queria que assassinatos fizessem parte de sua rotina.&lt;br /&gt;Ajoelhou ao lado do cadáver e pediu que os espíritos guiassem sua alma para o local que lhe era devida e que este voltasse com mais luz da próxima vez que viesse a terra.&lt;br /&gt;Permaneceu nesta posição, orando até que os primeiros raios de sol despontaram no horizonte, já seria dia de novo e agora nada mais o impediria de sair descer a montanha e chegar a Mirastey&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86253058?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86253058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86253058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86253058' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86195039</id><published>2002-12-17T22:36:00.000-03:00</published><updated>2002-12-19T21:37:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Olhos vermelhos famintos &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril fechou os olhos e segurou os dedos do Orc tentando tirá-los de seu pescoço, porem a força do Orc superava em muito a sua, alem de que o monstro estava melhor posicionado, colocando o peso de seu corpo sobre os ombros. O Meio Humano sentiu lentamente seus sentidos falharem enquanto observava a expressão fria do rosto do atacante se transformar gradualmente em uma expressão mais agradável, de um predador que acabou de conseguir sua presa, seus olhos vermelhos brilhavam de desejo pelo Meio Avariel, sua boca se abriu e entre seus dentes de javali, um hálito podre atingiu Kalindril.&lt;br /&gt;O Meio Humano tossiu, largou a lança e golpeou a barriga do Orc com os punhos fechados, o Orc sentia, mas apertava ainda mais forte seu pescoço. Tentou bater com o escudo que ainda estava preso em seu braço no rosto do orc, o canto do escudo acertou a testa do Orc e um filete de sangue escorreu, respingando no rosto de Kalindril que já estava com os joelhos dobrados e as costas arqueadas pra trás quando viu os lábios da criatura se moverem e balbuciarem algo em língua humana, ele provavelmente não imaginava que Kalindril poderia entende-lo ou realmente não se importava...&lt;br /&gt;&lt;font color= brow&gt;&lt;br /&gt;Hoje teremos carne de elfo rapazes...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Que maravilha, finalmente alguém me reconhece como Elfo... Aerdrye Faenya, se você estiver me ouvindo eu quero que você pegue o seu sarcasmozinho e enfie...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O meio humano tentou ainda levantar o braço e golpear o oponente, mas suas forças não conseguiam mais levantar o peso do escudo preso ao braço... Mas o sangue do orc cobriu seu rosto enquanto soltava seu pescoço e deixava seu corpo cair ao chão.&lt;br /&gt;Furioso acordara e pulou com todo seu peso de São Bernardo sobre o Orc, cravando fundo seus dentes no braço peludo do monstro.&lt;br /&gt;O Orc caiu com o peso do Cão e virou sua mão fechada contra ele, punho contra pelos, músculos e ossos, Furioso soltou o braço e ganiu rolando pro lado, mas levantando e atacando novamente, desta vez pegando a canela do Orc.&lt;br /&gt;Kalindril massageou o pescoço e pode respirar alguns segundos, viu os Goblins debruçados sobre sua mochila com pedaços de sua ração nas mãos e na boca, levantando sua cabeça pra olhar o que acontecia sem entenderem exatamente, ou sem decidir se continuavam a pilhar, se atacavam o cachorro ou se fugiam.&lt;br /&gt;Kalindril levantou e ponderou sobre suas opções, a lança estava distante, a Adaga estava na Mochila com os Goblins, a Funda seria inútil a esta distância, a boleadeira?&lt;br /&gt;Tocou com os dedos a arma amarrada em sua cintura, mas, teve medo, não teria chance de errar, tinha que aproveitar enquanto Furioso distraia o monstro...&lt;br /&gt;Soltou o braço do escudo, segurou-o com as duas mãos e bateu com a parte inferior do escudo triangular. A ponta fez uma marca funda no ombro do Orc que virou rugindo e tentou pular sobre o Meio humano, ainda que Furioso não o deixasse mover-se.&lt;br /&gt;Kalindril levantou uma vez mais o escudo e golpeou de lado o rosto da criatura, a cabeça do Orc voava para o lado, mas voltava na mesma posição, o mesmo olhar maníaco, os mesmos gritos de dor e ódio.&lt;br /&gt;Kalindril golpeou mais uma vez o peito do orc, o braço, novamente o peito e a testa... o orc cambaleou e caiu sobre a perna que Furioso havia mastigado, apesar de não ter desmaiado, o orc cobriu o rosto com as mãos e murmurou maldições em sua língua confusa.&lt;br /&gt;Kalindril se virou para os goblins mas eles já haviam fugido levando boa parte de sua ração, o Meio Humano juntou as poucas coisas espalhadas pelo chão, pôs o cobertor debaixo do braço para não perder tempo dobrando-o e correu em direção a base da montanha, com Furioso ao seu lado, até suas pernas doerem, arderem e latejarem&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86195039?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86195039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86195039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86195039' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86142870</id><published>2002-12-16T23:20:00.000-03:00</published><updated>2002-12-19T21:35:00.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Procurando a paz numa nova Vida &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril caminhou por horas até que a manhã fria do topo da montanha se transformasse num dia quente com sol forte e ar seco, Dia de suor na testa, dores nos calcanhares e coração apertado com a falta d’água… Kalindril verificou o mapa que recebeu do ancião e percebeu uma nascente próxima de onde seguiria seu caminho e decidiu mudar um pouco sua rota.&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Porquê não? Renovar o cantil, e quem sabe algumas horas de sono… Antes dormir de dia e caminhar com os olhos bem abertos a noite! Momento em que os predadores espreitam... Até Orcs, dizem as más línguas, espreitam por essas trilhas…&lt;br /&gt;&lt;/font&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril avistou ao longe a nascente e redobrou a velocidade de seus passos ara alcançá-la, ao aproximar-se da nascente, ajoelhou-se próximo de uma poça para limpar o rosto e beber um pouco e pôde ver seu reflexo na água…&lt;br /&gt;Trazia seus cabelos longos presos por uma faixa na testa, tinha cabelos negros como os dos Avariel, mas eram levemente ondulados como os de alguns humanos. Seus olhos sim traziam a herança humana, eram cor de mel. Diferente dos olhos roxos, verdes e azulados da maioria dos elfos, Kalindril gostava de seus olhos, pois lembrava-o do Pai, e traziam a ele alguma esperança de um dia encontrar outras pessoas que tivessem olhos como os dele.&lt;br /&gt;Usava um brinco em forma de águia na orelha, presente de um rapaz que não sabia muito bem como se despedir e que provavelmente não pensou muito no assunto. &lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Será que eu já não tenho problemas demais com orelhas?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril tirou o brinco da orelha e arremessou a distância, retirou o segundo brinco e pensou em fazer o mesmo, mas controlou sua fúria e pensou que mais tarde poderia ser útil. Guardando-o na mochila improvisada E voltou sua atenção novamente a poça.&lt;br /&gt;Vestia uma toga branca surrada, vestimenta comum de sua aldeia, duas botas fortes e resistentes feitas pelo coureiro, que nunca havia se preocupado em fazer botas duradouras antes. Uma boleadeira na cintura, presente de um guerreiro da vila, mas que Kalindril não sabia ainda como usar. O símbolo de Aerdrye Faenya no pescoço, presente de uma Senhora Avariel que havia perdido um filho e tinha certo afeto por Kalindril. Quando era pequeno Kalindril realmente tinha fé na deusa... Talvez porque fosse pequeno demais para criticar qualquer coisa, ou mais provável, por que tinha a infantil esperança que um dia a deusa teria piedade daquele pobre meio humano, e, se ele fosse realmente bom, ela faria crescer asas em suas costas nuas e ele poderia voar como as outras crianças sendo aceito entre os Avariel. Nem mesmo os Avariel mais antigos sabiam dizer se isso aconteceria ou não pois nenhum deles se lembrava de alguma história sobre um meio humano antes, nem mesmo em lendas.&lt;br /&gt;Com a idade, a dúvida se as asas cresceriam ou não se tornaram uma certeza e a fé se foi com a dúvida.&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Como crer em uma deusa quando suas preces falam de pedir para que o vento leve suas asas aos picos mais altos e pedir que o fogo da justiça queima as asas dos infiéis?&lt;br /&gt;Eu não tinha asas para serem queimadas... Eu não posso ser levado pelo vento a pico algum...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril estendeu o cobertor sobre a margem da nascente e deitou sua cabeça cansada sobre o chão...&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Furioso, fique acordado e avise-me se alguém se aproximar...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Cão levantou a cabeça com um olhar impositivo e sentou ao lado do dono. Deixando que seu porte impassível dominasse o ambiente&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Tzotl... se você sentir algo você poderia...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;o Morcego permanece voando em círculos, como se ignorasse o mundo a sua volta.&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Tzotl só se manifestou quando ele queria, no restante do tempo, é como se nada mais existisse, desde que comecei a ver coisas, coisas que só eu vejo, Tzotl aparece pra mim, em algumas vezes ele me mostrava coisas interessantes, em outras simplesmente passava por mim... ele já chegou a falar comigo mas foram raras as vezes... Acho que deve ser difícil pra um morcego se expressar por palavras.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril ficou divagando sobre os espíritos que já encontrou... O rato, um lagarto certa vez... E acabou por adormecer sob o olhar zeloso de Furioso, com a terra como leito.&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Furioso? Você esta ai?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril acorda com algumas estrelas no céu lutando para iluminar a escuridão que o cerca, demora alguns segundos para que seus olhos se acostumem a apenas a luz das estrelas como referência, porém permanece deitado.&lt;br /&gt;Vê Furioso dormindo com a cabeça apoiada em sua perna, mas não foi isso que o acordou. Algum barulho, um pressentimento, talvez uma risada ao longe ou o brilho de olhos vermelhos na noite&lt;br /&gt;Passos... Mesmo com sua visão élfica, ainda não podia ver o que se aproximava...&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Porque dormir perto da água? Lugar mais óbvio para que me atacassem, Seja lá quem for...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril franze a sobrancelha e tenta discernir entre os vultos na mata, o que podem ser humanóides, algum predador ou apenas o vento movendo as arvores. Segura o símbolo da deusa entre a palma das mãos e pede desesperadamente que ela o ajude.&lt;br /&gt;&lt;font color=  red&gt;&lt;br /&gt;Cedo demais pra errar, cedo demais pra falhar. Por que aqui, e não longe o suficiente para que os Avariel não soubessem o que houve comigo? Deusa! Me deixa ao menos morrer com honra...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Avariel desiste do símbolo quando percebe a si mesmo pedindo para uma deusa que nunca acreditou. Levanta-se do cobertor, segura a lança com mãos trêmulas e o escudo a frente do corpo. Pede proteção a Deusa e fecha os olhos pedindo proteção também aos espíritos... A determinação dos espíritos animais, A força dos elementos...&lt;br /&gt;O Meio Humano se surpreende quando percebe o morcego voando em sua direção e praticamente entrando em seu corpo. Os músculos de sua garganta se flexionam e ele sente como se uma quantidade incrível de som saísse dali, mas ele nada ouve, sua pele sente a vibração do som e ele sente locais onde o som bate e volta mais cedo do que deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril surpreende-se com a sensação, encantando-se com o que acabara de sentir... Abaixa levemente a lança e se focaliza nas sensações da pele. Os sons acabam por formar uma imagem dos arredores quase nítida de tudo que está abaixo, acima, atrás...&lt;br /&gt;Sente as formigas andando entre seus pés, levando sua ração, sente alguns mosquitos passando a sua volta... Folhas caindo das árvores próximas, uma figura musculosa, humanóide e com o corpo coberto de pêlos aproximando-se em sua direção...&lt;br /&gt;Kalindril se vira com a lança apenas a tempo de sentir o Orc apertando com as duas mãos seu pescoço e próximo demais para que a lança possa ser usada contra ele... com o que resta da concentração no sentido do morcego Kalindril sente a aproximação de dois seres pequenos e escamosos... Goblins provavelmente e com algo cortante nas mãos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86142870?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86142870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86142870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86142870' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4024476.post-86037442</id><published>2002-12-15T15:49:00.000-03:00</published><updated>2003-05-14T23:47:35.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; Iniciando a busca &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma manhã fria no dia em que  Kalindril deveria começar sua longa jornada...&lt;br /&gt;É uma tradição entre eles, os Elfos Celestes (Avariel), que na adolescência, o Elfo visite o outro lado de seu povo, sua cultura.&lt;br /&gt;Os Elfos Celestes se dividem em duas aldeias no alto das montanhas em que vivem, estas aldeias costumam viver em perfeita harmonia uma com a outra, porem, vivem distantes.&lt;br /&gt;A primeira aldeia é composta por Avariel que vivem sob um rígido código de honra do guerreiro, sua sociedade é mantida e focada na arte da guerra e na obtenção da glória em combate, a outra metade do mundo Avariel é composta por uma sociedade voltada a valores intelectuais, filosofia e arte. É natural que um Avariel nascido num aldeia, visite a outra e viva la por algumas décadas até que se cansa e retorna a sua aldeia natal, este intercâmbio contribue para que os Avariel sejam Guerreiros/filósofos, uma combinação perfeita dos instintos criativos e destrutivos de sua natureza Élfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalindril terminara de arrumar sua mochila improvisada (Avariel não usam mochilas, atrapalham suas asas, entào Kalindril teve que amarrar alças num saco para que ficasse algo próximo do que haviam lhe descrito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ração para um mês, uma adaga, corda, uma pederneira para aquecer seu corpo nas madrugadas frias de calor élfico que se aproximavam... Uma Lança de ferro e um Escudo Médio com o brasào de sua família humana desenhado, presentes de seu pai que já fora um Soldado nas enormes fileiras de Infantaria do Exército de Mirastey...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Castela... Seu nome desde criança fora Kalindril Alae Nebulosae, mesmo quando seu pai estava vivo... Nunca se atrevera a chamar-se Kalindril Castela, não em meio a Avariel que o olhavam como inferior pela sua herança humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Meio Humano, é assim que me chamavam, por ser mais alto que eles, por ter orelhas diferentes, por não ter asas...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma funda, arma preferida entre os Avariel mais pacíficos, eficiente, leve e silenciosa, um cantil e um cobertor... &lt;br /&gt;Kalindril assoviou para quê Furioso o seguisse... o Cão sempre fiel levantou-se e correu em direção ao dono...&lt;br /&gt;Os Avariel não costumavam ter amizades muito duradouras com Cães comuns, pois estes vivem um tempo pequeno demais para um Avariel... os São Bernardos (assim como Furioso) eram usados como cães de caça, refeição e forneciam peles de boa qualidade....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos seguiram em direção ao centro da vila Avariel, Kalindril olhava os anciões Avariel que vinham se despedir dele... todos sempre o trataram extremamente bem, mas Kalindril sentia que não era aceito entre eles, que não fazia parte daquele mundo...&lt;br /&gt;Alem dos anciões, poucos Avariel vieram se despedir de Kalindril, muitos enviaram presentes dizendo que lamentavam não estar ali naquele momentos, outros se despediram com antecedência e desejaram boa sorte ao meio humano na sua visita ao mundo dos Elfos guerreiros... Kalindril sentia que todos o queiram muito bem, mas não o queriam ali...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintriniel, um dos anciões mais benévolos, sacerdote de Aerdrye Faenya e simpatizante dos humanos, deu um passo a frente&lt;br /&gt;&lt;font color= blue&gt;&lt;br /&gt;Kalindril, é com grande orgulho que vi você, nascer de um ventre Avariel e uma semente humana, tua infância e adolescência em nosso povo é simbolo que todos nós, um dia, poderemos viver como irmãos, sem desavenças...&lt;br /&gt;Seus Pais não estão aqui para poderem se despedir de você, e gostaria de assumir este manto... a tradição prega que os pais, ou o adulto mais próximo ensine as correntes de ar que levarão o Avariel ao seu destino na cidade dos Guerrreiros de nosso povo..&lt;br /&gt;Eu pensei que um mapa com as trilhas por terra seria muito mais útil pra você meu valente rapaz, e pesquisei a fundo nos ultimos meses estas trilhas...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Ancião estendeu orgulhoso o mapa feito com couro de porco a kalindril e sorriu de uma forma condescendente...&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;sera que eles não percebem que este nào é meu caminho?&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril pega o mapa, sorri a todos que o olham como a pequena criança órfã que precisa de ajuda por que não tem asas...&lt;br /&gt;&lt;font color= red&gt;&lt;br /&gt;Muito Obrigado meu mestre, Sintriniel, Mas... bem..*olhando pro chão...voltando os olhos pro ancião* eu não pretendo seguir por este caminho...&lt;br /&gt;Meu Pai uma vez disse que eu tenho um irmão em Mirastey...talvez ele fique feliz em saber como seu pai morreu... e bem, talvez ele tenha uma família, esposa, sobrinhos... Eu realmente estou na época de conhecer o outro lado da cultura de meu povo, mas diferente de vocês Avariel, o outro lado pra mim é conhecer a cultura humana...&lt;br /&gt;Espero que não se zanguem comigo e...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;O Ancião levanta a mão de uma forma imperiosa... digna do fardo de alto sacerdote que carrega, Qualquer um, seja Avariel, Elfo, Humano, Orc, Anão, cessa qualquer comentário e aguarda as palavras de sabedoria que dali virão&lt;br /&gt;o Ancião fala sem a expressão de condescendência que antes havia, mas sem raiva tambem... fala como se ali falasse uma pedra sem sentimentos... ou como se alguem falasse através de seu corpo&lt;br /&gt;&lt;font color= blue&gt;&lt;br /&gt;Você recebeu as mensagens dos espíritos corretamente Kalindril, seu caminho parece se iluminar com seus instintos... continue buscando verdades  fora de sua razão, dentro de você e chegará mais distante que espera... e mais distante que muitos...&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;Kalindril levanta a lança como um cajado de caminhada e se despedecom um aceno de cabeça silencioso, primeiro dos anciões, depois das nuvens, tão próximas, dos passáros, das enormes casas de pedra e vidro, com janelas no lugar de portas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após alguns minutos de caminhada, Tzotl, o espírito Morcego que se revelou a Kalindril ja a algum tempo voa por sobre sua cabeça e segue em direção a trilha que leva a base da montanha... e Kalindril segue atrás... com Furioso ao seu lado... desejando que todos os Avariel não estejam rindo por imaginar o Meio Humano sendo despedaçado pelo caminho, ou pior... que todos não estejam morrendo de pena dele&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4024476-86037442?l=espiritofuria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86037442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4024476/posts/default/86037442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://espiritofuria.blogspot.com/2002_12_15_archive.html#86037442' title=''/><author><name>Gato Preto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12413362515121619031</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
